domingo, 22 de fevereiro de 2026

De música e natureza


Matança 
Música: Augusto Jatobá
Interpretação: Xangai




 

“Ampó Hu: A Revolução Silenciosa das Sementes Crioulas que Transformou a Agricultura Familiar no Brasil”

Iniciativa pioneira da nação indígena Krahô nos anos 1990 que inspirou a criação dos Bancos Comunitários de Sementes e fortaleceu a soberania alimentar no Brasil.




No início da década de 1990, no território da nação indígena Krahô, no Tocantins, germinava algo que ia muito além do milho. Germinava um gesto de resistência.

O projeto Ampó Hu nasceu da inquietação de anciãos, mulheres guardiãs e lideranças que perceberam que as sementes tradicionais — cultivadas por gerações, adaptadas ao cerrado, carregadas de história — estavam sendo substituídas por variedades comerciais. O risco não era apenas agronômico. Era cultural. Era espiritual.

Entre os Krahô, o milho não é apenas alimento. Ele organiza o calendário agrícola, participa dos rituais, marca o tempo da comunidade. Perder o milho crioulo significaria romper um fio invisível que liga passado e futuro.


🌾 O resgate das sementes crioulas

O Ampó Hu começou com algo simples e poderoso: a busca ativa pelas sementes que ainda restavam nas roças e nas casas. As famílias trouxeram suas espigas guardadas, cada uma com nome, história e características próprias — cores variadas, ciclos diferentes, sabores específicos.

Havia milho amarelo, vermelho, rajado, branco. Havia sementes resistentes à seca, outras adaptadas a solos mais pobres do cerrado. Cada variedade representava um conhecimento acumulado por séculos de seleção comunitária.

O trabalho envolveu:

  • Identificação das variedades tradicionais ainda existentes

  • Multiplicação em roças comunitárias

  • Registro do conhecimento associado às sementes

  • Trocas internas entre aldeias

Mais do que conservação genética, era um movimento de fortalecimento da autonomia alimentar.




🤝 A parceria com a Embrapa

A partir desse processo, estabeleceu-se diálogo com a Embrapa. Pesquisadores passaram a colaborar respeitando os protocolos culturais da comunidade, contribuindo com:

  • Apoio técnico na caracterização das variedades

  • Estudos sobre adaptação e conservação

  • Sistematização das experiências

Foi um encontro delicado entre ciência acadêmica e ciência tradicional. O conhecimento indígena não foi substituído — foi reconhecido. Essa parceria ajudou a dar visibilidade nacional à iniciativa.




🌱 A semente que virou rede

O que começou no território Krahô atravessou fronteiras. A experiência inspirou organizações da sociedade civil, movimentos de agricultura familiar e diversas ONGs que atuavam com agroecologia e soberania alimentar.

A partir daí, multiplicaram-se pelo país os Bancos Comunitários de Sementes — espaços onde agricultores guardam, trocam e reproduzem sementes crioulas. Esses bancos se tornaram estratégia essencial para:

  • Reduzir dependência de sementes comerciais

  • Preservar a biodiversidade agrícola

  • Fortalecer redes de troca entre agricultores

  • Garantir segurança alimentar em períodos de seca

Hoje, os Bancos de Sementes são reconhecidos como ferramenta estratégica para a agricultura familiar e para a conservação da agrobiodiversidade brasileira.




🌽 Mais que milho: soberania

O Ampó Hu mostrou que conservar sementes é também conservar identidade. A iniciativa antecipou debates que hoje são centrais: soberania alimentar, diversidade genética, adaptação climática e autonomia dos povos.

A trajetória do projeto revela algo essencial: a inovação não nasce apenas nos laboratórios. Muitas vezes ela nasce na roça, na memória dos mais velhos, na prática cotidiana de quem cultiva a terra.

O milho Krahô não é apenas uma variedade agrícola. É um símbolo de que a agricultura familiar, quando conectada às suas raízes, é capaz de criar caminhos que alimentam o país inteiro.




📚 Referências e Leituras

  • EMBRAPA Recursos Genéticos e Biotecnologia. Experiências com conservação de recursos genéticos on farm e povos indígenas. Disponível em: https://www.embrapa.br

  • Altieri, M. A. (2012). Agroecologia: bases científicas para uma agricultura sustentável. Editora Expressão Popular.

  • Santilli, J. (2009). Agrobiodiversidade e direitos dos agricultores. Editora Peirópolis.

  • Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA). Políticas de sementes crioulas e bancos comunitários de sementes. Disponível em: https://www.gov.br

 

sábado, 21 de fevereiro de 2026

Tintura de Plantas Medicinais: Espécies indicadas, passo a passo e cuidados essenciais




Extração alcoólica de princípios ativos para uso tradicional no cuidado natural

A tintura vegetal é uma preparação líquida obtida pela maceração de partes da planta em solução hidroalcoólica. O álcool atua como solvente, extraindo compostos como alcaloides, flavonoides, taninos e óleos essenciais. Esse método é amplamente descrito em farmacopeias e manuais de fitoterapia, por apresentar boa estabilidade e concentração de ativos.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o uso racional de plantas medicinais deve respeitar identificação botânica correta, dosagem adequada e orientação profissional (WHO Traditional Medicine Strategy 2014–2023). No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) regulamenta fitoterápicos e publica monografias de espécies reconhecidas.


1. O que é uma tintura?

Tintura é um extrato alcoólico concentrado obtido por maceração da planta seca ou fresca em álcool de cereais diluído (geralmente entre 40% e 70%).

O álcool:

  • Extrai compostos solúveis

  • Conserva o preparado por longos períodos

  • Inibe crescimento microbiano

📌 Proporção tradicional:

  • Planta seca: 1 parte de planta para 5 partes de álcool (1:5)

  • Planta fresca: 1 parte de planta para 2 partes de álcool (1:2)

Baseado em referências clássicas de farmacognosia e na Farmacopeia Brasileira (ANVISA).




2. Espécies indicadas e usos tradicionais

🌼 Calendula officinalis (Calêndula)

Parte usada: flores
Uso tradicional: ação anti-inflamatória e cicatrizante (uso externo)
Indicação comum: pequenas lesões e irritações cutâneas

Referência: European Medicines Agency (EMA) – monografia herbal de Calendula.




🌿 Rosmarinus officinalis (Alecrim)

Parte usada: folhas
Uso tradicional: estimulante circulatório leve
Indicação comum: cansaço físico leve, uso externo em fricções

Referência: EMA – Monografia de Rosmarinus officinalis.




🌿 Baccharis trimera (Carqueja)

Parte usada: parte aérea
Uso tradicional: apoio digestivo
Indicação comum: má digestão leve

Referência: Farmacopeia Brasileira – ANVISA.




🌿 Passiflora incarnata (Maracujá medicinal)

Parte usada: folhas e partes aéreas
Uso tradicional: leve ação calmante
Indicação comum: ansiedade leve e dificuldade para dormir

Referência: EMA – Monografia de Passiflora incarnata.




3. Passo a passo para preparar tintura

Materiais necessários

  • Planta corretamente identificada

  • Álcool de cereais 70% (ou álcool 96% diluído)

  • Frasco de vidro escuro com tampa

  • Etiqueta

  • Peneira ou filtro de papel

  • Recipiente limpo




🔎 Etapa 1 – Coleta e preparo

  • Colher em dia seco

  • Preferir planta sem sinais de doença

  • Secar à sombra e em local ventilado (quando usar planta seca)

  • Picar grosseiramente


🧪 Etapa 2 – Maceração

  1. Colocar a planta no frasco.

  2. Adicionar álcool até cobrir completamente.

  3. Fechar bem.

  4. Armazenar em local escuro por 14 a 21 dias.

  5. Agitar 1 vez ao dia.


🧴 Etapa 3 – Filtragem e envase

  • Coar com peneira fina ou filtro

  • Armazenar em frasco âmbar

  • Identificar com:

    • Nome da planta

    • Parte usada

    • Data de preparo

    • Proporção

Validade média: 1 a 3 anos, quando armazenado corretamente.




4. Orientações de uso responsável

  • Evitar uso em gestantes e lactantes sem orientação.

  • Não utilizar em crianças sem acompanhamento profissional.

  • Observar possíveis interações medicamentosas.

  • Usar apenas plantas corretamente identificadas.

A OMS reforça que produtos tradicionais não substituem tratamento médico convencional sem acompanhamento profissional.


5. Segurança e base técnica

Fontes confiáveis:

A tintura é uma forma eficiente e tradicional de extrair e conservar princípios ativos das plantas medicinais. Quando preparada com rigor técnico, identificação correta e uso responsável, torna-se uma ferramenta valiosa dentro de um manejo consciente da fitoterapia no jardim.



sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

Calendário Lunar do Jardim Março de 2026

 


 

Ritmo natural para o manejo ecológico

Março marca a transição do verão para o outono no Hemisfério Sul. É um período de ajuste no jardim: menos calor extremo, mudanças na umidade e início do planejamento das culturas de outono-inverno. Organizar as atividades conforme as fases da Lua ajuda a distribuir melhor plantios, podas e manejos.

De acordo com o calendário astronômico de 2026 (dados de efemérides lunares do Observatório Nacional e calendários astronômicos internacionais), as fases da Lua em março de 2026 são:

  • 🌗 2 de março – Quarto Crescente

  • 🌕 9 de março – Lua Cheia

  • 🌓 16 de março – Quarto Minguante

  • 🌑 24 de março – Lua Nova

(Fonte astronômica: Observatório Nacional – ON/MCTI; NASA Moon Phases 2026)


🌗 Lua Crescente (2 a 8 de março)

Nesta fase, a luminosidade da Lua aumenta e, tradicionalmente na agricultura biodinâmica e em calendários agrícolas, considera-se que há estímulo ao crescimento da parte aérea.

🌱 Indicado para:

  • Semeadura de folhosas (alface, rúcula, espinafre)

  • Plantio de ervas aromáticas

  • Cultivo de plantas ornamentais de flores

⚠️ Evite:

  • Podas drásticas

  • Transplantes de espécies sensíveis





🌕 Lua Cheia (9 a 15 de março)

A Lua Cheia marca o pico de luminosidade. É tradicionalmente associada a maior atividade metabólica nas partes aéreas das plantas.

🌿 Indicado para:

  • Colheita de folhas e flores

  • Coleta de plantas medicinais

  • Manejo leve e observação do jardim

🌼 Bom momento para:

  • Avaliar pragas e doenças

  • Registrar desenvolvimento das culturas





🌓 Lua Minguante (16 a 23 de março)

Com a redução da luminosidade lunar, os calendários agrícolas indicam maior concentração de energia nas raízes.

🌱 Indicado para:

  • Plantio de raízes e tubérculos (cenoura, beterraba, mandioca)

  • Podas de formação

  • Transplantes com foco em enraizamento

🌾 Excelente para:

  • Incorporar matéria orgânica

  • Aplicar compostos e biofertilizantes no solo





🌑 Lua Nova (24 a 31 de março)

Período tradicionalmente associado ao descanso e reorganização do ciclo produtivo.

🌿 Indicado para:

  • Preparar canteiros

  • Aplicar cobertura morta

  • Planejar culturas de outono

📒 Momento ideal para:

  • Rever calendário de plantio

  • Organizar sementes

  • Avaliar rotação de culturas





🌾 Recomendações específicas para março (Hemisfério Sul)

Março é ideal para iniciar ou fortalecer:

  • Couve

  • Brócolis

  • Cenoura

  • Beterraba

  • Coentro

  • Alface

O uso do calendário lunar deve ser integrado a fatores técnicos como:

  • Tipo de solo

  • Disponibilidade hídrica

  • Clima regional

  • Zoneamento agrícola


📚 Referências técnicas

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

Manejo ecológico do solo na transição do verão para o outono

 


A passagem do verão para o outono é um momento estratégico para recuperar, proteger e equilibrar o solo. Após meses de calor intenso, chuvas fortes e alta atividade biológica, o solo pode apresentar compactação, perda de nutrientes, erosão superficial e redução da matéria orgânica.

O manejo ecológico nesse período busca restaurar a vida do solo, proteger sua estrutura e preparar o ambiente para as culturas de outono-inverno, reduzindo a dependência de insumos externos e fortalecendo os ciclos naturais.


1. Diagnóstico do solo após o verão

O que observar:

  • Formação de crostas superficiais

  • Solo endurecido ou compactado

  • Baixa infiltração de água

  • Redução da cobertura vegetal

  • Presença (ou ausência) de minhocas

Segundo a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA), a qualidade física e biológica do solo está diretamente ligada à presença de matéria orgânica e atividade microbiana. Solos com boa estrutura apresentam agregados estáveis, maior infiltração de água e melhor desenvolvimento radicular.

📚 Referência:
EMBRAPA. Qualidade do Solo e Manejo Sustentável. Disponível em: https://www.embrapa.br



2. Proteção do solo: cobertura é prioridade

A cobertura do solo reduz impacto da chuva, regula temperatura e alimenta a biologia subterrânea.

Tipos de cobertura ecológica:

  • Palhada de capim seco

  • Restos de poda triturados

  • Folhas secas

  • Adubação verde

De acordo com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), a cobertura permanente é um dos pilares da agricultura conservacionista, pois reduz erosão, conserva umidade e melhora a fertilidade natural do solo.

📚 Referência:
FAO. Conservation Agriculture. Disponível em: https://www.fao.org



3. Reposição de matéria orgânica

O verão acelera a decomposição da matéria orgânica. No início do outono, é fundamental repor esse estoque biológico.

Opções recomendadas:

  • Composto orgânico bem curtido

  • Húmus de minhoca

  • Bokashi

  • Biofertilizantes líquidos

A matéria orgânica:

  • Aumenta a capacidade de retenção de água

  • Estimula microrganismos benéficos

  • Melhora a agregação do solo

A EMBRAPA destaca que solos com maior teor de carbono orgânico apresentam maior resiliência climática.

📚 Referência:
EMBRAPA Solos. Matéria Orgânica do Solo. Disponível em: https://www.embrapa.br/solos



4. Descompactação ecológica

Evite revolvimento excessivo. A alternativa ecológica é:

  • Uso de garfo subsolador manual (sem inverter camadas)

  • Plantio de raízes profundas (ex: nabo forrageiro)

  • Incremento de matéria orgânica

Raízes pivotantes criam canais naturais que aumentam infiltração de água e oxigenação.

📚 Referência:
FAO. Soil Structure and Root Systems in Sustainable Agriculture. https://www.fao.org



5. Planejamento para o outono

A transição climática favorece culturas de clima mais ameno. Antes de plantar:

✔ Ajuste a fertilidade com base em análise de solo
✔ Planeje rotação de culturas
✔ Inclua adubação verde
✔ Mantenha cobertura constante

A rotação reduz incidência de pragas e doenças e melhora equilíbrio nutricional, conforme orientações técnicas da EMBRAPA.

📚 Referência:
EMBRAPA. Rotação de Culturas e Sustentabilidade. https://www.embrapa.br


Princípios do manejo ecológico no período

  1. Solo nunca deve ficar exposto

  2. Vida do solo é prioridade

  3. Diversidade vegetal fortalece o sistema

  4. Menos revolvimento, mais biologia

  5. Matéria orgânica é base da fertilidade


O período de transição entre verão e outono no Hemisfério Sul não é apenas uma troca de estação — é uma oportunidade de regeneração.

Cuidar do solo nesse momento significa preparar o sistema para maior estabilidade produtiva, menor dependência de insumos e maior equilíbrio ecológico.

Solo vivo é solo produtivo.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

De música e natureza


 

PANC’s de outono: identificação e cultivo

 


O outono é uma estação estratégica para diversificar a horta com PANC’s (Plantas Alimentícias Não Convencionais). As temperaturas mais amenas e a maior estabilidade hídrica favorecem espécies rústicas, de ciclo adaptado ao clima mais fresco e com menor pressão de pragas.

Segundo a EMBRAPA, o resgate e o cultivo de PANC’s ampliam a segurança alimentar, fortalecem a biodiversidade e reduzem a dependência de insumos externos. Já o conceito de PANC foi amplamente difundido pelo biólogo e pesquisador Valdely Kinupp, referência nacional no tema.


Por que cultivar PANC’s no outono?

  • 🌱 Melhor adaptação a temperaturas entre 15°C e 25°C

  • 🌧️ Menor estresse hídrico

  • 🐛 Redução na incidência de insetos-praga

  • 🌾 Solo ainda aquecido após o verão, favorecendo enraizamento


1️⃣ Ora-pro-nóbis (Pereskia aculeata)

✔ Identificação

  • Planta trepadeira com espinhos

  • Folhas suculentas e brilhantes

  • Flores brancas aromáticas

  • Alto teor proteico nas folhas

✔ Cultivo no outono

  • Prefere sol pleno

  • Solo bem drenado e rico em matéria orgânica

  • Pode ser podada para estimular brotações

  • Multiplicação por estacas lenhosas

Dica técnica: Realizar adubação orgânica leve após poda para estimular rebrote.




2️⃣ Taioba (Xanthosoma sagittifolium)

✔ Identificação

  • Folhas grandes em formato de coração

  • Nervuras bem marcadas

  • Caule grosso e ereto

⚠ Atenção: Diferenciar da taioba-brava (não comestível). A comestível possui inserção do pecíolo na borda da folha, não no centro.

✔ Cultivo no outono

  • Prefere meia-sombra

  • Solo fértil e úmido

  • Excelente para bordaduras e áreas sombreadas

  • Adubação com composto orgânico



3️⃣ Bertalha (Basella alba)

✔ Identificação

  • Trepadeira de folhas carnosas

  • Caule suculento

  • Flores pequenas rosadas

✔ Cultivo no outono

  • Desenvolvimento mais lento que no verão

  • Necessita tutoramento

  • Irrigação moderada

  • Rica em ferro e mucilagem natural



4️⃣ Capuchinha (Tropaeolum majus)

✔ Identificação

  • Folhas arredondadas

  • Flores amarelas, laranja ou vermelhas

  • Sabor levemente picante

✔ Cultivo no outono

  • Ideal para temperaturas amenas

  • Solo leve e bem drenado

  • Pode ser cultivada em vasos

  • Atrai polinizadores




Manejo técnico para PANC’s no outono

🌿 Preparo do solo

  • Incorporação de composto orgânico maturado

  • Cobertura morta para manutenção da umidade

  • Correção de pH quando necessário (ideal entre 5,8 e 6,8)

💧 Irrigação

  • Reduzir frequência em comparação ao verão

  • Evitar encharcamento

🌱 Consórcios inteligentes

  • Ora-pro-nóbis como cerca viva produtiva

  • Capuchinha como planta atrativa

  • Taioba em áreas sombreadas


Benefícios ecológicos

  • Aumento da biodiversidade alimentar

  • Resgate cultural e regional

  • Redução do uso de agroquímicos

  • Maior resiliência climática


Referências técnicas

  • EMBRAPA – Hortaliças não convencionais. Disponível em: https://www.embrapa.br

  • KINUPP, V. F.; LORENZI, H. Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANC) no Brasil. Instituto Plantarum.

  • Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – Manual de Hortaliças Não Convencionais.