sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

Calendário Lunar do Jardim Março de 2026

 


 

Ritmo natural para o manejo ecológico

Março marca a transição do verão para o outono no Hemisfério Sul. É um período de ajuste no jardim: menos calor extremo, mudanças na umidade e início do planejamento das culturas de outono-inverno. Organizar as atividades conforme as fases da Lua ajuda a distribuir melhor plantios, podas e manejos.

De acordo com o calendário astronômico de 2026 (dados de efemérides lunares do Observatório Nacional e calendários astronômicos internacionais), as fases da Lua em março de 2026 são:

  • 🌗 2 de março – Quarto Crescente

  • 🌕 9 de março – Lua Cheia

  • 🌓 16 de março – Quarto Minguante

  • 🌑 24 de março – Lua Nova

(Fonte astronômica: Observatório Nacional – ON/MCTI; NASA Moon Phases 2026)


🌗 Lua Crescente (2 a 8 de março)

Nesta fase, a luminosidade da Lua aumenta e, tradicionalmente na agricultura biodinâmica e em calendários agrícolas, considera-se que há estímulo ao crescimento da parte aérea.

🌱 Indicado para:

  • Semeadura de folhosas (alface, rúcula, espinafre)

  • Plantio de ervas aromáticas

  • Cultivo de plantas ornamentais de flores

⚠️ Evite:

  • Podas drásticas

  • Transplantes de espécies sensíveis





🌕 Lua Cheia (9 a 15 de março)

A Lua Cheia marca o pico de luminosidade. É tradicionalmente associada a maior atividade metabólica nas partes aéreas das plantas.

🌿 Indicado para:

  • Colheita de folhas e flores

  • Coleta de plantas medicinais

  • Manejo leve e observação do jardim

🌼 Bom momento para:

  • Avaliar pragas e doenças

  • Registrar desenvolvimento das culturas





🌓 Lua Minguante (16 a 23 de março)

Com a redução da luminosidade lunar, os calendários agrícolas indicam maior concentração de energia nas raízes.

🌱 Indicado para:

  • Plantio de raízes e tubérculos (cenoura, beterraba, mandioca)

  • Podas de formação

  • Transplantes com foco em enraizamento

🌾 Excelente para:

  • Incorporar matéria orgânica

  • Aplicar compostos e biofertilizantes no solo





🌑 Lua Nova (24 a 31 de março)

Período tradicionalmente associado ao descanso e reorganização do ciclo produtivo.

🌿 Indicado para:

  • Preparar canteiros

  • Aplicar cobertura morta

  • Planejar culturas de outono

📒 Momento ideal para:

  • Rever calendário de plantio

  • Organizar sementes

  • Avaliar rotação de culturas





🌾 Recomendações específicas para março (Hemisfério Sul)

Março é ideal para iniciar ou fortalecer:

  • Couve

  • Brócolis

  • Cenoura

  • Beterraba

  • Coentro

  • Alface

O uso do calendário lunar deve ser integrado a fatores técnicos como:

  • Tipo de solo

  • Disponibilidade hídrica

  • Clima regional

  • Zoneamento agrícola


📚 Referências técnicas

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

Manejo ecológico do solo na transição do verão para o outono

 


A passagem do verão para o outono é um momento estratégico para recuperar, proteger e equilibrar o solo. Após meses de calor intenso, chuvas fortes e alta atividade biológica, o solo pode apresentar compactação, perda de nutrientes, erosão superficial e redução da matéria orgânica.

O manejo ecológico nesse período busca restaurar a vida do solo, proteger sua estrutura e preparar o ambiente para as culturas de outono-inverno, reduzindo a dependência de insumos externos e fortalecendo os ciclos naturais.


1. Diagnóstico do solo após o verão

O que observar:

  • Formação de crostas superficiais

  • Solo endurecido ou compactado

  • Baixa infiltração de água

  • Redução da cobertura vegetal

  • Presença (ou ausência) de minhocas

Segundo a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA), a qualidade física e biológica do solo está diretamente ligada à presença de matéria orgânica e atividade microbiana. Solos com boa estrutura apresentam agregados estáveis, maior infiltração de água e melhor desenvolvimento radicular.

📚 Referência:
EMBRAPA. Qualidade do Solo e Manejo Sustentável. Disponível em: https://www.embrapa.br



2. Proteção do solo: cobertura é prioridade

A cobertura do solo reduz impacto da chuva, regula temperatura e alimenta a biologia subterrânea.

Tipos de cobertura ecológica:

  • Palhada de capim seco

  • Restos de poda triturados

  • Folhas secas

  • Adubação verde

De acordo com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), a cobertura permanente é um dos pilares da agricultura conservacionista, pois reduz erosão, conserva umidade e melhora a fertilidade natural do solo.

📚 Referência:
FAO. Conservation Agriculture. Disponível em: https://www.fao.org



3. Reposição de matéria orgânica

O verão acelera a decomposição da matéria orgânica. No início do outono, é fundamental repor esse estoque biológico.

Opções recomendadas:

  • Composto orgânico bem curtido

  • Húmus de minhoca

  • Bokashi

  • Biofertilizantes líquidos

A matéria orgânica:

  • Aumenta a capacidade de retenção de água

  • Estimula microrganismos benéficos

  • Melhora a agregação do solo

A EMBRAPA destaca que solos com maior teor de carbono orgânico apresentam maior resiliência climática.

📚 Referência:
EMBRAPA Solos. Matéria Orgânica do Solo. Disponível em: https://www.embrapa.br/solos



4. Descompactação ecológica

Evite revolvimento excessivo. A alternativa ecológica é:

  • Uso de garfo subsolador manual (sem inverter camadas)

  • Plantio de raízes profundas (ex: nabo forrageiro)

  • Incremento de matéria orgânica

Raízes pivotantes criam canais naturais que aumentam infiltração de água e oxigenação.

📚 Referência:
FAO. Soil Structure and Root Systems in Sustainable Agriculture. https://www.fao.org



5. Planejamento para o outono

A transição climática favorece culturas de clima mais ameno. Antes de plantar:

✔ Ajuste a fertilidade com base em análise de solo
✔ Planeje rotação de culturas
✔ Inclua adubação verde
✔ Mantenha cobertura constante

A rotação reduz incidência de pragas e doenças e melhora equilíbrio nutricional, conforme orientações técnicas da EMBRAPA.

📚 Referência:
EMBRAPA. Rotação de Culturas e Sustentabilidade. https://www.embrapa.br


Princípios do manejo ecológico no período

  1. Solo nunca deve ficar exposto

  2. Vida do solo é prioridade

  3. Diversidade vegetal fortalece o sistema

  4. Menos revolvimento, mais biologia

  5. Matéria orgânica é base da fertilidade


O período de transição entre verão e outono no Hemisfério Sul não é apenas uma troca de estação — é uma oportunidade de regeneração.

Cuidar do solo nesse momento significa preparar o sistema para maior estabilidade produtiva, menor dependência de insumos e maior equilíbrio ecológico.

Solo vivo é solo produtivo.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

De música e natureza


 

PANC’s de outono: identificação e cultivo

 


O outono é uma estação estratégica para diversificar a horta com PANC’s (Plantas Alimentícias Não Convencionais). As temperaturas mais amenas e a maior estabilidade hídrica favorecem espécies rústicas, de ciclo adaptado ao clima mais fresco e com menor pressão de pragas.

Segundo a EMBRAPA, o resgate e o cultivo de PANC’s ampliam a segurança alimentar, fortalecem a biodiversidade e reduzem a dependência de insumos externos. Já o conceito de PANC foi amplamente difundido pelo biólogo e pesquisador Valdely Kinupp, referência nacional no tema.


Por que cultivar PANC’s no outono?

  • 🌱 Melhor adaptação a temperaturas entre 15°C e 25°C

  • 🌧️ Menor estresse hídrico

  • 🐛 Redução na incidência de insetos-praga

  • 🌾 Solo ainda aquecido após o verão, favorecendo enraizamento


1️⃣ Ora-pro-nóbis (Pereskia aculeata)

✔ Identificação

  • Planta trepadeira com espinhos

  • Folhas suculentas e brilhantes

  • Flores brancas aromáticas

  • Alto teor proteico nas folhas

✔ Cultivo no outono

  • Prefere sol pleno

  • Solo bem drenado e rico em matéria orgânica

  • Pode ser podada para estimular brotações

  • Multiplicação por estacas lenhosas

Dica técnica: Realizar adubação orgânica leve após poda para estimular rebrote.




2️⃣ Taioba (Xanthosoma sagittifolium)

✔ Identificação

  • Folhas grandes em formato de coração

  • Nervuras bem marcadas

  • Caule grosso e ereto

⚠ Atenção: Diferenciar da taioba-brava (não comestível). A comestível possui inserção do pecíolo na borda da folha, não no centro.

✔ Cultivo no outono

  • Prefere meia-sombra

  • Solo fértil e úmido

  • Excelente para bordaduras e áreas sombreadas

  • Adubação com composto orgânico



3️⃣ Bertalha (Basella alba)

✔ Identificação

  • Trepadeira de folhas carnosas

  • Caule suculento

  • Flores pequenas rosadas

✔ Cultivo no outono

  • Desenvolvimento mais lento que no verão

  • Necessita tutoramento

  • Irrigação moderada

  • Rica em ferro e mucilagem natural



4️⃣ Capuchinha (Tropaeolum majus)

✔ Identificação

  • Folhas arredondadas

  • Flores amarelas, laranja ou vermelhas

  • Sabor levemente picante

✔ Cultivo no outono

  • Ideal para temperaturas amenas

  • Solo leve e bem drenado

  • Pode ser cultivada em vasos

  • Atrai polinizadores




Manejo técnico para PANC’s no outono

🌿 Preparo do solo

  • Incorporação de composto orgânico maturado

  • Cobertura morta para manutenção da umidade

  • Correção de pH quando necessário (ideal entre 5,8 e 6,8)

💧 Irrigação

  • Reduzir frequência em comparação ao verão

  • Evitar encharcamento

🌱 Consórcios inteligentes

  • Ora-pro-nóbis como cerca viva produtiva

  • Capuchinha como planta atrativa

  • Taioba em áreas sombreadas


Benefícios ecológicos

  • Aumento da biodiversidade alimentar

  • Resgate cultural e regional

  • Redução do uso de agroquímicos

  • Maior resiliência climática


Referências técnicas

  • EMBRAPA – Hortaliças não convencionais. Disponível em: https://www.embrapa.br

  • KINUPP, V. F.; LORENZI, H. Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANC) no Brasil. Instituto Plantarum.

  • Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – Manual de Hortaliças Não Convencionais.

sábado, 14 de fevereiro de 2026

Biofertilizante de bokashi para revitalização do jardim pós-verão

 



O final do verão costuma deixar marcas no jardim: solo compactado, perda de matéria orgânica, plantas estressadas pelo calor e maior incidência de pragas. Nesse cenário, o biofertilizante de bokashi surge como uma estratégia eficiente, ecológica e regenerativa para restaurar a vitalidade do solo e estimular novos ciclos de crescimento.

O bokashi é um fertilizante orgânico fermentado, tradicional da agricultura japonesa, produzido a partir da mistura de farelos, fontes minerais naturais e microrganismos eficientes. Seu diferencial está na fermentação controlada, que disponibiliza nutrientes de forma gradual e estimula a microbiologia do solo.


O que é o bokashi e por que usar no pós-verão?

O bokashi é resultado de um processo de fermentação anaeróbica ou semiaeróbica, conduzido por microrganismos benéficos como bactérias ácido-láticas, leveduras e actinomicetos.

Segundo a FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação), a matéria orgânica e a atividade biológica são fundamentais para recuperação de solos degradados e manutenção da fertilidade agrícola (FAO, 2017).

Já a Embrapa destaca que fertilizantes orgânicos fermentados aumentam a atividade microbiana, melhoram a estrutura física do solo e favorecem a disponibilidade de nutrientes (EMBRAPA, 2020).

No jardim pós-verão, o bokashi contribui para:

  • Repor matéria orgânica perdida

  • Estimular raízes enfraquecidas

  • Melhorar retenção de água

  • Reequilibrar microbiota do solo

  • Reduzir impacto de estresses climáticos


Composição básica do bokashi

Embora existam variações regionais, uma formulação comum inclui:

  • Farelo de arroz ou trigo

  • Torta de mamona

  • Farinha de ossos

  • Cinzas vegetais

  • Pó de rocha

  • Açúcar mascavo ou melaço

  • Microrganismos eficientes (EM)

Cada componente tem função específica:
farelos fornecem carbono, torta de mamona aporta nitrogênio, farinha de ossos é fonte de fósforo e cálcio, enquanto o pó de rocha contribui com micronutrientes.





Como preparar o bokashi (versão artesanal)

Materiais básicos:

  • 20 kg de farelo

  • 5 kg de torta de mamona

  • 3 kg de farinha de ossos

  • 1 kg de pó de rocha

  • 1 litro de EM ativado

  • 1 litro de melaço diluído em 10 litros de água

Passo a passo:

  1. Misture os ingredientes secos em superfície limpa.

  2. Dilua o melaço na água e adicione o EM.

  3. Incorpore lentamente a solução aos secos até atingir umidade semelhante a “terra úmida que forma torrão sem escorrer”.

  4. Cubra com lona e deixe fermentar por 7 a 14 dias.

  5. Revolva a cada dois dias para controlar a temperatura (ideal até 50°C).

O bokashi estará pronto quando apresentar odor levemente adocicado e coloração homogênea.





Aplicação no jardim pós-verão

Em canteiros:

Aplicar de 100 a 200 g por m² e incorporar superficialmente.

Em vasos:

Adicionar 1 colher de sopa para vasos pequenos e até 3 colheres para vasos grandes, misturando levemente ao substrato.

Em frutíferas:

Distribuir ao redor da projeção da copa, evitando contato direto com o tronco.

Após aplicação, irrigar moderadamente.

A Embrapa recomenda que fertilizantes orgânicos sejam aplicados preferencialmente em solo levemente úmido para melhor eficiência microbiológica (EMBRAPA, 2018).





Benefícios observados após 30 dias

  • Rebrota mais vigorosa

  • Folhas com coloração verde intensa

  • Melhor estrutura do solo

  • Redução de sintomas de deficiência nutricional

  • Maior resistência a pragas secundárias

Importante destacar que o bokashi não age como fertilizante químico de efeito imediato. Ele promove fertilidade biológica, com resposta progressiva e sustentável.


Manejo integrado

Para potencializar resultados:

  • Associar com cobertura morta (mulching)

  • Evitar revolvimento excessivo do solo

  • Manter diversidade de plantas

  • Utilizar irrigação equilibrada

Essa abordagem está alinhada aos princípios da agroecologia e do manejo regenerativo do solo.

O uso de bokashi no período pós-verão é uma estratégia eficaz para restaurar equilíbrio físico, químico e biológico do solo. Sua ação vai além da nutrição vegetal, atuando na reconstrução da vida do solo — base para um jardim resiliente.

A adoção contínua favorece ciclos produtivos mais estáveis e reduz dependência de insumos sintéticos.


Referências

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Banco de proteínas: plantas forrageiras para adubação verde

 


A construção da fertilidade do solo começa pela diversidade vegetal. Entre as estratégias mais eficientes e sustentáveis está o uso de plantas forrageiras com alto teor proteico como adubação verde — formando o chamado “banco de proteínas” no sistema produtivo.

Esse banco não é um depósito físico, mas sim uma reserva biológica de nitrogênio e biomassa, capaz de nutrir o solo, estimular a vida microbiana e reduzir a dependência de insumos externos.


O que é um banco de proteínas?

O termo se refere ao cultivo de espécies forrageiras, principalmente leguminosas, que acumulam altos níveis de proteína vegetal. Como a proteína é rica em nitrogênio, quando essas plantas são manejadas e incorporadas ou deixadas sobre o solo, ocorre a liberação gradual desse nutriente.

Grande parte dessas espécies realiza fixação biológica de nitrogênio (FBN) por meio da simbiose com bactérias do gênero Rhizobium e Bradyrhizobium, formando nódulos nas raízes.


📌 Base científica:

  • A fixação biológica pode suprir de 50 a mais de 300 kg de N/ha/ano, dependendo da espécie e manejo (EMBRAPA, 2011; FAO, 2019).

  • Leguminosas podem apresentar teor proteico superior a 15–25% na matéria seca (EMBRAPA Gado de Corte).




Por que utilizar forrageiras como adubação verde?

✔ Aumentam a matéria orgânica do solo
✔ Melhoram a estrutura e agregação
✔ Estimulam a microbiota
✔ Reduzem erosão
✔ Ciclam nutrientes profundos
✔ Diminuem uso de fertilizantes nitrogenados

Além disso, podem servir simultaneamente como cobertura, pastagem, banco de sementes e fonte de biomassa para compostagem.




Principais espécies para banco de proteínas

1️⃣ Crotalária (Crotalaria juncea, C. spectabilis)

Destaques técnicos:

  • Alta produção de biomassa

  • Controle de nematoides

  • Fixação expressiva de nitrogênio

  • Ciclo de 90 a 120 dias

Indicação: preparo de área e recuperação de solos degradados.




2️⃣ Feijão-de-porco (Canavalia ensiformis)

Destaques técnicos:

  • Excelente cobertura de solo

  • Alta rusticidade

  • Boa supressão de plantas espontâneas

  • Produz grande volume de massa verde

Indicação: áreas abertas e sistemas agroecológicos.


3️⃣ Guandu (Cajanus cajan)

Destaques técnicos:

  • Sistema radicular profundo

  • Reciclagem de nutrientes

  • Pode ser perene

  • Uso múltiplo (forragem, grão, biomassa)

Indicação: consórcios e sistemas agroflorestais.


4️⃣ Mucuna-preta (Mucuna pruriens)

Destaques técnicos:

  • Cobertura densa e rápida

  • Controle natural de plantas invasoras

  • Alta produção de nitrogênio

  • Excelente para áreas tropicais

Indicação: rotação de culturas e sistemas de base ecológica.


Como implantar um banco de proteínas

1. Planejamento

  • Avaliar clima e época de semeadura

  • Analisar fertilidade do solo

  • Escolher espécie adaptada à região

2. Semeadura

  • Solo minimamente preparado ou plantio direto

  • Inoculação com rizóbios específicos quando necessário

  • Espaçamento conforme espécie

3. Manejo

  • Corte no florescimento (ponto de maior equilíbrio entre biomassa e lignificação)

  • Incorporação leve ou manutenção como cobertura morta

  • Evitar formação excessiva de sementes se o objetivo for adubação

📌 Estudos indicam que o corte no início da floração maximiza a relação C/N favorável à decomposição (EMBRAPA Soja; FAO Agroecology Reports).




Integração com sistemas agroecológicos

O banco de proteínas é especialmente eficiente quando integrado a:

  • Sistemas agroflorestais

  • Hortas orgânicas

  • Agricultura sintrópica

  • Recuperação de pastagens

  • Cultivos de outono-inverno em sucessão

A diversidade de espécies amplia a resiliência ecológica e reduz riscos fitossanitários.


Resultados esperados no solo

Após ciclos contínuos de adubação verde, observa-se:

  • Aumento do teor de matéria orgânica

  • Maior infiltração de água

  • Redução da compactação

  • Elevação gradual da fertilidade natural

Segundo a FAO (2019), sistemas com adubação verde apresentam melhoria significativa na eficiência do uso de nutrientes e maior estabilidade produtiva ao longo dos anos.




Implantar um banco de proteínas é uma estratégia simples, técnica e profundamente regenerativa. Ele transforma o solo em um organismo vivo, autossustentável e menos dependente de fertilizantes sintéticos.

Ao invés de apenas repor nutrientes, o sistema passa a produzir fertilidade.


Referências

  • EMBRAPA. Adubação Verde e Plantas de Cobertura no Brasil. Brasília: Embrapa Informação Tecnológica, 2011.

  • EMBRAPA Gado de Corte. Sistemas com leguminosas forrageiras. Disponível em: https://www.embrapa.br

  • FAO. Agroecology and Sustainable Agriculture Reports, 2019. Disponível em: https://www.fao.org

  • Primavesi, A. Manejo Ecológico do Solo. Nobel, 2002.