Caminho das águas
Música: Josino Medina e Frei Chico
Interpretação: Nádia Campos, Pereira da Viola,
Caminho das águas
Música: Josino Medina e Frei Chico
Interpretação: Nádia Campos, Pereira da Viola,
Manter um gramado denso, verde e resistente exige planejamento ao longo do ano. A manutenção deve acompanhar o ritmo das estações climáticas, respeitando o crescimento da grama, a umidade do solo e a temperatura.
Este guia organiza as atividades semana a semana dentro de cada estação, indicando ferramentas adequadas para cada manejo.
As recomendações seguem princípios técnicos amplamente adotados em manejo de gramados ornamentais e esportivos, conforme orientações da Embrapa, da University of Florida IFAS Extension e da Royal Horticultural Society.
Período de reativação metabólica das gramíneas. Ideal para recuperação pós-inverno.
Atividades:
Escarificação leve (remoção de palha)
Aeração do solo
Revisão de falhas no gramado
Ferramentas:
Rastelo escarificador
Aerador manual ou perfurador de solo
Ancinho metálico
Atividades:
Adubação nitrogenada equilibrada
Cobertura com composto peneirado
Replantio de placas ou sementes
Ferramentas:
Espalhador manual ou carrinho distribuidor
Pá reta
Regador ou sistema de irrigação
Alta taxa de crescimento exige cortes regulares e monitoramento constante.
Atividades:
Corte frequente (sem retirar mais que 1/3 da lâmina)
Irrigação profunda e espaçada
Inspeção de pragas e fungos
Ferramentas:
Cortador de grama (manual, elétrico ou a combustão)
Aspersor ou mangueira com esguicho
Pulverizador costal (se necessário)
Atividades:
Adubação leve de manutenção
Controle manual de plantas invasoras
Ferramentas:
Extrator de ervas daninhas
Luvas de jardinagem
Momento estratégico para fortalecer raízes antes da redução de crescimento.
Atividades:
Remoção de folhas secas
Corte levemente mais alto
Adubação com maior teor de potássio
Ferramentas:
Rastelo plástico
Cortador com regulagem de altura
Distribuidor de adubo
Atividades:
Sobressemeadura (se necessário)
Aplicação de cobertura orgânica fina
Ferramentas:
Semeador manual
Pá larga
Regador
Fase de crescimento reduzido para a maioria das gramíneas tropicais.
Atividades:
Corte eventual (se houver crescimento)
Limpeza geral da área
Manutenção de equipamentos
Cobertura com leve camada de areia ( 1 vez na estação)
Ferramentas:
Cortador (uso eventual)
Caixa de ferramentas
Lima ou afiador de lâmina
Atividades:
Teste de pH do solo
Verificação de drenagem
Ferramentas:
Kit medidor de pH
Pá de inspeção
Cortador de grama regulável
Rastelo escarificador
Aerador manual
Espalhador de adubo
Pulverizador costal
Kit de análise de solo
A escolha entre equipamentos manuais ou motorizados depende da área total do gramado e da intensidade de uso.
Produtividade, cobertura do solo e diversidade no jardim agroecológico
Em todo jardim produtivo surgem intervalos: canteiros recém-colhidos, mudas ainda pequenas, frutíferas em formação ou falhas naturais no plantio. Esses espaços não precisam ficar descobertos. Pelo contrário — podem se transformar em áreas produtivas e regenerativas com o uso de culturas de ciclo curto.
Espécies de ciclo curto são aquelas que completam seu desenvolvimento em poucas semanas (20 a 60 dias, em média). Elas ajudam a proteger o solo, produzir alimento e aumentar a biodiversidade do sistema.
Segundo a Embrapa, manter o solo coberto reduz erosão, conserva umidade e estimula a vida microbiana. Já a FAO destaca que a diversificação de culturas melhora a saúde do solo e reduz a pressão de pragas e doenças.
Benefícios práticos no jardim:
Proteção contra sol intenso e chuvas fortes
Redução do surgimento de plantas espontâneas indesejadas
Produção de alimentos em curto prazo
Melhor aproveitamento de nutrientes
Estímulo à microbiota do solo
Exemplos indicados:
Alface (30–45 dias)
Rúcula (25–35 dias)
Rabanete (25–35 dias)
Coentro (30–40 dias)
Mostarda (30–40 dias)
Essas espécies são ideais para plantar entre linhas de culturas maiores, como couve, brócolis ou tomate em fase inicial.
Quando o objetivo é regenerar o solo, os adubos verdes são excelentes aliados.
Espécies recomendadas:
Feijão-de-porco (45–60 dias)
Crotalária (50–60 dias)
Mucuna-anã (60 dias)
Eles promovem cobertura intensa do solo e, quando manejados antes da floração completa, fornecem matéria orgânica e nutrientes.
Flores de ciclo curto também cumprem função ecológica importante.
Opções interessantes:
Tagetes (controle biológico de nematoides)
Calêndula (atrai polinizadores)
Capuchinha (atrai insetos benéficos e é comestível)
Girassol-anão (atração de polinizadores)
No hemisfério sul, o período de transição entre estações é ideal para introduzir culturas rápidas. Aproveite:
Pós-colheita de verão
Intervalo antes das culturas de inverno
Entre linhas de frutíferas jovens
Falhas no canteiro
O importante é observar insolação, disponibilidade hídrica e compatibilidade entre espécies.
Um solo exposto é um sistema vulnerável. Em ambientes naturais, a terra raramente fica descoberta. Ao ocupar cada espaço com vida, fortalecemos o equilíbrio ecológico do jardim.
Cultivar espécies de ciclo curto não é apenas estratégia produtiva — é manejo inteligente do solo.
Embrapa – Sistemas de produção de hortaliças e adubação verde. Disponível em: https://www.embrapa.br
FAO – Crop diversification and soil management guidelines. Disponível em: https://www.fao.org
Altieri, M. Agroecologia: bases científicas para uma agricultura sustentável.
Inicialmente concebido para ser um material de apoio aos alunos que concluíam o Curso de Formação de Jardineiro, realizados na cidade de São Paulo em instituições que promoviam a formação profissional a público em situação de vulnerabilidade social, moradores de rua, com deficiências e outros, mas que também era utilizado por pessoas que praticavam a jardinagem sem objetivos profissionais.
Ao mesmo tempo que eu seguia minha carreira de extensionista nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Bahia e Tocantins com público diversificado como agricultores familiares, quilombolas, indígenas e outros; também procurava, sem sucesso, parceiros para sua publicação como editoras, fabricantes de ferramentas, organismos governamentais e não governamentais.
No ano de 2010 foi criado o blog Manual do Jardineiro com o objetivo de disseminar informações sobre a profissão do jardineiro e outros assuntos como Agroecologia, Segurança Alimentar, dentre outros por intermédio do ebook Manual do Jardineiro também criado no mesmo ano.
A experiência com o blog me levou a promover o universo da jardinagem a diversos públicos cujo objetivo era de simplesmente cuidar de plantas.
Em 2021 me afastei da atividade profissional para tratamento de saúde e que culminou com um acidente físico, quando estava em recuperação.
Hoje mantenho o blog com as parcerias de inteligências artificiais em textos e imagens de Chatgpt, Perplexity, Deep-Seek, Copilot, Dreamina, Gemini e outras, sempre com referências técnicas confiáveis além da revisão de cerca de 45 anos de vivências e experiências.
Vamos em frente! Sempre em frente!
Peça seu exemplar gratuito do Ebook no email: alexandredocerrado@gmail.com
No início da década de 1990, no território da nação indígena Krahô, no Tocantins, germinava algo que ia muito além do milho. Germinava um gesto de resistência.
O projeto Ampó Hu nasceu da inquietação de anciãos, mulheres guardiãs e lideranças que perceberam que as sementes tradicionais — cultivadas por gerações, adaptadas ao cerrado, carregadas de história — estavam sendo substituídas por variedades comerciais. O risco não era apenas agronômico. Era cultural. Era espiritual.
Entre os Krahô, o milho não é apenas alimento. Ele organiza o calendário agrícola, participa dos rituais, marca o tempo da comunidade. Perder o milho crioulo significaria romper um fio invisível que liga passado e futuro.
O Ampó Hu começou com algo simples e poderoso: a busca ativa pelas sementes que ainda restavam nas roças e nas casas. As famílias trouxeram suas espigas guardadas, cada uma com nome, história e características próprias — cores variadas, ciclos diferentes, sabores específicos.
Havia milho amarelo, vermelho, rajado, branco. Havia sementes resistentes à seca, outras adaptadas a solos mais pobres do cerrado. Cada variedade representava um conhecimento acumulado por séculos de seleção comunitária.
O trabalho envolveu:
Identificação das variedades tradicionais ainda existentes
Multiplicação em roças comunitárias
Registro do conhecimento associado às sementes
Trocas internas entre aldeias
Mais do que conservação genética, era um movimento de fortalecimento da autonomia alimentar.
A partir desse processo, estabeleceu-se diálogo com a Embrapa. Pesquisadores passaram a colaborar respeitando os protocolos culturais da comunidade, contribuindo com:
Apoio técnico na caracterização das variedades
Estudos sobre adaptação e conservação
Sistematização das experiências
Foi um encontro delicado entre ciência acadêmica e ciência tradicional. O conhecimento indígena não foi substituído — foi reconhecido. Essa parceria ajudou a dar visibilidade nacional à iniciativa.
O que começou no território Krahô atravessou fronteiras. A experiência inspirou organizações da sociedade civil, movimentos de agricultura familiar e diversas ONGs que atuavam com agroecologia e soberania alimentar.
A partir daí, multiplicaram-se pelo país os Bancos Comunitários de Sementes — espaços onde agricultores guardam, trocam e reproduzem sementes crioulas. Esses bancos se tornaram estratégia essencial para:
Reduzir dependência de sementes comerciais
Preservar a biodiversidade agrícola
Fortalecer redes de troca entre agricultores
Garantir segurança alimentar em períodos de seca
Hoje, os Bancos de Sementes são reconhecidos como ferramenta estratégica para a agricultura familiar e para a conservação da agrobiodiversidade brasileira.
O Ampó Hu mostrou que conservar sementes é também conservar identidade. A iniciativa antecipou debates que hoje são centrais: soberania alimentar, diversidade genética, adaptação climática e autonomia dos povos.
A trajetória do projeto revela algo essencial: a inovação não nasce apenas nos laboratórios. Muitas vezes ela nasce na roça, na memória dos mais velhos, na prática cotidiana de quem cultiva a terra.
O milho Krahô não é apenas uma variedade agrícola. É um símbolo de que a agricultura familiar, quando conectada às suas raízes, é capaz de criar caminhos que alimentam o país inteiro.
EMBRAPA Recursos Genéticos e Biotecnologia. Experiências com conservação de recursos genéticos on farm e povos indígenas. Disponível em: https://www.embrapa.br
Altieri, M. A. (2012). Agroecologia: bases científicas para uma agricultura sustentável. Editora Expressão Popular.
Santilli, J. (2009). Agrobiodiversidade e direitos dos agricultores. Editora Peirópolis.
Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA). Políticas de sementes crioulas e bancos comunitários de sementes. Disponível em: https://www.gov.br
Extração alcoólica de princípios ativos para uso tradicional no cuidado natural
A tintura vegetal é uma preparação líquida obtida pela maceração de partes da planta em solução hidroalcoólica. O álcool atua como solvente, extraindo compostos como alcaloides, flavonoides, taninos e óleos essenciais. Esse método é amplamente descrito em farmacopeias e manuais de fitoterapia, por apresentar boa estabilidade e concentração de ativos.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o uso racional de plantas medicinais deve respeitar identificação botânica correta, dosagem adequada e orientação profissional (WHO Traditional Medicine Strategy 2014–2023). No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) regulamenta fitoterápicos e publica monografias de espécies reconhecidas.
Tintura é um extrato alcoólico concentrado obtido por maceração da planta seca ou fresca em álcool de cereais diluído (geralmente entre 40% e 70%).
O álcool:
Extrai compostos solúveis
Conserva o preparado por longos períodos
Inibe crescimento microbiano
📌 Proporção tradicional:
Planta seca: 1 parte de planta para 5 partes de álcool (1:5)
Planta fresca: 1 parte de planta para 2 partes de álcool (1:2)
Baseado em referências clássicas de farmacognosia e na Farmacopeia Brasileira (ANVISA).
Referência: European Medicines Agency (EMA) – monografia herbal de Calendula.
Referência: EMA – Monografia de Rosmarinus officinalis.
Referência: Farmacopeia Brasileira – ANVISA.
Referência: EMA – Monografia de Passiflora incarnata.
Planta corretamente identificada
Álcool de cereais 70% (ou álcool 96% diluído)
Frasco de vidro escuro com tampa
Etiqueta
Peneira ou filtro de papel
Recipiente limpo
Colher em dia seco
Preferir planta sem sinais de doença
Secar à sombra e em local ventilado (quando usar planta seca)
Picar grosseiramente
Colocar a planta no frasco.
Adicionar álcool até cobrir completamente.
Fechar bem.
Armazenar em local escuro por 14 a 21 dias.
Agitar 1 vez ao dia.
Coar com peneira fina ou filtro
Armazenar em frasco âmbar
Identificar com:
Nome da planta
Parte usada
Data de preparo
Proporção
Validade média: 1 a 3 anos, quando armazenado corretamente.
Evitar uso em gestantes e lactantes sem orientação.
Não utilizar em crianças sem acompanhamento profissional.
Observar possíveis interações medicamentosas.
Usar apenas plantas corretamente identificadas.
A OMS reforça que produtos tradicionais não substituem tratamento médico convencional sem acompanhamento profissional.
Fontes confiáveis: