
No Brasil, diversas iniciativas de agricultura urbana são lideradas por mulheres. Em bairros periféricos e centros urbanos, agricultoras organizam hortas comunitárias, quintais produtivos e projetos educativos.
Essas iniciativas contribuem para:
produção de alimentos saudáveis
geração de renda local
fortalecimento da comunidade
educação ambiental
Além disso, muitas agricultoras urbanas mantêm e disseminam sementes crioulas, plantas medicinais e PANCs (Plantas Alimentícias Não Convencionais).
🌎 Por que valorizar agricultoras urbanas?
As agricultoras urbanas desempenham um papel essencial na construção de cidades mais resilientes e sustentáveis. Seus trabalhos ajudam a:
ampliar o acesso a alimentos frescos
recuperar áreas urbanas degradadas
fortalecer redes comunitárias
preservar conhecimentos agrícolas tradicionais
Além disso, muitas dessas iniciativas se conectam diretamente com princípios da agroecologia, que busca integrar produção de alimentos, conservação ambiental e justiça social.
Em tempos de mudanças climáticas e urbanização acelerada, a agricultura urbana liderada por mulheres representa um caminho importante para reaproximar as cidades da terra e do alimento.
🌱 Agricultoras Urbanas Inspiradoras do Brasil
A agricultura urbana no Brasil tem sido fortalecida por muitas mulheres que transformam espaços urbanos em áreas produtivas. Em hortas comunitárias, quintais produtivos, projetos educativos e iniciativas de agroecologia, essas agricultoras ajudam a produzir alimentos saudáveis, fortalecer redes comunitárias e recuperar áreas degradadas das cidades.
Nesta série do Manual do Jardineiro, apresentamos perfis de agricultoras urbanas brasileiras que se tornaram referência em produção agroecológica, educação ambiental e organização comunitária.
🌿 Neide Rigo — Valorização das PANCs e do conhecimento popular

A pesquisadora e cozinheira Neide Rigo é uma das principais divulgadoras das Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANCs) no Brasil. Seu trabalho conecta culinária, agricultura urbana e educação alimentar.
Em seu jardim produtivo, ela cultiva diversas espécies pouco conhecidas que podem ser incorporadas à alimentação cotidiana. Seu trabalho ajudou a popularizar plantas como ora-pro-nóbis, taioba, serralha e beldroega entre jardineiros e agricultores urbanos.
Além da pesquisa culinária, Neide atua como educadora, mostrando que muitas plantas consideradas “mato” possuem grande valor nutricional e cultural.
Contribuições principais
Popularização das PANCs no Brasil
Educação alimentar e botânica popular
Valorização da biodiversidade alimentar
🌱 Regina Tchelly — Gastronomia social e agricultura urbana
A cozinheira e agricultora urbana Regina Tchelly é fundadora do projeto Favela Orgânica, no Rio de Janeiro. A iniciativa promove educação alimentar, aproveitamento integral dos alimentos e cultivo de hortas comunitárias.
Regina nasceu na Paraíba e levou para a cidade os conhecimentos agrícolas e culinários aprendidos no campo. Seu trabalho demonstra que é possível produzir alimentos em pequenos espaços urbanos e transformar resíduos alimentares em novas receitas e adubos.
Hoje, o projeto também oferece cursos e oficinas sobre hortas urbanas, compostagem e culinária sustentável.
Contribuições principais
Hortas urbanas em comunidades
Combate ao desperdício de alimentos
Educação alimentar popular
🌾 Ana Maria Primavesi — Referência na agroecologia brasileira

A engenheira agrônoma Ana Maria Primavesi foi uma das pioneiras da agroecologia no Brasil. Embora sua atuação tenha ocorrido principalmente na agricultura rural, suas ideias sobre solo vivo e manejo ecológico influenciam diretamente a agricultura urbana.
Primavesi defendia que a saúde das plantas depende da saúde do solo e da diversidade biológica. Seus estudos ajudaram a fundamentar práticas como compostagem, cobertura do solo e consórcios de culturas — técnicas hoje amplamente usadas em hortas urbanas.
Seu legado continua inspirando agricultores, jardineiros e pesquisadores.
Contribuições principais
Desenvolvimento da agroecologia no Brasil
Pesquisa sobre solo vivo
Difusão de práticas agrícolas sustentáveis
🌻 Mulheres das hortas comunitárias brasileiras

Em diversas cidades brasileiras, mulheres lideram projetos de hortas comunitárias urbanas. Esses espaços surgem em terrenos abandonados, escolas, centros culturais e áreas públicas.
Além da produção de alimentos, essas hortas funcionam como espaços de convivência, educação ambiental e fortalecimento da economia local.
Entre os benefícios dessas iniciativas estão:
produção de alimentos frescos
aumento da biodiversidade urbana
redução de resíduos orgânicos por meio da compostagem
fortalecimento das redes comunitárias
Muitas dessas agricultoras também trabalham com sementes crioulas, plantas medicinais e PANCs, ampliando a diversidade agrícola dentro das cidades.
🌎 Agricultura urbana e protagonismo feminino
A participação feminina na agricultura urbana tem grande impacto social e ambiental. Mulheres frequentemente assumem papéis de educadoras, guardiãs de sementes e articuladoras comunitárias, promovendo práticas agrícolas mais sustentáveis e inclusivas.
Essas iniciativas demonstram que cultivar alimentos nas cidades vai muito além da produção agrícola: trata-se também de reconstruir vínculos com a terra, com a alimentação e com a comunidade.
No contexto das mudanças climáticas e da urbanização crescente, as agricultoras urbanas desempenham um papel essencial na construção de cidades mais resilientes e biodiversas.
Referências
FAO — Urban Agriculture
https://www.fao.org/urban-agriculture/en/
Altieri, M. & Nicholls, C. (2018). Urban Agroecology.
https://www.agroecology.org
Instituto Kairós — Agricultura Urbana no Brasil
https://institutokairos.net
Favela Orgânica – Projeto de Regina Tchelly
https://www.favelaorganica.com.br
Primavesi, A. (2016). Manejo Ecológico do Solo. Editora Expressão Popular.


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