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quinta-feira, 19 de março de 2026

Agricultoras urbanas no Brasil

 

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No Brasil, diversas iniciativas de agricultura urbana são lideradas por mulheres. Em bairros periféricos e centros urbanos, agricultoras organizam hortas comunitárias, quintais produtivos e projetos educativos.

Essas iniciativas contribuem para:

  • produção de alimentos saudáveis

  • geração de renda local

  • fortalecimento da comunidade

  • educação ambiental

Além disso, muitas agricultoras urbanas mantêm e disseminam sementes crioulas, plantas medicinais e PANCs (Plantas Alimentícias Não Convencionais).


🌎 Por que valorizar agricultoras urbanas?

As agricultoras urbanas desempenham um papel essencial na construção de cidades mais resilientes e sustentáveis. Seus trabalhos ajudam a:

  • ampliar o acesso a alimentos frescos

  • recuperar áreas urbanas degradadas

  • fortalecer redes comunitárias

  • preservar conhecimentos agrícolas tradicionais

Além disso, muitas dessas iniciativas se conectam diretamente com princípios da agroecologia, que busca integrar produção de alimentos, conservação ambiental e justiça social.

Em tempos de mudanças climáticas e urbanização acelerada, a agricultura urbana liderada por mulheres representa um caminho importante para reaproximar as cidades da terra e do alimento.


🌱 Agricultoras Urbanas Inspiradoras do Brasil

A agricultura urbana no Brasil tem sido fortalecida por muitas mulheres que transformam espaços urbanos em áreas produtivas. Em hortas comunitárias, quintais produtivos, projetos educativos e iniciativas de agroecologia, essas agricultoras ajudam a produzir alimentos saudáveis, fortalecer redes comunitárias e recuperar áreas degradadas das cidades.

Nesta série do Manual do Jardineiro, apresentamos perfis de agricultoras urbanas brasileiras que se tornaram referência em produção agroecológica, educação ambiental e organização comunitária.


🌿 Neide Rigo — Valorização das PANCs e do conhecimento popular

https://conteudo.imguol.com.br/c/entretenimento/3f/2022/08/31/neide-rigo-e-nutricionista-e-atua-na-area-de-consultoria-gastronomica-e-curadoria-de-eventos-1661977027776_v2_1170x1317.jpg


A pesquisadora e cozinheira Neide Rigo é uma das principais divulgadoras das Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANCs) no Brasil. Seu trabalho conecta culinária, agricultura urbana e educação alimentar.

Em seu jardim produtivo, ela cultiva diversas espécies pouco conhecidas que podem ser incorporadas à alimentação cotidiana. Seu trabalho ajudou a popularizar plantas como ora-pro-nóbis, taioba, serralha e beldroega entre jardineiros e agricultores urbanos.

Além da pesquisa culinária, Neide atua como educadora, mostrando que muitas plantas consideradas “mato” possuem grande valor nutricional e cultural.

Contribuições principais

  • Popularização das PANCs no Brasil

  • Educação alimentar e botânica popular

  • Valorização da biodiversidade alimentar




🌱 Regina Tchelly — Gastronomia social e agricultura urbana

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A cozinheira e agricultora urbana Regina Tchelly é fundadora do projeto Favela Orgânica, no Rio de Janeiro. A iniciativa promove educação alimentar, aproveitamento integral dos alimentos e cultivo de hortas comunitárias.

Regina nasceu na Paraíba e levou para a cidade os conhecimentos agrícolas e culinários aprendidos no campo. Seu trabalho demonstra que é possível produzir alimentos em pequenos espaços urbanos e transformar resíduos alimentares em novas receitas e adubos.

Hoje, o projeto também oferece cursos e oficinas sobre hortas urbanas, compostagem e culinária sustentável.

Contribuições principais

  • Hortas urbanas em comunidades

  • Combate ao desperdício de alimentos

  • Educação alimentar popular





🌾 Ana Maria Primavesi — Referência na agroecologia brasileira

https://conteudo.imguol.com.br/c/noticias/81/2020/10/03/ana-maria-primavesi-1601732106329_v2_450x450.jpg


A engenheira agrônoma Ana Maria Primavesi foi uma das pioneiras da agroecologia no Brasil. Embora sua atuação tenha ocorrido principalmente na agricultura rural, suas ideias sobre solo vivo e manejo ecológico influenciam diretamente a agricultura urbana.

Primavesi defendia que a saúde das plantas depende da saúde do solo e da diversidade biológica. Seus estudos ajudaram a fundamentar práticas como compostagem, cobertura do solo e consórcios de culturas — técnicas hoje amplamente usadas em hortas urbanas.

Seu legado continua inspirando agricultores, jardineiros e pesquisadores.

Contribuições principais

  • Desenvolvimento da agroecologia no Brasil

  • Pesquisa sobre solo vivo

  • Difusão de práticas agrícolas sustentáveis






🌻 Mulheres das hortas comunitárias brasileiras

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Em diversas cidades brasileiras, mulheres lideram projetos de hortas comunitárias urbanas. Esses espaços surgem em terrenos abandonados, escolas, centros culturais e áreas públicas.

Além da produção de alimentos, essas hortas funcionam como espaços de convivência, educação ambiental e fortalecimento da economia local.

Entre os benefícios dessas iniciativas estão:

  • produção de alimentos frescos

  • aumento da biodiversidade urbana

  • redução de resíduos orgânicos por meio da compostagem

  • fortalecimento das redes comunitárias

Muitas dessas agricultoras também trabalham com sementes crioulas, plantas medicinais e PANCs, ampliando a diversidade agrícola dentro das cidades.



🌎 Agricultura urbana e protagonismo feminino

A participação feminina na agricultura urbana tem grande impacto social e ambiental. Mulheres frequentemente assumem papéis de educadoras, guardiãs de sementes e articuladoras comunitárias, promovendo práticas agrícolas mais sustentáveis e inclusivas.

Essas iniciativas demonstram que cultivar alimentos nas cidades vai muito além da produção agrícola: trata-se também de reconstruir vínculos com a terra, com a alimentação e com a comunidade.

No contexto das mudanças climáticas e da urbanização crescente, as agricultoras urbanas desempenham um papel essencial na construção de cidades mais resilientes e biodiversas.


Referências

FAO — Urban Agriculture
https://www.fao.org/urban-agriculture/en/

Altieri, M. & Nicholls, C. (2018). Urban Agroecology.
https://www.agroecology.org

Instituto Kairós — Agricultura Urbana no Brasil
https://institutokairos.net

Favela Orgânica – Projeto de Regina Tchelly
https://www.favelaorganica.com.br

Primavesi, A. (2016). Manejo Ecológico do Solo. Editora Expressão Popular.

quarta-feira, 11 de março de 2026

Agricultoras Urbanas que Transformam Cidades: Histórias inspiradoras de mulheres que cultivam alimento, comunidade e biodiversidade

 



A agricultura urbana tem crescido em muitas cidades do mundo como resposta a desafios ambientais, sociais e alimentares. Hortas comunitárias, quintais produtivos, telhados verdes e projetos educativos mostram que produzir alimento também pode acontecer em meio ao concreto.

Nesse cenário, muitas mulheres agricultoras urbanas têm assumido papéis centrais. Elas articulam comunidades, preservam conhecimentos tradicionais e criam novas formas de produzir alimentos de maneira sustentável dentro das cidades.

A seguir, apresentamos o perfil de algumas agricultoras urbanas inspiradoras, cujas iniciativas ajudam a fortalecer a agricultura urbana e a educação ambiental.


🌱 Karen Washington – Agricultura urbana como justiça alimentar

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Karen Washington é uma das principais referências da agricultura urbana nos Estados Unidos. Moradora do Bronx, em Nova York, ela começou sua atuação nos anos 1980 ajudando a revitalizar jardins comunitários abandonados em bairros com pouco acesso a alimentos frescos.

Com o tempo, sua atuação evoluiu para um movimento mais amplo de justiça alimentar, defendendo o direito das comunidades urbanas de produzir e acessar alimentos saudáveis.

Hoje, ela é cofundadora da Rise & Root Farm, uma fazenda cooperativa administrada por mulheres agricultoras que abastece mercados locais e programas comunitários.

Contribuições principais:

  • Fortalecimento de hortas comunitárias urbanas

  • Defesa da soberania alimentar nas cidades

  • Formação de novos agricultores urbanos




🌿 Ron Finley – Movimento da “guerrilla gardening”

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Embora seja um homem, Ron Finley tornou-se um grande aliado e inspiração para agricultoras urbanas ao redor do mundo. Em Los Angeles, ele iniciou o movimento de plantar hortas em espaços públicos abandonados, como calçadas e terrenos vazios.

Seu trabalho ganhou visibilidade global e ajudou a popularizar o conceito de “guerrilla gardening”, que consiste em transformar áreas urbanas subutilizadas em espaços produtivos.

Finley também atua em projetos educacionais, ensinando jovens e moradores urbanos a cultivar seus próprios alimentos.

Contribuições principais:

  • Popularização da agricultura urbana em bairros periféricos

  • Educação alimentar e ambiental

  • Transformação de espaços urbanos degradados






🌾 Henk van den Berg e agricultoras da Havana urbana

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Após a crise econômica da década de 1990, Cuba passou por uma transformação agrícola que incentivou fortemente a agricultura urbana agroecológica. Em Havana surgiram milhares de hortas chamadas organopónicos, muitas delas conduzidas por mulheres agricultoras.

Essas agricultoras cultivam hortaliças, ervas e frutas utilizando práticas agroecológicas, como compostagem, controle biológico de pragas e produção local de insumos.

Hoje, a agricultura urbana cubana é considerada um dos exemplos mais bem-sucedidos do mundo na produção alimentar dentro das cidades.

Contribuições principais:

  • Produção local de alimentos frescos

  • Agricultura agroecológica em ambiente urbano

  • Participação comunitária na produção de alimentos





🌻 Agricultoras urbanas no Brasil

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No Brasil, diversas iniciativas de agricultura urbana são lideradas por mulheres. Em bairros periféricos e centros urbanos, agricultoras organizam hortas comunitárias, quintais produtivos e projetos educativos.

Essas iniciativas contribuem para:

  • produção de alimentos saudáveis

  • geração de renda local

  • fortalecimento da comunidade

  • educação ambiental

Além disso, muitas agricultoras urbanas mantêm e disseminam sementes crioulas, plantas medicinais e PANCs (Plantas Alimentícias Não Convencionais).





Por que valorizar agricultoras urbanas?

As agricultoras urbanas desempenham um papel essencial na construção de cidades mais resilientes e sustentáveis. Seus trabalhos ajudam a:

  • ampliar o acesso a alimentos frescos

  • recuperar áreas urbanas degradadas

  • fortalecer redes comunitárias

  • preservar conhecimentos agrícolas tradicionais

Além disso, muitas dessas iniciativas se conectam diretamente com princípios da agroecologia, que busca integrar produção de alimentos, conservação ambiental e justiça social.

Em tempos de mudanças climáticas e urbanização acelerada, a agricultura urbana liderada por mulheres representa um caminho importante para reaproximar as cidades da terra e do alimento.


Referências

FAO – Urban Agriculture

FAO – The role of women in agriculture

Altieri, M. & Nicholls, C. (2018). Urban Agroecology: Designing Biodiverse, Productive and Resilient City Farms.

Rise & Root Farm – História de Karen Washington

Cuba Urban Agriculture – Research Gate overview