sábado, 21 de fevereiro de 2026

Tintura de Plantas Medicinais: Espécies indicadas, passo a passo e cuidados essenciais




Extração alcoólica de princípios ativos para uso tradicional no cuidado natural

A tintura vegetal é uma preparação líquida obtida pela maceração de partes da planta em solução hidroalcoólica. O álcool atua como solvente, extraindo compostos como alcaloides, flavonoides, taninos e óleos essenciais. Esse método é amplamente descrito em farmacopeias e manuais de fitoterapia, por apresentar boa estabilidade e concentração de ativos.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o uso racional de plantas medicinais deve respeitar identificação botânica correta, dosagem adequada e orientação profissional (WHO Traditional Medicine Strategy 2014–2023). No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) regulamenta fitoterápicos e publica monografias de espécies reconhecidas.


1. O que é uma tintura?

Tintura é um extrato alcoólico concentrado obtido por maceração da planta seca ou fresca em álcool de cereais diluído (geralmente entre 40% e 70%).

O álcool:

  • Extrai compostos solúveis

  • Conserva o preparado por longos períodos

  • Inibe crescimento microbiano

📌 Proporção tradicional:

  • Planta seca: 1 parte de planta para 5 partes de álcool (1:5)

  • Planta fresca: 1 parte de planta para 2 partes de álcool (1:2)

Baseado em referências clássicas de farmacognosia e na Farmacopeia Brasileira (ANVISA).




2. Espécies indicadas e usos tradicionais

🌼 Calendula officinalis (Calêndula)

Parte usada: flores
Uso tradicional: ação anti-inflamatória e cicatrizante (uso externo)
Indicação comum: pequenas lesões e irritações cutâneas

Referência: European Medicines Agency (EMA) – monografia herbal de Calendula.




🌿 Rosmarinus officinalis (Alecrim)

Parte usada: folhas
Uso tradicional: estimulante circulatório leve
Indicação comum: cansaço físico leve, uso externo em fricções

Referência: EMA – Monografia de Rosmarinus officinalis.




🌿 Baccharis trimera (Carqueja)

Parte usada: parte aérea
Uso tradicional: apoio digestivo
Indicação comum: má digestão leve

Referência: Farmacopeia Brasileira – ANVISA.




🌿 Passiflora incarnata (Maracujá medicinal)

Parte usada: folhas e partes aéreas
Uso tradicional: leve ação calmante
Indicação comum: ansiedade leve e dificuldade para dormir

Referência: EMA – Monografia de Passiflora incarnata.




3. Passo a passo para preparar tintura

Materiais necessários

  • Planta corretamente identificada

  • Álcool de cereais 70% (ou álcool 96% diluído)

  • Frasco de vidro escuro com tampa

  • Etiqueta

  • Peneira ou filtro de papel

  • Recipiente limpo




🔎 Etapa 1 – Coleta e preparo

  • Colher em dia seco

  • Preferir planta sem sinais de doença

  • Secar à sombra e em local ventilado (quando usar planta seca)

  • Picar grosseiramente


🧪 Etapa 2 – Maceração

  1. Colocar a planta no frasco.

  2. Adicionar álcool até cobrir completamente.

  3. Fechar bem.

  4. Armazenar em local escuro por 14 a 21 dias.

  5. Agitar 1 vez ao dia.


🧴 Etapa 3 – Filtragem e envase

  • Coar com peneira fina ou filtro

  • Armazenar em frasco âmbar

  • Identificar com:

    • Nome da planta

    • Parte usada

    • Data de preparo

    • Proporção

Validade média: 1 a 3 anos, quando armazenado corretamente.




4. Orientações de uso responsável

  • Evitar uso em gestantes e lactantes sem orientação.

  • Não utilizar em crianças sem acompanhamento profissional.

  • Observar possíveis interações medicamentosas.

  • Usar apenas plantas corretamente identificadas.

A OMS reforça que produtos tradicionais não substituem tratamento médico convencional sem acompanhamento profissional.


5. Segurança e base técnica

Fontes confiáveis:

A tintura é uma forma eficiente e tradicional de extrair e conservar princípios ativos das plantas medicinais. Quando preparada com rigor técnico, identificação correta e uso responsável, torna-se uma ferramenta valiosa dentro de um manejo consciente da fitoterapia no jardim.



sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

Calendário Lunar do Jardim Março de 2026

 


 

Ritmo natural para o manejo ecológico

Março marca a transição do verão para o outono no Hemisfério Sul. É um período de ajuste no jardim: menos calor extremo, mudanças na umidade e início do planejamento das culturas de outono-inverno. Organizar as atividades conforme as fases da Lua ajuda a distribuir melhor plantios, podas e manejos.

De acordo com o calendário astronômico de 2026 (dados de efemérides lunares do Observatório Nacional e calendários astronômicos internacionais), as fases da Lua em março de 2026 são:

  • 🌗 2 de março – Quarto Crescente

  • 🌕 9 de março – Lua Cheia

  • 🌓 16 de março – Quarto Minguante

  • 🌑 24 de março – Lua Nova

(Fonte astronômica: Observatório Nacional – ON/MCTI; NASA Moon Phases 2026)


🌗 Lua Crescente (2 a 8 de março)

Nesta fase, a luminosidade da Lua aumenta e, tradicionalmente na agricultura biodinâmica e em calendários agrícolas, considera-se que há estímulo ao crescimento da parte aérea.

🌱 Indicado para:

  • Semeadura de folhosas (alface, rúcula, espinafre)

  • Plantio de ervas aromáticas

  • Cultivo de plantas ornamentais de flores

⚠️ Evite:

  • Podas drásticas

  • Transplantes de espécies sensíveis





🌕 Lua Cheia (9 a 15 de março)

A Lua Cheia marca o pico de luminosidade. É tradicionalmente associada a maior atividade metabólica nas partes aéreas das plantas.

🌿 Indicado para:

  • Colheita de folhas e flores

  • Coleta de plantas medicinais

  • Manejo leve e observação do jardim

🌼 Bom momento para:

  • Avaliar pragas e doenças

  • Registrar desenvolvimento das culturas





🌓 Lua Minguante (16 a 23 de março)

Com a redução da luminosidade lunar, os calendários agrícolas indicam maior concentração de energia nas raízes.

🌱 Indicado para:

  • Plantio de raízes e tubérculos (cenoura, beterraba, mandioca)

  • Podas de formação

  • Transplantes com foco em enraizamento

🌾 Excelente para:

  • Incorporar matéria orgânica

  • Aplicar compostos e biofertilizantes no solo





🌑 Lua Nova (24 a 31 de março)

Período tradicionalmente associado ao descanso e reorganização do ciclo produtivo.

🌿 Indicado para:

  • Preparar canteiros

  • Aplicar cobertura morta

  • Planejar culturas de outono

📒 Momento ideal para:

  • Rever calendário de plantio

  • Organizar sementes

  • Avaliar rotação de culturas





🌾 Recomendações específicas para março (Hemisfério Sul)

Março é ideal para iniciar ou fortalecer:

  • Couve

  • Brócolis

  • Cenoura

  • Beterraba

  • Coentro

  • Alface

O uso do calendário lunar deve ser integrado a fatores técnicos como:

  • Tipo de solo

  • Disponibilidade hídrica

  • Clima regional

  • Zoneamento agrícola


📚 Referências técnicas

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

Manejo ecológico do solo na transição do verão para o outono

 


A passagem do verão para o outono é um momento estratégico para recuperar, proteger e equilibrar o solo. Após meses de calor intenso, chuvas fortes e alta atividade biológica, o solo pode apresentar compactação, perda de nutrientes, erosão superficial e redução da matéria orgânica.

O manejo ecológico nesse período busca restaurar a vida do solo, proteger sua estrutura e preparar o ambiente para as culturas de outono-inverno, reduzindo a dependência de insumos externos e fortalecendo os ciclos naturais.


1. Diagnóstico do solo após o verão

O que observar:

  • Formação de crostas superficiais

  • Solo endurecido ou compactado

  • Baixa infiltração de água

  • Redução da cobertura vegetal

  • Presença (ou ausência) de minhocas

Segundo a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA), a qualidade física e biológica do solo está diretamente ligada à presença de matéria orgânica e atividade microbiana. Solos com boa estrutura apresentam agregados estáveis, maior infiltração de água e melhor desenvolvimento radicular.

📚 Referência:
EMBRAPA. Qualidade do Solo e Manejo Sustentável. Disponível em: https://www.embrapa.br



2. Proteção do solo: cobertura é prioridade

A cobertura do solo reduz impacto da chuva, regula temperatura e alimenta a biologia subterrânea.

Tipos de cobertura ecológica:

  • Palhada de capim seco

  • Restos de poda triturados

  • Folhas secas

  • Adubação verde

De acordo com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), a cobertura permanente é um dos pilares da agricultura conservacionista, pois reduz erosão, conserva umidade e melhora a fertilidade natural do solo.

📚 Referência:
FAO. Conservation Agriculture. Disponível em: https://www.fao.org



3. Reposição de matéria orgânica

O verão acelera a decomposição da matéria orgânica. No início do outono, é fundamental repor esse estoque biológico.

Opções recomendadas:

  • Composto orgânico bem curtido

  • Húmus de minhoca

  • Bokashi

  • Biofertilizantes líquidos

A matéria orgânica:

  • Aumenta a capacidade de retenção de água

  • Estimula microrganismos benéficos

  • Melhora a agregação do solo

A EMBRAPA destaca que solos com maior teor de carbono orgânico apresentam maior resiliência climática.

📚 Referência:
EMBRAPA Solos. Matéria Orgânica do Solo. Disponível em: https://www.embrapa.br/solos



4. Descompactação ecológica

Evite revolvimento excessivo. A alternativa ecológica é:

  • Uso de garfo subsolador manual (sem inverter camadas)

  • Plantio de raízes profundas (ex: nabo forrageiro)

  • Incremento de matéria orgânica

Raízes pivotantes criam canais naturais que aumentam infiltração de água e oxigenação.

📚 Referência:
FAO. Soil Structure and Root Systems in Sustainable Agriculture. https://www.fao.org



5. Planejamento para o outono

A transição climática favorece culturas de clima mais ameno. Antes de plantar:

✔ Ajuste a fertilidade com base em análise de solo
✔ Planeje rotação de culturas
✔ Inclua adubação verde
✔ Mantenha cobertura constante

A rotação reduz incidência de pragas e doenças e melhora equilíbrio nutricional, conforme orientações técnicas da EMBRAPA.

📚 Referência:
EMBRAPA. Rotação de Culturas e Sustentabilidade. https://www.embrapa.br


Princípios do manejo ecológico no período

  1. Solo nunca deve ficar exposto

  2. Vida do solo é prioridade

  3. Diversidade vegetal fortalece o sistema

  4. Menos revolvimento, mais biologia

  5. Matéria orgânica é base da fertilidade


O período de transição entre verão e outono no Hemisfério Sul não é apenas uma troca de estação — é uma oportunidade de regeneração.

Cuidar do solo nesse momento significa preparar o sistema para maior estabilidade produtiva, menor dependência de insumos e maior equilíbrio ecológico.

Solo vivo é solo produtivo.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

De música e natureza


 

PANC’s de outono: identificação e cultivo

 


O outono é uma estação estratégica para diversificar a horta com PANC’s (Plantas Alimentícias Não Convencionais). As temperaturas mais amenas e a maior estabilidade hídrica favorecem espécies rústicas, de ciclo adaptado ao clima mais fresco e com menor pressão de pragas.

Segundo a EMBRAPA, o resgate e o cultivo de PANC’s ampliam a segurança alimentar, fortalecem a biodiversidade e reduzem a dependência de insumos externos. Já o conceito de PANC foi amplamente difundido pelo biólogo e pesquisador Valdely Kinupp, referência nacional no tema.


Por que cultivar PANC’s no outono?

  • 🌱 Melhor adaptação a temperaturas entre 15°C e 25°C

  • 🌧️ Menor estresse hídrico

  • 🐛 Redução na incidência de insetos-praga

  • 🌾 Solo ainda aquecido após o verão, favorecendo enraizamento


1️⃣ Ora-pro-nóbis (Pereskia aculeata)

✔ Identificação

  • Planta trepadeira com espinhos

  • Folhas suculentas e brilhantes

  • Flores brancas aromáticas

  • Alto teor proteico nas folhas

✔ Cultivo no outono

  • Prefere sol pleno

  • Solo bem drenado e rico em matéria orgânica

  • Pode ser podada para estimular brotações

  • Multiplicação por estacas lenhosas

Dica técnica: Realizar adubação orgânica leve após poda para estimular rebrote.




2️⃣ Taioba (Xanthosoma sagittifolium)

✔ Identificação

  • Folhas grandes em formato de coração

  • Nervuras bem marcadas

  • Caule grosso e ereto

⚠ Atenção: Diferenciar da taioba-brava (não comestível). A comestível possui inserção do pecíolo na borda da folha, não no centro.

✔ Cultivo no outono

  • Prefere meia-sombra

  • Solo fértil e úmido

  • Excelente para bordaduras e áreas sombreadas

  • Adubação com composto orgânico



3️⃣ Bertalha (Basella alba)

✔ Identificação

  • Trepadeira de folhas carnosas

  • Caule suculento

  • Flores pequenas rosadas

✔ Cultivo no outono

  • Desenvolvimento mais lento que no verão

  • Necessita tutoramento

  • Irrigação moderada

  • Rica em ferro e mucilagem natural



4️⃣ Capuchinha (Tropaeolum majus)

✔ Identificação

  • Folhas arredondadas

  • Flores amarelas, laranja ou vermelhas

  • Sabor levemente picante

✔ Cultivo no outono

  • Ideal para temperaturas amenas

  • Solo leve e bem drenado

  • Pode ser cultivada em vasos

  • Atrai polinizadores




Manejo técnico para PANC’s no outono

🌿 Preparo do solo

  • Incorporação de composto orgânico maturado

  • Cobertura morta para manutenção da umidade

  • Correção de pH quando necessário (ideal entre 5,8 e 6,8)

💧 Irrigação

  • Reduzir frequência em comparação ao verão

  • Evitar encharcamento

🌱 Consórcios inteligentes

  • Ora-pro-nóbis como cerca viva produtiva

  • Capuchinha como planta atrativa

  • Taioba em áreas sombreadas


Benefícios ecológicos

  • Aumento da biodiversidade alimentar

  • Resgate cultural e regional

  • Redução do uso de agroquímicos

  • Maior resiliência climática


Referências técnicas

  • EMBRAPA – Hortaliças não convencionais. Disponível em: https://www.embrapa.br

  • KINUPP, V. F.; LORENZI, H. Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANC) no Brasil. Instituto Plantarum.

  • Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – Manual de Hortaliças Não Convencionais.

sábado, 14 de fevereiro de 2026

Biofertilizante de bokashi para revitalização do jardim pós-verão

 



O final do verão costuma deixar marcas no jardim: solo compactado, perda de matéria orgânica, plantas estressadas pelo calor e maior incidência de pragas. Nesse cenário, o biofertilizante de bokashi surge como uma estratégia eficiente, ecológica e regenerativa para restaurar a vitalidade do solo e estimular novos ciclos de crescimento.

O bokashi é um fertilizante orgânico fermentado, tradicional da agricultura japonesa, produzido a partir da mistura de farelos, fontes minerais naturais e microrganismos eficientes. Seu diferencial está na fermentação controlada, que disponibiliza nutrientes de forma gradual e estimula a microbiologia do solo.


O que é o bokashi e por que usar no pós-verão?

O bokashi é resultado de um processo de fermentação anaeróbica ou semiaeróbica, conduzido por microrganismos benéficos como bactérias ácido-láticas, leveduras e actinomicetos.

Segundo a FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação), a matéria orgânica e a atividade biológica são fundamentais para recuperação de solos degradados e manutenção da fertilidade agrícola (FAO, 2017).

Já a Embrapa destaca que fertilizantes orgânicos fermentados aumentam a atividade microbiana, melhoram a estrutura física do solo e favorecem a disponibilidade de nutrientes (EMBRAPA, 2020).

No jardim pós-verão, o bokashi contribui para:

  • Repor matéria orgânica perdida

  • Estimular raízes enfraquecidas

  • Melhorar retenção de água

  • Reequilibrar microbiota do solo

  • Reduzir impacto de estresses climáticos


Composição básica do bokashi

Embora existam variações regionais, uma formulação comum inclui:

  • Farelo de arroz ou trigo

  • Torta de mamona

  • Farinha de ossos

  • Cinzas vegetais

  • Pó de rocha

  • Açúcar mascavo ou melaço

  • Microrganismos eficientes (EM)

Cada componente tem função específica:
farelos fornecem carbono, torta de mamona aporta nitrogênio, farinha de ossos é fonte de fósforo e cálcio, enquanto o pó de rocha contribui com micronutrientes.





Como preparar o bokashi (versão artesanal)

Materiais básicos:

  • 20 kg de farelo

  • 5 kg de torta de mamona

  • 3 kg de farinha de ossos

  • 1 kg de pó de rocha

  • 1 litro de EM ativado

  • 1 litro de melaço diluído em 10 litros de água

Passo a passo:

  1. Misture os ingredientes secos em superfície limpa.

  2. Dilua o melaço na água e adicione o EM.

  3. Incorpore lentamente a solução aos secos até atingir umidade semelhante a “terra úmida que forma torrão sem escorrer”.

  4. Cubra com lona e deixe fermentar por 7 a 14 dias.

  5. Revolva a cada dois dias para controlar a temperatura (ideal até 50°C).

O bokashi estará pronto quando apresentar odor levemente adocicado e coloração homogênea.





Aplicação no jardim pós-verão

Em canteiros:

Aplicar de 100 a 200 g por m² e incorporar superficialmente.

Em vasos:

Adicionar 1 colher de sopa para vasos pequenos e até 3 colheres para vasos grandes, misturando levemente ao substrato.

Em frutíferas:

Distribuir ao redor da projeção da copa, evitando contato direto com o tronco.

Após aplicação, irrigar moderadamente.

A Embrapa recomenda que fertilizantes orgânicos sejam aplicados preferencialmente em solo levemente úmido para melhor eficiência microbiológica (EMBRAPA, 2018).





Benefícios observados após 30 dias

  • Rebrota mais vigorosa

  • Folhas com coloração verde intensa

  • Melhor estrutura do solo

  • Redução de sintomas de deficiência nutricional

  • Maior resistência a pragas secundárias

Importante destacar que o bokashi não age como fertilizante químico de efeito imediato. Ele promove fertilidade biológica, com resposta progressiva e sustentável.


Manejo integrado

Para potencializar resultados:

  • Associar com cobertura morta (mulching)

  • Evitar revolvimento excessivo do solo

  • Manter diversidade de plantas

  • Utilizar irrigação equilibrada

Essa abordagem está alinhada aos princípios da agroecologia e do manejo regenerativo do solo.

O uso de bokashi no período pós-verão é uma estratégia eficaz para restaurar equilíbrio físico, químico e biológico do solo. Sua ação vai além da nutrição vegetal, atuando na reconstrução da vida do solo — base para um jardim resiliente.

A adoção contínua favorece ciclos produtivos mais estáveis e reduz dependência de insumos sintéticos.


Referências