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sábado, 22 de novembro de 2025

Verde na calçada: árvores que cabem — e fazem bonito!



Imagine caminhar pela sua rua e ver pequenas árvores bem cuidadas ao longo das calçadas: sombra, vida, pássaros visitando. Mas escolher árvore para calçada não é só questão de beleza — é também uma decisão técnica, que exige considerar porte, sistema radicular, legislação urbana e convivência com estruturas como fiação, guia de passeio e solo.


Por que plantar na calçada é tão importante

A arborização urbana traz muitos benefícios: reduz temperatura (o “microclima” da rua fica mais ameno), melhora a qualidade do ar, absorve água da chuva e dá mais charme à cidade. No entanto, sem planejamento, raízes podem levantar a calçada ou danificar tubulações — e aí vira problema. Por isso, árvores de calçada devem ser bem escolhidas e plantadas de forma correta. Guias de arborização urbana recomendam reservar um “espaço árvore” adequado no momento do plantio para garantir que o vegetal tenha espaço para desenvolver raízes sem prejudicar o passeio.


Espécies recomendadas para calçadas

Aqui estão algumas árvores que são boas para plantar em calçadas, especialmente em ambientes urbanos, com diferentes portes (pequeno a médio) e características favoráveis:

EspécieCaracterísticasPor que é boa para calçada
Pata-de-Vaca (Bauhinia forficata)Árvore nativa, porte médio (cerca de 5–9 m) Tem raízes profundas, menos agressivas ao pavimento.
Quaresmeira (Tibouchina granulosa)Pequeno a médio porte (8–12 m), flores roxas, nativa urbana Universalmente usada em arborização urbana; raiz mais controlada. 
Resedá (Lagerstroemia indica)Arboreta de até 8 m, floração rosa ou branca, rústicaRaiz não invasiva, tolera podas e tem porte ideal para ruas com fiação elétrica.
Magnólia (Magnolia spp.)Pequenas a médias, flores grandes e perfumadas, até 5–10 m Muito ornamental, soma valor paisagístico, sem provocar grandes danos na calçada.
Aroeira Salsa (Schinus molle)Árvores de 4 a 8 m, ramos pendentes, frutos que atraem pássaros Boa tolerância a solos pobres, raízes menos agressivas, ideal para um verde mais leve.
Caroba / Jacarandá-de-Minas (Jacaranda cuspidifolia)Crescimento rápido, floração rosada, perde folhas no inverno Porte médio, raízes mais comportadas, ideal para ruas sem fiação aérea.
Mulungu-do-litoralAté 4 m de altura, raízes suaves, nativa da Mata Atlântica Excelente para espaços reduzidos: não levanta calçada, fácil de manejar.
Cordia superba (“babosa-branca”)Sempre-verde, até cerca de 11 m, copa globosa, flores vistosas Porte “pequeno-médio”, raiz profunda e valiosa para fauna (frutos atraem animais).


Como plantar e cuidar para evitar problemas

  1. Planejamento da cova (“espaço árvore”)

    • Crie uma cova adequada, de forma a respeitar o “espaço árvore”: muitas diretrizes municipais indicam que esse espaço deve ter 40% da largura da calçada e comprimento proporcional. 

    • A cova também deve ter profundidade para dar espaço às raízes se desenvolverem para baixo, minimizando a expansão lateral que pode levantar o concreto. 

  2. Solo e irrigação

    • Antes do plantio, solte bem o solo para favorecer infiltração de água e o crescimento radicular. Guias indicam cavar cerca de 40–60 cm de profundidade para garantir espaço. 

    • Nos primeiros anos, irrigue regularmente para estabilizar a muda.

  3. Distância de estruturas

    • Verifique a proximidade com redes elétricas: espécies menores ou arbustivas são mais seguras para calçadas sob fiação. Guias municipais normalmente tratam disso.

    • Também é importante manter distância de outras infraestruturas (guia, meio-fio, rede de esgoto) para permitir segurança e evitar rompimentos.

  4. Manutenção

    • Realize podas de formação nos primeiros anos para guiar a copa, evitando que ramos cresçam para onde não devem.

    • Controle pragas e fertilize conforme necessário, mas evite uso excessivo de adubos químicos — prefira compostagem orgânica para manter o solo saudável.



Um olhar narrativo: plantar na calçada como ato de cuidado e cidadania

Pense na árvore que você planta na calçada da sua casa como uma pequena alma verde que cresce junto à cidade. Ela não está só para embelezar: ela acolhe, respira, interage. Quando você planta estrategicamente, com respeito ao espaço físico e às necessidades da árvore, você está fazendo mais do que jardinagem — está contribuindo para a saúde urbana.

Num dia quente de verão, o pedestre que segue pela sua calçada vai sentir o alívio de uma sombra fresca. Nos meses de floração, talvez apareçam beija-flores, abelhas, insetos polinizadores. E, com o tempo, raízes bem plantadas vão se firmar no subsolo sem levantar rachaduras no chão.

É um ciclo virtuoso: você planta com técnica — e a cidade te devolve vida, conforto e conexão com a natureza.

domingo, 19 de outubro de 2025

Plantas Nativas para serem cultivadas na primavera

 Plantas Nativas e Sustentáveis para Cultivo na Primavera no Hemisfério Sul

Manual do Jardineiro — edição de primavera

A jardinagem sustentável tem se consolidado como uma prática essencial diante das mudanças climáticas e da necessidade de conservação da biodiversidade. No hemisfério sul, o início da primavera marca o momento ideal para o cultivo de plantas nativas, espécies que evoluíram em equilíbrio com o clima e o solo locais, apresentando alta resistência, baixo consumo de água e grande valor ecológico para polinizadores e fauna local.

O uso de plantas nativas promove equilíbrio ecológico, redução de insumos químicos e baixo custo de manutenção, já que essas espécies estão naturalmente adaptadas às condições regionais. Além disso, contribuem para a recuperação de habitats, atração de abelhas, borboletas e aves e aumento da resiliência dos jardins frente a eventos climáticos extremos, como estiagens e ondas de calor.

Fontes confiáveis como a Embrapa Meio Ambiente (2023) e o Instituto de Botânica de São Paulo destacam que os jardins nativos desempenham papel estratégico na mitigação dos efeitos do aquecimento global, por meio da fixação de carbono e da conservação de solos.

Espécies Nativas Indicadas para a Primavera no Hemisfério Sul

Abaixo estão exemplos de espécies ornamentais e ecológicas nativas do Brasil e de outras regiões do hemisfério sul, adequadas ao florescimento primaveril e resistentes à seca:

Flores e Herbáceas Ornamentais

EspécieNome científicoCaracterísticas principais
Onze-horasPortulaca grandifloraFlorífera, resistente à seca, ótima para bordaduras e canteiros ensolarados.
CapuchinhaTropaeolum majusFlor comestível e rústica, atrai polinizadores e repele insetos.
Vassourinha-de-botãoCentratherum punctatumFlor azul-violeta, ideal para maciços e bordaduras, tolerante a solos pobres.
Erva-baleeiraCordia verbenaceaArbusto medicinal nativo do litoral, resistente ao vento e salinidade.

Arbustos e Subarbustos

EspécieNome científicoCaracterísticas principais
LantanaLantana camaraAtrai borboletas e beija-flores, tolera calor intenso.
Camarão-vermelhoJusticia brandegeeanaFlorífera e rústica, suporta podas e solos drenados.
Manacá-da-serra-anãoTibouchina mutabilis nanaFlor roxa a branca, ideal para vasos ou pequenos jardins.

Gramíneas e Forrações Nativas

EspécieNome científicoCaracterísticas principais
Capim-dos-pampasCortaderia selloanaPorte elegante, ornamental e resistente à seca.
Grama-amendoimArachis repensFixadora de nitrogênio, excelente cobertura viva e alternativa à grama tradicional.

Dicas de Adaptação às Secas e Manejo Sustentável

  1. Cobertura morta (mulching) – use cascas, palha, folhas secas ou serragem para reduzir evaporação e conservar umidade.

  2. Agrupamento ecológico (zonamento) – organize as plantas conforme a necessidade de água (zonas úmidas, médias e secas).

  3. Captação de água de chuva – instale sistemas simples de coleta e reúso em regas.

  4. Adubação orgânica – priorize composto natural, húmus de minhoca e biofertilizantes.

  5. Manutenção leve – opte por espécies perenes e resistentes, reduzindo podas e replantios sazonais.

Jardins de Baixa Manutenção e Apoio à Fauna Polinizadora

Criar um jardim que sustente abelhas nativas, beija-flores e borboletas é uma das formas mais eficazes de apoiar o equilíbrio ecológico urbano. Prefira plantas de floração contínua e cores vivas, e evite o uso de inseticidas químicos.

Exemplos de plantas atrativas a polinizadores:

  • Hibisco nativo (Hibiscus rosa-sinensis)

  • Lavanda-do-Brasil (Plectranthus neochilus)

  • Alecrim-do-campo (Baccharis trimera)

  • Ipês (Handroanthus spp.) — árvores que florescem fortemente na primavera e atraem abelhas solitárias.

O cultivo de plantas nativas na primavera é uma estratégia prática e estética para jardins sustentáveis no hemisfério sul. Essas espécies oferecem florescimento vigoroso, economia de água e harmonia ecológica, além de promover uma conexão mais profunda com o ambiente local.

O uso consciente de flora autóctone, aliado a técnicas de manejo orgânico, faz dos jardins nativos um modelo de equilíbrio entre beleza e responsabilidade ambiental, refletindo a verdadeira essência da jardinagem moderna e regenerativa.

sexta-feira, 17 de janeiro de 2020

Árvores - Ficheiro

Murici

Byrsonima stipulacea
Solo argiloso
Copa piramidal densa
Floração mar/jun
Frutificação ago/set
10 a 20 m
Frutos comestíveis e muito apreciado por pássaros. Flores amareladas. Crescimento em 3 anos.

Quaresmeira

Tibouchina candoleana
Mata ciliar
Copa pouco densa.
Floração jul/set
Frutificação dez/fev
5 a 10 m
Florada muito atraente e ornamental de cor rósea e roxa. Cresce em 2 – 3 anos.

Murta

Blefarocalyx salicifolius
Mata ciliar
Inflorescência branca
Floração dez/jan
Frutificação mai
15 a 20 m
Atrai pássaros. Crescimento em 2 – 3 anos.

Seriba

Andradaea floribunda
Solo de várzea
Copa redonda
Floração  jun/ago
Frutificação ago/dez
10 a 18 m
Utilizada em arborização urbana. Inflorescências branco-creme. Crescimento em 4 – 5 anos.

Guapira

Guapira opposita
Fundo de vale
Copa densa
Floração jul/out
Frutificação nov/fev
6 a 20 m
Uso no paisagismo urbano e rural. Floração ornamental de cor amarela. Cresce em 4/5 anos.

Marmeleiro

Ruprechtia laxiflora
Solo de várzea
Copa piramidal
Floração set/out
Frutificação out/nov
10 a 20 m
Uso em arborização. Flores amarelas. Cresce em 4 anos.

Pau-macuco

Meliosma sellowii
Solos férteis e ricos em mat. orgânica.
Copa densa
Floração set/out
Frutificação jul/ago
7 a 11 m
Seus frutos atraem pássaros e outros animais. Pequenas flores de cor branca. Crescimento em 3 – 5 anos.
Ipê Amarelo
Tabebuia serratifolia
Solos ricos em matéria orgânica
Flores de amarelo intenso e muito vistosas
Floração mai/ago
Frutificação out/nov
7 a 15 m
Árvore símbolo do Brasil, considerada das mais bonitas de nossa terra.
Pau Ferro
Cesalpinea
Mata Atlântica
Flores

15 a 25 m
Possui tronco ornamental com manchas brancas
 Maçaranduba
Manilkara salzmanni
Mata Pluvial
Copa densa e arredondada
Floração out/nov
Frutificação dez/jan
10 a 25 m
Frutos e látex da casca são  comestíveis. Flores amarelas. Cresce em 6/8 anos.

PLANTAS UTILIZADAS EM PAISAGISMO

ÁRVORES

Nome Vulgar
N. Científico
Habitat
Tipologia
Fenologia
Altura
Observações

Amaparana

Tyrsodium spruceano
Mata pluvial
Pequena inflorescência amarelada.
Copa alongada
Floração out/jan
Frutificação fev/mar
10 a 22 m
Frutos atraem avifauna diversificada. Crescimento em 3 – 5 anos.

Amargoso

Aspidosperma spruceanum
Solo argiloso e profundo.
Inflorescência amarela.
Copa arredondada
Floração jul/set
Frutificação ago/set
5 a 20 m
Comhecida também como Peroba, Pitiá e quina da mata. Crescimento em 1,5 – 2 anos.
Paineira
Chorisia speciosa
Solos diversos
Copa densa, inflorescências róseas e abundantes
Floração abr/jun
Frutificação ago/set
15 a 30 m
Conhecida também como barriguda. Abundante em todo o território brasileiro.







Barriguda do pantanal
Chorisia pubiflora
Mata ciliar e várzeas inundáveis
Grandes flores róseas.
Copa rala e arredondada.
Floração mai/jun
Frutificaçào set/nov
15 a 25 m
As plumas que envolvem as sementes são um espetáculo à parte. Crescimento em 2- 3 anos.

Embaúba

Cecropia glaziovi
Solo argiloso, rico em matéria orgânica
Copa pequena, tronco ereto e cilíndrico
 Floração ago/dez
Frutificação nov/fev
8 a 16 m
Frutos comestíveis e muito apreciado por aves e outros animais. Cresce em  2/3 anos.

Ingá-mari

Cassia leiandra
Solo argiloso e várzeas inundáveis
Copa ampla e rala.
Inflorescência amarela muito vistosa.
Floração jul/out
Frutificação dez/fev
4 a 8 m
A polpa das vagens é comestível. Crescimento em   1,5 a 2 anos.

Faveira

Balizia pedicellaris
Mata pluvial, terrenos úmidos e férteis
Copa irregular e rala. Folhas compostas.
Floração dez/fev
Frutificação set/out
4 a 20 m
Árvore rústica de rápido crescimento. Flor amarela.
Jurema Branca
Mimosa artemisiana
Solos profundos

Copa ampla irregular e rala. Flores brancas.
Floração abr/mai
Frutificação ago/set
12 a 25 m
Inflorescência com cheiro de mel. Cresce em 5/6 anos.
Caroba -Brava
Dalbergia brasiliensis
Solo argiloso e úmido
Copa arredondada e tronco ereto.
Floração dez/jan
Frutificação abr/mai
4 a 16 m
Utilizada na arborização de ruas e avenidas. Flores amarelas. Cresce 2/3 anos.