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quinta-feira, 13 de novembro de 2025

Doenças e pragas mais comuns nos gramados e como controlá-las de forma agroecológica



Um gramado bonito e saudável é resultado de equilíbrio. Quando esse equilíbrio se perde — por excesso de água, falta de nutrientes ou corte incorreto — aparecem doenças e pragas que comprometem o visual e a vitalidade da grama. Conhecer as causas e adotar soluções naturais é o melhor caminho para manter o jardim verde por mais tempo.



🌱 Principais doenças dos gramados

1. Ferrugem (Puccinia spp.)
Aparece como manchas alaranjadas ou amareladas nas folhas, especialmente em períodos úmidos. É comum em gramas esmeralda e santo agostinho.
Controle agroecológico:

  • Evite cortes muito baixos.

  • Melhore a aeração do solo com escarificação leve.

  • Aplique chá de compostagem ou biofertilizantes foliares ricos em microrganismos benéficos.

2. Mancha parda (Rhizoctonia solani)
Provoca manchas circulares marrons e secas, que podem se expandir rapidamente.
Controle agroecológico:

  • Reduza a irrigação durante o ataque.

  • Use cobertura com húmus de minhoca para repor vida ao solo.

  • Pulverize extrato de alho e canela (antifúngicos naturais).

3. Mofo de neve (Fusarium nivale)
Surge em áreas sombreadas e frias, deixando o gramado esbranquiçado.
Controle agroecológico:

  • Evite adubações ricas em nitrogênio.

  • Melhore a drenagem e exposição solar.

  • Use calda bordalesa em baixa concentração (1%) apenas em casos severos.







Principais pragas dos gramados

1. Formigas-cortadeiras
Atacam as folhas e enfraquecem toda a área.
Controle agroecológico:

  • Identifique os olheiros e aplique iscas naturais com borra de café e farinha de trigo.

  • Introduza plantas repelentes como hortelã e citronela próximas ao gramado.


2. Lagartas (Spodoptera spp.)
Comem as folhas e deixam buracos irregulares.
Controle agroecológico:

  • Faça o controle biológico com Bacillus thuringiensis (BT).

  • Atraia aves e joaninhas, que são predadores naturais.


3. Percevejos e pulgões
Sugam a seiva, causando amarelamento e perda de vigor.
Controle agroecológico:

  • Pulverize solução de sabão neutro com óleo de neem (5 ml por litro de água).

  • Estimule a presença de insetos benéficos como crisopídeos e vespas parasitoides.

                          

🌾 Prevenção: o segredo do gramado saudável

  • Mantenha o solo vivo com adubações orgânicas periódicas.

  • Faça cortes regulares, mas nunca retire mais de 1/3 da altura das folhas.

  • Irrigue pela manhã, evitando o excesso de umidade noturna.

  • A cada 6 meses, aplique composto orgânico peneirado sobre o gramado para revitalizar o solo.

Cuidar do gramado de forma agroecológica é mais do que evitar venenos — é cultivar equilíbrio. Quando o solo é fértil e cheio de vida, as pragas e doenças perdem espaço. O resultado é um tapete verde, bonito e sustentável.



Fontes e referências:

Gramado Vivo - Parte 2: Cuidados com os gramados


                                             

 Depois de implantado, o gramado exige uma série de cuidados especiais de manutenção:


§  Irrigação – até que aconteça o enraizamento pleno e o fechamento, o gramado deve ser regado diariamente, depois pode ser regado 2 vezes por semana, dependendo do tipo da grama (a grama batatais é resistente a períodos de seca, já a grama São Carlos desaparece completamente);


§  Corte -   o primeiro corte só deve ocorrer após o fechamento completo do gramado; a quantidade de corte no ano varia conforme a quantidade de chuvas ou rega, fertilidade do solo, temperatura e espécie de grama;


§  Refilamento – contenção do gramado dentro do espaço que lhe foi destinado através do corte com tesoura ou vanga;


§  Despraguejamento – eliminação das ervas daninhas do canteiro com a utilização do arrancador de inços (firmino);


§  Combate a pragas e doenças – a utilização de gramas comerciais já é um impecilho ao desenvolvimento de pragas e doenças pois essas espécies dificilmente sofrem esses ataques, a mais comum é a cigarrinha, cuja infestação não chegar a causar danos;


§  Adubação – pode ser anual com macronutrientes, pode-se deixar as aparas sobre o gramado e deve-se pensar muito antes de colocar camadas de terra sobre o gramado no inverno, pois pode provocar o aparecimento de ervas daninhas e elevação do nível do gramado;


§  Correção de falhas e depressões – as falhas que aparecerem no gramado devem sofrer uma escarificação de solo e posteriormente plantarem-se mudas que podem ser aproveitadas do refilamento;


§  Limpeza – catação de latas, papéis, pedras e demais entulhos, para que o gramado tenha uma boa aparência. 


domingo, 9 de novembro de 2025

Gramado Vivo - Parte 1: Segredos dos tipos de grama

 




Os gramados são formados por plantas da família das gramíneas e algumas leguminosas, como a grama amendoim, com hábitos rastejantes e rápido crescimento com o objetivo de revestir a superfície do solo, fixando a terra em locais declivosos e diminuindo a intensidade da luz e do calor.


A implantação de um gramado exige uma série de práticas que vão indicar o sucesso da empreitada:

>Limpeza e eliminação de ervas daninhas e insetos

>Revolvimento do solo em uma profundidade de 30 cm retirando pedras, paus, restos de construção

>Fazer correção da acidez se necessário

>Adubar

>Nivelamento do terreno

>Plantio – pode ser feito por sementes, mudas (rizomas com 3 a 5 gemas – que serão plantados em sulcos com espaçamento de 10 cm entre si), placas ( de 30 X 30 cm) ou tapetes (com dimensão padronizada de 1,25 X 0,40 m)

>Rega abundante.


Gramados podem ser implantados em áreas abertas a sol pleno como também em áreas sombreadas, portanto é necessário adquirir informações sobre o tipo de grama a escolher para cada projeto de jardim.

Grama Esmeralda (Zoysia japonica)

Características: Folhas finas, textura macia, cor verde vivo. Crescimento moderadamente lento.

Vantagens: Grande resistência ao pisoteio e à seca. Baixa manutenção.

Indicação: Jardins residenciais, áreas ornamentais, bordas de canteiros e calçadas.

Onde evitar: Áreas muito sombreadas (prefere sol pleno).

             

Grama São Carlos (Axonopus compressus ou A. affinis)

Características: Folha larga, macia e brilhante. Cresce rápido e cobre bem o solo.

Vantagens: Excelente tolerância à sombra e boa resistência à umidade.

Indicação: Jardins com árvores, áreas mais úmidas e locais com pisoteio moderado.

Onde evitar: Locais muito secos ou com irrigação irregular.


Grama Batatais / Mato-Grosso (Paspalum notatum)

Características: Aspecto rústico, folhas médias a largas, coloração verde clara.

Vantagens: Muito resistente ao pisoteio, ao sol forte e à baixa fertilidade.

Indicação: Campos, taludes, áreas públicas, beiras de estrada, pomares, quintais de baixa manutenção.

Onde evitar: Jardins ornamentais com uso estético refinado.



Grama Bermuda (Cynodon dactylon)

Características: Folhas finas, cor verde media, forma um tapete muito denso. Crescimento rápido.

Vantagens: Altíssima resistência ao pisoteio e ao corte baixo.

Indicação: Quadras esportivas, campos de futebol, áreas de recreação.

Onde evitar: Jardins muito sombreados (exige sol pleno).


Grama Santo Agostinho (Stenotaphrum secundatum)

Características: Folhas largas e textura mais firme.

Vantagens: Excelente tolerância à sombra e boa adaptação a solos pobres em areia.

Indicação: Jardins sombreados, faixa litorânea, áreas sujeitas a salinidade.

Onde evitar: Locais de frio intenso ou geadas.


Grama Coreana (Zoysia tenuifolia)

Características: Folhas muito finas, textura delicada, aspecto ornamental. Crescimento lento.

Vantagens: Estética refinada e baixa necessidade de cortes.

Indicação: Jardins de design, áreas decorativas, espaços com pouca circulação.

Onde evitar: Áreas de pisoteio ou necessidade de rápida recuperação.


Grama Amendoim / Amendoim Forrageiro (Arachis repens ou Arachis pintoi)

Características: Não é uma gramínea, mas uma leguminosa rasteira que forma tapete denso. Possui folhas arredondadas verde-escuras e pequenas flores amarelas ao longo do ano. Crescimento moderado e cobertura eficiente do solo.

Vantagens: Fixa nitrogênio no solo, melhorando a fertilidade naturalmente. Ajuda no controle de erosão e protege o solo contra o sol forte. Requer menos adubação que gramas comuns. Atrai abelhas e outros polinizadores com suas flores.

Indicação: Jardins sustentáveis e agroecológicos. Cobertura viva em pomares, áreas com frutíferas, canteiros e bordas de horta. Espaços onde se busca baixo impacto e pouca manutenção.

Onde evitar: Locais com pisoteio intenso, playgrounds ou gramados esportivos (não resiste bem). Áreas muito sombreadas e encharcadas.

Diferencial ecológico: Funciona como adubação verde permanente, sendo excelente para jardins que valorizam solo vivo.


domingo, 19 de outubro de 2025

Plantas Nativas para serem cultivadas na primavera

 Plantas Nativas e Sustentáveis para Cultivo na Primavera no Hemisfério Sul

Manual do Jardineiro — edição de primavera

A jardinagem sustentável tem se consolidado como uma prática essencial diante das mudanças climáticas e da necessidade de conservação da biodiversidade. No hemisfério sul, o início da primavera marca o momento ideal para o cultivo de plantas nativas, espécies que evoluíram em equilíbrio com o clima e o solo locais, apresentando alta resistência, baixo consumo de água e grande valor ecológico para polinizadores e fauna local.

O uso de plantas nativas promove equilíbrio ecológico, redução de insumos químicos e baixo custo de manutenção, já que essas espécies estão naturalmente adaptadas às condições regionais. Além disso, contribuem para a recuperação de habitats, atração de abelhas, borboletas e aves e aumento da resiliência dos jardins frente a eventos climáticos extremos, como estiagens e ondas de calor.

Fontes confiáveis como a Embrapa Meio Ambiente (2023) e o Instituto de Botânica de São Paulo destacam que os jardins nativos desempenham papel estratégico na mitigação dos efeitos do aquecimento global, por meio da fixação de carbono e da conservação de solos.

Espécies Nativas Indicadas para a Primavera no Hemisfério Sul

Abaixo estão exemplos de espécies ornamentais e ecológicas nativas do Brasil e de outras regiões do hemisfério sul, adequadas ao florescimento primaveril e resistentes à seca:

Flores e Herbáceas Ornamentais

EspécieNome científicoCaracterísticas principais
Onze-horasPortulaca grandifloraFlorífera, resistente à seca, ótima para bordaduras e canteiros ensolarados.
CapuchinhaTropaeolum majusFlor comestível e rústica, atrai polinizadores e repele insetos.
Vassourinha-de-botãoCentratherum punctatumFlor azul-violeta, ideal para maciços e bordaduras, tolerante a solos pobres.
Erva-baleeiraCordia verbenaceaArbusto medicinal nativo do litoral, resistente ao vento e salinidade.

Arbustos e Subarbustos

EspécieNome científicoCaracterísticas principais
LantanaLantana camaraAtrai borboletas e beija-flores, tolera calor intenso.
Camarão-vermelhoJusticia brandegeeanaFlorífera e rústica, suporta podas e solos drenados.
Manacá-da-serra-anãoTibouchina mutabilis nanaFlor roxa a branca, ideal para vasos ou pequenos jardins.

Gramíneas e Forrações Nativas

EspécieNome científicoCaracterísticas principais
Capim-dos-pampasCortaderia selloanaPorte elegante, ornamental e resistente à seca.
Grama-amendoimArachis repensFixadora de nitrogênio, excelente cobertura viva e alternativa à grama tradicional.

Dicas de Adaptação às Secas e Manejo Sustentável

  1. Cobertura morta (mulching) – use cascas, palha, folhas secas ou serragem para reduzir evaporação e conservar umidade.

  2. Agrupamento ecológico (zonamento) – organize as plantas conforme a necessidade de água (zonas úmidas, médias e secas).

  3. Captação de água de chuva – instale sistemas simples de coleta e reúso em regas.

  4. Adubação orgânica – priorize composto natural, húmus de minhoca e biofertilizantes.

  5. Manutenção leve – opte por espécies perenes e resistentes, reduzindo podas e replantios sazonais.

Jardins de Baixa Manutenção e Apoio à Fauna Polinizadora

Criar um jardim que sustente abelhas nativas, beija-flores e borboletas é uma das formas mais eficazes de apoiar o equilíbrio ecológico urbano. Prefira plantas de floração contínua e cores vivas, e evite o uso de inseticidas químicos.

Exemplos de plantas atrativas a polinizadores:

  • Hibisco nativo (Hibiscus rosa-sinensis)

  • Lavanda-do-Brasil (Plectranthus neochilus)

  • Alecrim-do-campo (Baccharis trimera)

  • Ipês (Handroanthus spp.) — árvores que florescem fortemente na primavera e atraem abelhas solitárias.

O cultivo de plantas nativas na primavera é uma estratégia prática e estética para jardins sustentáveis no hemisfério sul. Essas espécies oferecem florescimento vigoroso, economia de água e harmonia ecológica, além de promover uma conexão mais profunda com o ambiente local.

O uso consciente de flora autóctone, aliado a técnicas de manejo orgânico, faz dos jardins nativos um modelo de equilíbrio entre beleza e responsabilidade ambiental, refletindo a verdadeira essência da jardinagem moderna e regenerativa.

sexta-feira, 17 de outubro de 2025

Mudanças climáticas e jardinagem

 Plantas Resistentes às Mudanças Climáticas: Espécies Adaptadas à Seca, ao Calor e às Variações Ambientais


As mudanças climáticas globais estão transformando profundamente os ecossistemas e os padrões de cultivo em todo o planeta. O aumento das temperaturas médias, a irregularidade das chuvas e os eventos climáticos extremos — como estiagens prolongadas e ondas de calor — desafiam jardineiros, agricultores e paisagistas a repensarem a escolha das espécies vegetais. Nesse cenário, ganham destaque as plantas resilientes e adaptadas ao estresse ambiental, capazes de tolerar secas, calor intenso e variações bruscas de clima.

Este texto apresenta os princípios da jardinagem adaptativa ao clima, as principais espécies indicadas e as técnicas de manejo ecológico para garantir a sustentabilidade dos jardins diante das novas condições ambientais.

1. Conceito de Resiliência Vegetal e Adaptação Climática

Plantas consideradas “resistentes ao clima” são aquelas com mecanismos fisiológicos e morfológicos que permitem sobreviver e se desenvolver em condições de estresse hídrico ou térmico. Entre esses mecanismos estão:

  • Redução da perda de água (cutículas espessas, folhas suculentas ou pilosas);

  • Raízes profundas ou rizomatosas, que buscam umidade em camadas inferiores do solo;

  • Capacidade de entrar em dormência durante períodos de seca;

  • Metabolismo CAM (Crassulacean Acid Metabolism), presente em muitas suculentas, que otimiza o uso de água durante a fotossíntese;

  • Alta plasticidade fenotípica, ou seja, habilidade de ajustar o crescimento conforme as condições ambientais.


2. Espécies Ornamentais Resistentes à Seca e ao Calor

No paisagismo e jardinagem urbana, algumas espécies destacam-se por sua tolerância à escassez hídrica e altas temperaturas, mantendo valor estético mesmo em ambientes hostis.

a) Suculentas e Cactáceas

  • Aloe vera (Babosa) – Alta tolerância à insolação e solo pobre; folhas armazenam água.

  • Agave americana – Resiste a calor extremo e requer pouca manutenção.

  • Sedum spp. – Ideal para coberturas verdes e jardins de pedra.

  • Echeveria spp. – Planta ornamental de fácil propagação, floresce mesmo sob estresse hídrico.

  • Opuntia ficus-indica (Palma forrageira) – Adapta-se bem ao semiárido, com metabolismo CAM.

b) Arbustos e árvores tolerantes ao calor

  • Callistemon citrinus (Escova-de-garrafa) – Resiste a temperaturas elevadas e longos períodos secos.

  • Leucaena leucocephala (Leucena) – Fixadora de nitrogênio, ótima para solos pobres.

  • Bougainvillea spectabilis (Primavera) – Florífera, suporta insolação intensa e irregularidade hídrica.

  • Schinus terebinthifolia (Aroeira-vermelha) – Rústica, tolera ventos e salinidade, ideal para regiões costeiras.


c) Herbáceas e gramíneas adaptadas

  • Lantana camara – Florífera e rústica, atrai polinizadores e tolera solos áridos.

  • Vetiveria zizanioides (Capim-vetiver) – Enraizamento profundo, indicado para contenção de solos secos.

  • Pennisetum setaceum (Capim-do-Texas) – Estético, ornamental e resistente à estiagem.


3. Espécies Alimentares e Funcionais Tolerantes à Escassez Hídrica

No contexto de hortas domésticas adaptadas ao clima, algumas plantas alimentares apresentam alta resiliência à seca e calor:

EspécieTipoCaracterísticas de resistência
Manihot esculenta (Mandioca)Raiz comestívelSuporta longos períodos sem chuva
Vigna unguiculata (Feijão-caupi)LeguminosaAdapta-se a solos pobres e clima seco
Capsicum frutescens (Pimenta-malagueta)Hortaliça/frutoTolerante ao calor intenso
Cymbopogon citratus (Capim-limão)AromáticaResiste à insolação direta e ventos
Rosmarinus officinalis (Alecrim)AromáticaAdaptado a solos pedregosos e secos
Origanum vulgare (Orégano)Erva culináriaPouca exigência hídrica e tolerância térmica


4. Técnicas de Manejo Sustentável para Jardins em Climas Extremos

Para maximizar a sobrevivência das plantas e reduzir impactos ambientais, é fundamental adotar técnicas de jardinagem adaptativa:

a) Cobertura morta (mulching)

A cobertura orgânica (palha, casca de pinus, folhas secas) mantém a umidade do solo, regula a temperatura e reduz a erosão.

b) Irrigação eficiente e localizada

O uso de gotejamento e sensores de umidade permite regar apenas quando necessário, evitando o desperdício de água.

c) Escolha de espécies nativas

Plantas autóctones já adaptadas às condições regionais resistem melhor a estresses climáticos e exigem menos manejo.

d) Enriquecimento do solo com matéria orgânica

Aumenta a retenção de água, reduz a compactação e favorece o desenvolvimento radicular.

e) Agrupamento ecológico de espécies

Organizar o jardim de acordo com a exigência hídrica e luminosidade de cada planta promove eficiência ecológica e visual harmônica.

5. Estratégias de Jardinagem Adaptativa e Planejamento Climático

A jardinagem moderna deve incorporar o conceito de planejamento climático, que consiste em:

  • Mapear áreas ensolaradas e sombreadas;

  • Selecionar espécies conforme o microclima local;

  • Adaptar o calendário de plantio às previsões de chuva e temperatura;

  • Usar tecnologias de monitoramento climático (como estações meteorológicas domésticas e aplicativos especializados).

Esse tipo de planejamento reduz perdas, melhora a estética e torna o jardim mais resiliente ao longo do tempo.

Com a intensificação das mudanças climáticas, a seleção inteligente de espécies e técnicas sustentáveis de manejo tornou-se essencial para o sucesso da jardinagem contemporânea. Apostar em plantas resistentes à seca, ao calor e a variações climáticas não é apenas uma estratégia de sobrevivência vegetal, mas também uma postura ecológica e consciente, que valoriza o uso racional dos recursos naturais e fortalece a biodiversidade urbana.


Os jardins resilientes do futuro serão aqueles capazes de florescer sob o novo clima, combinando estética, ciência e sustentabilidade.