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sexta-feira, 3 de outubro de 2025

Caldas Fitoprotetoras

 

🌿 Importância do Uso das Caldas Fitoprotetoras na Jardinagem



1. Conceito

As caldas fitoprotetoras são preparações artesanais ou semiartesanais à base de minerais ou extratos vegetais, utilizadas no manejo agroecológico e orgânico para proteger plantas contra doenças e pragas.
Atuam principalmente como fungicidas, inseticidas ou repelentes naturais, reduzindo a necessidade de produtos químicos sintéticos e contribuindo para a saúde do jardim e equilíbrio ambiental.


2. Importância na jardinagem

  • 🌱 Sustentabilidade: alternativas seguras ao uso de agrotóxicos, evitando contaminação do solo, da água e da biodiversidade.

  • 🐞 Controle biológico complementar: muitas caldas preservam inimigos naturais (joaninhas, crisopídeos, abelhas).

  • 🌻 Prevenção de doenças: atuam na proteção da superfície das folhas, dificultando a entrada de patógenos.

  • 🏡 Jardinagem doméstica segura: podem ser usadas em hortas urbanas, jardins ornamentais e frutíferas de quintal com baixo risco de toxicidade.

  • 📈 Eficiência comprovada: amplamente utilizadas em agricultura familiar e orgânica (videiras, hortaliças, citros, ornamentais).


3. Exemplos de Caldas Fitoprotetoras

🔵 3.1. Calda Bordalesa

  • Composição: Sulfato de cobre + cal hidratada + água.

  • Função: Fungicida protetor, eficaz contra míldio, antracnose, ferrugens e manchas foliares.

  • Uso na jardinagem: Rosas, hortênsias, frutíferas e hortaliças sensíveis a doenças fúngicas.


🟠 3.2. Calda Sulfocálcica

  • Composição: Enxofre + cal + água (fervida → polissulfetos de cálcio).

  • Função: Fungicida, acaricida e inseticida natural.

  • Uso na jardinagem: Controle de ácaros, cochonilhas e oídio em frutíferas (mangueira, goiabeira), roseiras e plantas ornamentais.


🟢 3.3. Calda de Fumo (ou Extrato de Nicotina)

  • Composição: Fumo de corda macerado + água + sabão neutro.

  • Função: Inseticida natural, atuando contra pulgões, tripes e lagartas jovens.

  • Uso na jardinagem: Controle em plantas ornamentais, hortaliças folhosas e roseiras.
    ⚠️ Deve ser usada com cautela, em baixas concentrações, devido à toxicidade da nicotina.


🟡 3.4. Calda de Sabão

  • Composição: Sabão neutro + água.

  • Função: Age como inseticida de contato, dissolvendo a camada cerosa de insetos sugadores (pulgões, mosca-branca).

  • Uso na jardinagem: Hortaliças, plantas ornamentais de interior, frutíferas jovens.


🟤 3.5. Biofertilizantes líquidos (ex.: Supermagro, Chorume de Composteira)

  • Composição: Mistura de esterco, minerais e água fermentada.

  • Função: Fortalecimento nutricional, indiretamente aumenta a resistência a pragas e doenças.

  • Uso na jardinagem: Pulverização foliar em hortas e jardins para vigor das plantas.


4. Considerações práticas

  • As caldas devem ser preparadas e aplicadas corretamente, respeitando concentrações para evitar fitotoxicidade.

  • Sempre aplicar em dias nublados ou no fim da tarde, para maior eficácia e menor risco de queima foliar.

  • Podem ser usadas de forma integrada em programas de manejo agroecológico, combinando nutrição equilibrada, podas e diversidade vegetal.

Calda Bordalesa - Uma alternativa ecológica para controle de doenças fúngicas e bacterianas

Calda Bordalesa – Uso, Composição e Preparo na Jardinagem

A calda bordalesa é uma mistura tradicional de sulfato de cobre e cal hidratada, diluída em água, usada como fungicida protetor de contato. Atua principalmente na prevenção de doenças causadas por fungos e algumas bactérias, formando uma camada protetora na superfície das folhas, ramos e frutos.

Composição

  • Sulfato de cobre (CuSO₄·5H₂O): responsável pela ação fungicida, liberando íons Cu²⁺ que inibem a germinação de esporos fúngicos.

  • Cal hidratada (Ca(OH)₂): neutraliza a acidez do cobre, reduzindo fitotoxicidade e ajudando na fixação da calda nas plantas.
  • Água limpa: solvente e veículo da aplicação.


Indicações na jardinagem

  • Prevenção de doenças fúngicas como míldio, ferrugens, antracnose, pinta-preta e manchas foliares.

  • Utilizada em: rosas, hortênsias, plantas ornamentais de jardim, frutíferas (citros, videira, mangueira) e hortaliças.

  • Importante: é um tratamento preventivo, não curativo.


Receita prática (para 10 litros de calda a 1%)

Ingredientes:

  • 100 g de sulfato de cobre (CuSO₄·5H₂O).

  • 100 g de cal hidratada (Ca(OH)₂).

  • 10 litros de água limpa.

Preparo passo a passo:

  1. Dissolver 100 g de sulfato de cobre em 5 litros de água, em recipiente plástico ou de madeira (não usar metal).

  2. Em outro recipiente, dissolver 100 g de cal hidratada em 5 litros de água, coando para eliminar impurezas.

  3. Lentamente, despejar a solução de sulfato de cobre sobre a solução de cal, mexendo constantemente.

  4. Testar o pH da calda (deve estar entre 6,5 e 7,5).

    • Se estiver muito ácido, adicionar mais cal; se muito alcalino, pode reduzir a eficiência

    • Utilizar a calda imediatamente após o preparo.

Cuidados no uso

  • Usar equipamentos de proteção individual (EPI): luvas, máscara, óculos de proteção.

  • Não aplicar em horários de sol forte ou temperaturas acima de 30 °C (risco de fitotoxicidade).

  • Intervalo de segurança: evitar aplicações muito próximas à floração ou colheita (respeitar 7 a 15 dias, dependendo da cultura).

  • Armazenar os insumos em local seguro, fora do alcance de crianças e animais.



quinta-feira, 2 de outubro de 2025

Doenças de plantas de jardim - Cuidados na primavera

 

🌸 Cuidados Fitossanitários e Manutenção em Jardins na Primavera (Hemisfério Sul)



A primavera no Hemisfério Sul (setembro a dezembro) é marcada por aumento da temperatura média, maior luminosidade e elevação da umidade relativa do ar em muitas regiões. Essas condições favorecem o crescimento vegetal, mas também a incidência de pragas e doenças.

As doenças mais comuns em plantas ornamentais nesse período incluem:

  • Oídio (Erysiphales spp.) – manchas brancas pulverulentas em folhas novas;

  • Ferrugem (Pucciniales spp.) – pontuações alaranjadas no verso das folhas;

  • Manchas foliares fúngicas (Cercospora, Alternaria, Colletotrichum) – necroses circulares ou irregulares;

  • Podridões radiculares e de colo (Phytophthora, Pythium, Rhizoctonia) – murcha, apodrecimento e morte de mudas;

  • Mofo-cinzento (Botrytis cinerea) – ataque em flores e botões em ambientes úmidos;

  • Vírus ornamentais (ex.: vírus do mosaico) – manchas cloróticas e deformações, transmitidos por insetos vetores.



O manejo recomendado combina prevenção cultural, monitoramento e controle biológico/químico responsável.


📅 Atividades de Primavera – Cuidados com Doenças e Manutenção



Principais riscos fitossanitáriosAtividades de manejo preventivo e corretivoManutenção geral de jardim

Surgimento de oídio e manchas foliares em brotações novas; alta incidência de pulgões (vetores de vírus).- Monitorar folhas jovens 2x/semana.
- Aplicar biofertilizantes foliares (ex.: extrato de algas, calda bordalesa leve).
- Incentivar inimigos naturais (joaninhas, crisopídeos).
- Limpeza pós-inverno: retirar folhas secas.
- Adubar com composto ou NPK equilibrado.
- Replantio de mudas de primavera.

Aumento da umidade → ferrugem e mofo-cinzento em roseiras e ornamentais floríferas.- Melhorar ventilação entre plantas.
- Evitar molhar folhas ao regar.
- Aplicar fungicidas biológicos (Trichoderma, Bacillus subtilis).
- Podar ramos secos e malformados.
- Tutoramento de plantas altas.
- Plantio de flores anuais e arbustos.

Alta temperatura + chuvas 
podridões de raiz
(Phytophthora,
Pythium) e aumento de
trips/ácaros.
- Garantir drenagem dos canteiros.
- Evitar excesso de água.
- Tratar mudas com micorrizas/Trichoderma.
- Monitorar insetos vetores
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✅ Recomendações gerais de manejo integrado

  • Prevenção cultural: boa ventilação, espaçamento adequado, poda de limpeza, rega no solo e não nas folhas.

  • Controle biológico: uso de microrganismos benéficos (Trichoderma, Bacillus, Beauveria) e conservação de inimigos naturais.

  • Nutrição equilibrada: plantas bem nutridas resistem melhor a infecções. Evitar excesso de nitrogênio, que favorece oídio e pulgões.

  • Monitoramento constante: inspeção semanal das folhas, flores e raízes previne surtos graves.