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segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

Transplantio em vasos: como mudar plantas sem estresse

 


Mudar uma planta de vaso é um momento delicado. Quando o transplantio é feito da forma correta, a planta continua crescendo forte, sem perder folhas ou flores. Quando feito às pressas, pode causar estresse, murcha e até a morte da planta.

Neste guia, você vai aprender quando, como e por que transplantar plantas em vasos, reduzindo o estresse e garantindo uma adaptação rápida ao novo recipiente.


Por que o transplantio é necessário?

Com o tempo, as raízes ocupam todo o espaço disponível no vaso. Quando isso acontece, a planta começa a apresentar sinais claros de que precisa mudar de “casa”.

Principais sinais de que a planta precisa ser transplantada:

  • Raízes saindo pelos furos de drenagem

  • Crescimento lento ou estagnado

  • Solo secando muito rápido

  • Planta tombando com facilidade

  • Folhas amareladas mesmo com adubação correta







Qual é o melhor momento para transplantar?

O ideal é fazer o transplantio fora do período de floração ou frutificação. A planta precisa de energia para se adaptar ao novo vaso, e flores e frutos competem por esses recursos.

Momentos mais indicados:

  • Início da primavera

  • Final do inverno em regiões quentes

  • Dias nublados ou no final da tarde

Evite transplantar:

  • Em dias muito quentes

  • Durante floração intensa

  • Logo após podas severas







Escolhendo o vaso certo

O novo vaso não deve ser grande demais. Um vaso muito maior retém excesso de umidade, favorecendo fungos e apodrecimento das raízes.

Regra prática:

➡️ Escolha um vaso 2 a 5 cm maior que o anterior.

Atenção a três pontos:

  • Furos de drenagem obrigatórios

  • Material adequado (barro, plástico, cerâmica)

  • Estabilidade para o porte da planta







Preparando o substrato

Um bom substrato é essencial para reduzir o estresse do transplantio.

Substrato básico para a maioria das plantas em vaso:

  • 40% terra vegetal

  • 40% composto orgânico ou húmus de minhoca

  • 20% material drenante (areia grossa, perlita ou casca de arroz carbonizada)

Misture bem antes de usar.







Passo a passo do transplantio sem estresse

1️⃣ Regue antes de transplantar

Regue a planta algumas horas antes. O torrão úmido se mantém inteiro e protege as raízes.

2️⃣ Retire a planta com cuidado

Segure o vaso, incline e pressione levemente as laterais. Nunca puxe pelo caule.

3️⃣ Observe as raízes

Se estiverem muito enoveladas, solte delicadamente com os dedos.
Raízes escuras ou podres devem ser cortadas com ferramenta limpa.

4️⃣ Prepare o novo vaso

Coloque uma camada fina de material drenante e um pouco de substrato.

5️⃣ Posicione a planta

O colo da planta (onde o caule encontra as raízes) deve ficar na mesma altura do vaso antigo.

6️⃣ Complete com substrato

Preencha as laterais, pressionando levemente para eliminar bolsas de ar.

7️⃣ Regue novamente

Regue até a água sair pelos furos do vaso.







Cuidados após o transplantio

Os primeiros dias são decisivos.

Faça assim:

  • Mantenha a planta à meia-sombra por 5 a 7 dias

  • Evite adubação por pelo menos 15 dias

  • Observe sinais de murcha ou queda de folhas (normal nos primeiros dias)

🌱 Dica de ouro:
Alguma perda de folhas é comum. O importante é observar o surgimento de novos brotos, sinal de que a planta se adaptou.







Erros comuns no transplantio

  • Trocar para vaso grande demais

  • Usar substrato compacto e sem drenagem

  • Quebrar o torrão seco

  • Transplantar em pleno sol

  • Adubar imediatamente após o transplante






O transplantio em vasos é um cuidado simples, mas decisivo. Quando feito no momento certo e com os cuidados adequados, ele fortalece a planta, estimula o crescimento das raízes e prolonga sua vida.

No Manual do Jardineiro, transplantar não é apenas mudar de vaso — é oferecer um novo ciclo de crescimento 🌿



Fontes e referências técnicas

domingo, 23 de agosto de 2020

Corda de viola (Pavonia cancellata)


Planta trepadeira e rastejante conhecida como Corda de viola, Corriola e Campainha. 

Ocorre naturalmente em terrenos baldios urbanos e nos campos nativos ou de plantios agrícolas e pastagens.

Apresenta um ciclo de 100 - 120 dias, ocorrendo preferencialmente em solos semi-arenosos. 

Extremamente ornamental pode compor pergolados, caramanchões, colunas e muros dando um colorido de singular beleza.

O substrato ideal para seu cultivo é permeável com predominância de textura arenosa, mas deve ter boa fertilidade e prorosidade.

Deve ser cultivada em pleno sol ou no mínimo 6 horas de sol diárias.

A rega deve ser a cada 3 dias depois do pegamento.

Sua reprodução é feita por sementes e sua dispersão natural pelos ventos e chuvas.







 

sábado, 7 de janeiro de 2012

Como preparar sua sementeira




Preparo e Organização das Sementeiras

As sementeiras são necessárias para a propagação de floríferas de ciclo anual. São utilizadas para a produção de plantas que se multiplicam por sementes, proporcionando o aparecimento de novas variedades através da mistura de caracteres transmitidos e permitem fazer a seleção de plantas que vão para os canteiros.

A sementeira tem que reunir as condições essenciais para a germinação das sementes, como o teor de umidade do substrato e luminosidade – afetam a porcentagem de germinação e emergência das plantinhas e varia conforme espécies.

As sementeiras podem ser feitas em caixotes de madeira, no próprio canteiro com trato especial para o substrato e sombreamento, podem ser em bandejas  de plástico ou isopor e de outros materiais alternativos, como jornais e revistas, dentre outros.



Passo a passo

§  Preparado o substrato, enche-se as sementeiras;
§  Escarifica-se e nivela-se o substrato nas sementeiras;
§  Semeadura, cobrindo as sementes com uma fina camada de substrato ou de areia; verificando-se a profundidade ideal (pode variar de 5 cm a 0,05 cm) para cada espécie.;
§  Acompanhar o desenvolvimento das plantas na sementeira diariamente, eliminando a presença de ervas invasoras, desbastando-se o excesso de mudas e substituindo as plantas não pegadas ou não germinadas;
§  De um modo geral, quando as plantas tiverem aproximadamente 10 cm ou 3 pares de folhas bem definidas podem ser transplantadas para o local definitivo.



4 Tipos de substratos para plantio



Preparo de Substrato

O substrato é o material onde se cultiva as plantas (solo),deve ser preparado tanto para as sementeiras quanto para os canteiros – um bom substrato para uma boa planta. Deve atender a características físicas e biológicas para o cultivo como  drenagem, textura, matéria orgânica e a riqueza mineral.

Pode ser preparado com diversas composições, formadas por frações terra de jardim, areia, húmus e outros elementos como vermiculita, carvão moído e etc.

A seguir indicamos alguns tipos de substratos, sua formação e indicação aos tipos de plantas que podem ser cultivadas.



Substrato permeável seco –  cactáceas, crassuláceas e suculentas:

1 parte de terra neutra arenosa
1 parte de terra vegetal
½ parte de húmus de minhoca
½ parte de areia lavada



Substrato permeável úmido – antúrios, avencas, filodendros, samambaias, tradescantias:

1 parte de húmus de minhoca
1 parte de terra neutra argilo-arenosa
1 parte de terra vegetal




Substrato fraco – agaves, aloes, aspargus, bambus, capins, primaveras:

1 parte de terra neutra argilo-arenosa
½ parte de húmus de minhoca
½ parte de areia lavada


Substrato rico –  azaléia, begônia, marantas, petúnia, prímula:

1 parte de terra neutra argilo-arenosa
1 parte de húmus de minhoca
1 parte de torta de mamona
parte de farinha de ossos