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segunda-feira, 3 de novembro de 2025

6 Plantas que são repelentes naturais de insetos





Jardineiros de Plantão: Conheçam os Guardiões do Seu Jardim!

Quem nunca desejou um jardim exuberante, livre daquela visita indesejada de pragas? A boa notícia é que a natureza, sábia como sempre, tem uma solução elegante e natural: a associação de plantas repelentes.


Esta técnica, também chamada de "consorciação", é como formar uma "vizinhança do bem" no seu canteiro. Certas plantas, com seu aroma forte e características específicas, atuam como verdadeiros guardiões, protegendo a si mesmas e às plantas ao seu redor.

Vamos conhecer os principais aliados?


Os Campeões da Repelência Natural


1. Tagetes (Cravo-de-defunto)

· Como age: Esta é, talvez, a mais poderosa do time! Suas raízes liberam uma substância que combate nematoides, uns vermezinhos microscópicos que atacam as raízes de muitas plantas. Sua flor de cheiro forte também confunde e afasta pulgões, besouros e até mesmo algumas lagartas.

· Plante ao lado de: Tomate, pimentão, berinjela, batata e roseiras.



2. Manjericão

· Como age: Seu aroma delicioso para nós é um pesadelo para os mosquitos e moscas. Ele funciona como um repelente vivo. Além disso, dizem que realça o sabor dos tomates quando plantado junto a eles.

· Plante ao lado de: Tomate, pimentão e também próximo a portas e janelas.



3. Citronela e Capim-Limão

· Como age: Famosa por afastar mosquitos, incluindo o Aedes aegypti. A Citronela é, na verdade, um tipo de Capim-Limão (Cymbopogon nardus). Ambas liberam um óleo essencial de cheiro cítrico e forte que mascarar o odor que atrai os insetos.

· Como usar: Plantar em vasos grandes ou diretamente no solo, formando belas moitas. Esfregue as folhas de vez em quando para liberar mais aroma.



4. Calêndula

· Como age: A doce Calêndula é uma armadilha! Seu perfume atrai insetos benéficos, como joaninhas (que devoram pulgões), e sua seiva no solo afasta nematoides. É uma planta que "chama a polícia" do jardim.

· Plante ao lado de: Tomate, alface, couve e brócolis.




5. Alecrim

· Como age: Seu aroma intenso e amadeirado desorienta a mariposa-da-couve e a mosca-da-cenoura, impedindo que ponham seus ovos nas plantas.

· Plante ao lado de: Feijão, cenoura, couve e brócolis.




6. Hortelã

· Como age: Seu cheiro forte e sua natureza expansiva são ótimos para repelir formigas, ratos e até pulgões.

· Dica importante: A hortelã é muito invasiva! O ideal é plantá-la em vasos separados e espalhá-los pelo jardim, para que suas raízes não dominem todo o canteiro.


Como Aplicar no Seu Jardim: Dicas Práticas

1. Intercale, Não Isole: Em vez de plantar um canteiro só de alface e outro só de tagetes, intercale as fileiras. A barreira de aroma será muito mais eficaz.

2. Pense nos Benefícios Mútuos: Associe plantas que se protegem mutuamente. Por exemplo: Tomate (atrai pulgões) com Manjericão (repelente de pulgões).

3. Crie Bordaduras: Use as plantas repelentes como "cerca viva" ao redor do seu canteiro principal. Uma bordadura de tagetes ou calêndula é linda e funcional.

4. Mantenha a Saúde do Solo: Plantas saudáveis em um solo bem adubado e irrigado são naturalmente mais resistentes a pragas. A associação é um complemento, não uma solução mágica para um jardim negligenciado.


Vantagens de Usar essa Técnica

· Menos Pragas: Reduz significativamente a necessidade de inseticidas químicos.

· Mais Biodiversidade: Atrai abelhas, joaninhas e outros insetos benéficos.

· Solo Mais Saudável: A diversidade de raízes melhora a estrutura do solo.

· Colheita Melhor: Plantas protegidas e menos estressadas produzem mais e melhor.


A associação de plantas repelentes é um dos segredos mais antigos e inteligentes da jardinagem natural. É uma estratégia que trabalha com a natureza, e não contra ela. Experimente criar essas combinações no seu jardim e observe a diferença. Suas plantas (e o meio ambiente) agradecem!


Gostou das dicas? No Manual do Jardineiro, você sempre encontra informações para deixar seu cantinho verde ainda mais lindo e saudável. Conte nos comentários qual repelente natural você já usa!

terça-feira, 21 de outubro de 2025

Controle de pragas de jardim



 

Controle agroecológico de pulgões (Aphididae) e cochonilhas (Coccoidea) em jardins e vasos

O controle agroecológico baseia-se na integração de medidas culturais, de monitoramento, bióticas (predadores/parasitoides), físicas e, quando necessário, produtos de baixo impacto (sabões, óleos hortícolas, neem). O objetivo é reduzir a população da praga abaixo do limiar de dano econômico/estético e preservar inimigos naturais, minimizando insumos químicos sintéticos.

Monitoramento

  • Inspecione semanalmente: verifique a face inferior das folhas, gemas e rebentos. Procure presença de pulgões, ninfas de cochonilha, secreção açucarada (melada) e fumagina (fungo preto que indica povoamentos de sugadores).

  • Use métodos simples: lupa 10×, crachá amarelo (armadilhas adesivas para pragas voadoras/níveis de infestação), e registro fotográfico para acompanhar evolução.

                         

Quando intervir

  • Em jardins ornamentais ou vasos a ação é recomendada quando houver: (a) manchas de melada/fumagina cobrindo folhas; (b) deformação visível de brotos; (c) presença numerosa de indivíduos (quando a população aumenta rapidamente) — em vasos pequenos, uma colônia localizada já costuma justificar ação. (Não existe um “número mágico” universal; avalie dano e tendência.)

Medidas culturais e preventivas (prioridade)

  1. Evitar estresse hídrico e nutricional: plantas vigorosas toleram melhor ataque e permitem maior atividade de inimigos naturais.

  2. Diversificar plantas: consorciar com flores e ervas que atraem predadores (ex.: flores umbelíferas atraem sírfidos e vespas parasitoides).

  3. Remoção mecânica: poda de ramos muito infestados e eliminação de colônias grandes de cochonilha (retirar manualmente com cotonete embebido em álcool para cochonilhas isoladas).

  4. Lavagem por jato de água: para pulgões em plantas robustas, jatos fortes de água removem grande parte das colônias sem uso de químicos.
    Essas medidas reduzem a pressão populacional e favorecem inimigos naturais.




Inimigos naturais recomendados (controle biológico)

  • Joaninhas (Coccinellidae): devoram pulgões; eficazes em jardins e vasos quando há alimento disponível.

  • Lacewings (Chrysoperla spp.): predadores de ninfas de pulgões e pequenas cochonilhas.

  • Vespas parasitoides (ex.: Aphidius sp.): parasitam pulgões — recomendadas em áreas protegidas/estufas.
    Favorecer o habitat desses agentes (flores hospedeiras, abrigos, evitar sprays de amplo espectro).

Produtos de baixo impacto (receitas, indicações e evidências)

Os produtos a seguir são compatíveis com manejo agroecológico quando aplicados corretamente: sabões inseticidas, óleos hortícolas (ou óleo mineral/vegetal apropriado), extratos de nim (neem) e preparações fitoterápicas. Estudos e revisões mostram eficácia variável — bons resultados em controle de pulgões e estágios jovens de cochonilha, com limitações (curta persistência, necessidade de contato direto).

Atenção geral antes de aplicar

  • Teste sempre numa folha pequena e espere 48–72 h por fitotoxicidade (algumas espécies sensíveis: cítricos jovens, begônias, certas fucsias).

  • Aplique no início da manhã ou ao entardecer (evitar sol forte e temperaturas altas).

  • Reaplicar conforme necessidade (intervalo 5–10 dias) até controle — porque esses materiais atuam por contato e têm baixa persistência.

   Insecticida de sabão (inseticida caseiro, solução de sabão potássico ou      água + sabão neutro)

  • Concentração efetiva: 1–2% (v/v) é o intervalo usual e seguro para a maioria das plantas. Isso equivale a 10–20 mL de sabão líquido/óleo de coco suave por litro de água (ou 10–20 g por litro se for sabão em barra dissolvido).

  • Modo de preparo: dissolver o sabão em água morna, esfriar, colocar em pulverizador e aplicar cobrindo bem a face inferior das folhas.

  • Efeito: age por contato, rompendo a camada cerosa e desidratando pulgões e ninfas de cochonilha jovens. Não controla ovos. Repetir 3 aplicações em intervalos de 5–7 dias.

  • Fonte/nota técnica: orientações de extensões e literatura técnica sobre sabões inseticidas corroboram 1–2% como faixa segura/eficaz.




    Óleo hortícola / óleo mineral (para cochonilhas e estágios de pulgões)

  • Concentração: produtos comerciais indicam 1–3% (ver rótulo). Em uso caseiro, 1–2% (10–20 mL por litro) é comum para aplicações foliares em vasos.

  • Modo de ação: sufocamento (recobrimento do corpo do inseto), boa eficácia em ninfas/estágios móveis e em ovos jovens; menor efeito em cochonilhas muito encravadas ou protegidas.

  • Aplicação: cobrir completamente o inseto (face inferior), repetir conforme observado. Estudos mostram mortalidade substancial em cochonilhas jovens com óleos e sabões.

     Neem (Azadirachta indica) — extrato ou óleo

  • Concentração prática doméstica: 0,25–0,5% v/v é uma boa referência para pulverização foliar (ou seja, 2.5–5 mL de óleo de neem por litro de água); algumas receitas práticas usam 3–8 mL/L. Sempre seguir instruções do produto comercial quando houver.

  • Como preparar: misture o óleo de neem com água morna + 1–2 mL (algumas gotas) de sabão líquido para emulsificar; agitar bem antes de aplicar. Aplicar ao entardecer ou manhã cedo.

  • Efeito: neem contém azadiractina e outros constituintes que atuam como antialimentares, inibidores de crescimento e têm efeito de contato/repelência. Revisões científicas mostram boa eficácia contra pulgões; eficácia contra cochonilhas varia com formulação e estágio do inseto.

   Combinações práticas (exemplo de pulverização para infestação                 moderada)

  • Receita (1 L): 1 L água morna + 5 mL óleo de neem + 10 mL sabão líquido (≈1% soap + 0.5% neem). Agitar bem e pulverizar. Reaplicar após 7 dias se houver reinfestação. Testar antes em parte da planta. 

  Outras preparações com respaldo técnico (receitas tradicionais)

  • Embrapa e manuais de controle alternativo descrevem preparações à base de sabão, extratos de pimenta, álcool para cochonilhas localizadas, e decocções específicas — úteis como complemento, mas sempre testar fitotoxicidade.

  Táticas físicas e de intervenção local

  • Cotonete com álcool (70%) — para cochonilhas isoladas (mealybugs/cochonilhas farinhentas): esfregar diretamente e remover.

  • Poda — retirar partes muito infestadas em vasos pequenos.

  • Cobertura de solo e limpeza — evitar queda de brotos infestados que possam reinfestar.

   Segurança e impactos não intencionais

  • Sabões e óleos são menos tóxicos para mamíferos, mas podem afetar insetos benéficos que entrarem em contato direto com o spray. Portanto, evite pulverizar em flores com visitas de abelhas e aplique preferencialmente em horários de menor atividade de polinizadores.

  • Leia rótulos dos produtos comerciais (óleo, neem) e respeite recomendações; alguns óleos não são indicados em altas temperaturas.



   Fluxo de ação recomendado (passo a passo resumido)

  1. Monitorar semanalmente.

  2. Ao detectar colônias iniciais: tentar lavagem por jato de água e retirada manual.

  3. Se persistir: usar sabão 1–2% (aplicar cobrindo bem). Repetir 2–3 vezes em 5–7 dias.

  4. Para infestações estabelecidas (cochonilha com melada/ fumagina): combinar poda, cotonete com álcool em colônias localizadas + aplicação de óleo hortícola (1–2%) em duas aplicações com 7–10 dias.

  5. Estimular/introduzir inimigos naturais e evitar inseticidas de amplo espectro.

   Limitações e evidências

  • Produtos biorracionais (sabões, óleos, neem) apresentam boa eficácia sobre estágios móveis e ninfas de pulgões e cochonilhas jovens, mas têm baixa persistência e exigem aplicação de contato e repetições. Evidências científicas e extensões descrevem mortalidades altas quando aplicados corretamente, porém variabilidade existe segundo formulação, espécie da praga e estágio.

    Referências e leituras recomendadas (links)

  1. FAO — Integrated Pest Management (princípios de IPM). Open Knowledge FAO

  2. Pretty J. et al., Integrated Pest Management for Sustainable Intensification — revisão sobre integração de táticas e papel dos inimigos naturais. PMC

  3. EMBRAPA — Preparados para controle de pragas / Controle alternativo (receitas tradicionais e orientações técnicas). Embrapa

  4. Colorado State University Extension — Insect Control: Insecticidal Soap (propriedades, concentrações e cuidados; recomendações 1–2%). extension.colostate.edu

  5. Quesada et al., ASHS HortTechnology (2017) — Efficacy of horticultural oil and insecticidal soap against scale insects (estudo mostrando mortalidade significativa em estágios jovens). ASHS

  6. Campos EVR et al., Neem Oil and Crop Protection: From Now to the Future — revisão sobre neem: mecanismos, potencial e limitações. PMC

terça-feira, 30 de setembro de 2025

Cuidados com Pragas de Plantas de Jardim na Primavera

 




A primavera é marcada por temperaturas amenas, aumento da luminosidade e maior disponibilidade de água, criando condições ideais para o crescimento das plantas e também para a proliferação de pragas. Em jardins ornamentais, hortas domésticas e pomares urbanos, os pulgões, cochonilhas, mosca-branca, lagartas e ácaros são os principais insetos que se multiplicam rapidamente nesta estação.

O manejo agroecológico busca reduzir o uso de agrotóxicos sintéticos, privilegiando práticas de prevenção, diversificação e controle biológico, que mantêm o equilíbrio do agroecossistema e preservam inimigos naturais como joaninhas, crisopídeos, vespas parasitoides e fungos entomopatogênicos.


Principais Estratégias de Controle Agroecológico

  1. Prevenção e monitoramento

    • Vistorias semanais para identificar sintomas iniciais (manchas, folhas enroladas, presença de insetos).

    • Diversificação de espécies no jardim para reduzir a propagação de pragas.

    • Rotação e consórcio de hortaliças e flores repelentes (tagetes, manjericão, alecrim).

  2. Práticas culturais

    • Irrigação equilibrada para evitar excesso de umidade que favorece fungos.

    • Adubação orgânica equilibrada (evitar excesso de nitrogênio, que atrai pulgões e mosca-branca).

    • Retirada manual de folhas infestadas ou ramos comprometidos.

  3. Controle biológico e biopreparados

    • Uso de caldas naturais (ex.: calda de fumo, extrato de alho, calda bordalesa, sabão de potássio).

    • Aplicação de óleo de neem ou óleo mineral leve em pragas sugadoras.

    • Liberação de inimigos naturais em cultivos protegidos (joaninhas contra pulgões, Trichogramma contra lagartas).




📊 Tabela de Pragas, Sintomas e Controle Agroecológico

🐞 Praga🌱 Plantas Afetadas🔎 Sintomas Principais🌿 Manejo Agroecológico
Pulgões (Aphididae)Roseiras, hibiscos, hortaliças folhosasFolhas enroladas, brotos deformados, presença de melada
- Pulverizar solução de sabão de potássio
- Introduzir joaninhas (Coccinellidae)
- Plantar tagetes e manjericão como repelentes
Cochonilhas (Coccoidea)Citros, palmeiras, plantas ornamentaisPontos esbranquiçados/castanhos nos caules e folhas, seiva sugada
- Aplicar óleo de neem ou óleo mineral
- Escovação manual em ramos infestados
- Favorecer presença de crisopídeos
Mosca-branca (Bemisia tabaci)Hortaliças (tomate, couve), flores ornamentaisAmarelecimento das folhas, secreção de melada, fumagina
- Armadilhas adesivas amarelas
- Óleo de neem
- Plantio de crotalária e tagetes para atração de inimigos naturais
Lagartas (Lepidoptera)Hortaliças, frutíferas jovens, floresPerfurações em folhas, desfolha intensa
- Coleta manual em hortas pequenas
- Aplicar Bacillus thuringiensis (Bt)
- Manter diversidade de plantas atrativas a vespas parasitoides
Ácaros (Tetranychus spp.)Roseiras, morangueiros, ornamentaisPontuações amareladas, folhas secando, teias finas
- Pulverização com enxofre molhável
- Uso de extrato de alho ou calda de fumo
- Incentivo a ácaros predadores (Phytoseiulus persimilis)

  • Frequência de monitoramento: semanal em setembro/outubro; duas vezes por semana em novembro.

  • Rotação de biopreparados: alternar extratos vegetais (alho, nim, pimenta) com produtos biológicos (Bt, óleo mineral) para maior eficácia.

  • Integração com práticas culturais: adubação orgânica equilibrada, irrigação controlada e diversificação de espécies.

  • Segurança: usar luvas e máscaras ao manipular caldas e soluções; armazenar longe de crianças e animais.




📅 Manejo Agroecológico


🌱 Setembro – Despertar do Jardim

Monitoramento:

  • Vistoria semanal em roseiras, citros, hortaliças e ornamentais.

  • Atenção a pulgões e cochonilhas em brotações novas.

Ações agroecológicas:

  • Pulverizar óleo de neem (a cada 15 dias).

  • Aplicar sabão de potássio em folhas infestadas.

  • Plantio de tagetes e manjericão como repelentes.

  • Retirada manual de folhas atacadas.


🌸 Outubro – Crescimento Ativo

Monitoramento:

  • Vistoria semanal em hortaliças de verão (tomate, pimentão, couve).

  • Observar mosca-branca, ácaros e sinais de fumagina.

Ações agroecológicas:

  • Instalar armadilhas adesivas amarelas contra mosca-branca.

  • Pulverizar extrato de alho + pimenta (repelente).

  • Aplicar enxofre molhável contra ácaros.

  • Uso de Bacillus thuringiensis (Bt) contra lagartas.

  • Incentivar inimigos naturais (joaninhas, crisopídeos).


🌻 Novembro – Consolidação e Frutificação

Monitoramento:

  • Vistoria 2 vezes por semana (maior calor e umidade).

  • Atenção a lagartas e ácaros em ornamentais e hortaliças.

  • Observar frutíferas (maracujá, goiabeira, citros).

Ações agroecológicas:

  • Aplicar Bt em caso de lagartas.

  • Pulverizar calda de fumo ou extrato de nim em sugadores.

  • Aplicar óleo mineral leve em citros contra cochonilhas.

  • Plantar flores atrativas a inimigos naturais (crotalária, girassol).

  • Reduzir irrigação excessiva para prevenir fungos.


✅ Dicas Gerais

  • Realizar pulverizações no início da manhã ou final da tarde.

  • Alternar biopreparados para evitar resistência das pragas.

  • Priorizar prevenção: plantas bem nutridas resistem melhor.

  • Registrar observações em caderno ou planilha de campo.

quinta-feira, 25 de junho de 2020

Plantas vizinhas ou companheiras

         As plantas vizinhas ou companheiras são aquelas que interagem beneficamente ao serem plantadas na vizinhança uma da outra.  O efeito que causa a “boa vizinhança” por uma planta sobre outra é chamado de Alelopatia ou efeito alelopático.

         O efeito alelopático é causado direta ou indiretamente por espécies vegetais sobre outras ou sobre si,  para liberação no meio, de substâncias químicas que tem função de autodefesa, provocam inibição de germinação ou retardamento de desenvolvimento de outras plantas.

          Algumas ervas plantadas juntas, confundem os olfatos de insetos e outras pragas e com isso diminuem o ataque e as infestações. Algumas plantas eliminam ácidos pelo seu sistema radicular, os quais inibem a multiplicação de outras plantas consideradas ervas daninhas.



 Vejamos alguns arranjos de plantas que podem ser plantadas juntas (vizinhas):

1.Cravo-de-defunto: Planta-se dentro das culturas para controle dos nematóides, pode ser plantado em hortas e jardins;
2.Girassol: em função de suas flores muito atraentes, atrai insetos polinizadores que atuam como predadores de outros que se encontram no local;
3.Gerânio: O Gerânio plantado na horta afasta os insetos;
4.Hortelã: plantada nas bordaduras dos canteiros impede o ataque de formigas;
5.Alho:  pode ser plantado junto a beterraba, pepino e morangueiro;
6.Tomateiro: Malmequer, Menta, Manjericão;
7.Erva cidreira: pode ser plantada junto ao tomateiro, menta, aspargo.



quinta-feira, 22 de abril de 2010

Controle de Pragas de Jardim

CONTROLE DE FORMIGAS CORTADEIRAS



As formigas cortadeiras causam sérios danos às plantas, que vão desde o simples desfolhamento à interrupção do crescimento normal (ao serem cortadas as gemas apicais) como a morte.
Danos: 1 formigueiro pode recolher até 1.000kg de folha e talos por ano; 1 formigueiro de 1 m² pode matar cerca de 30 árvores/ano.

Predadores de formigas: Aves em geral atacam rainhas novas no ar ou na terra quando estão cavando ninho. 1 tamanduá mantém livre de formigas, uma área de 5 a 10 hectare.

Prevenção: Proteção física de árvores e mudas: cones invertidos de lata, plástico, folha metálica. É preciso impedir que as formigas cheguem às folhas.

Plantas repelentes ou tóxicas: hortelã, batata-doce, salsa, cenoura, mamona e gergelim são repelentes naturais: plantam-se em volta de áreas de cultivo.

Alguns repelentes naturais: casca de ovo moída, carvão vegetal moído e farinha de osso. Colocar numa faixa contínua em volta do local a ser protegido para afastar as cortadeiras.



Plantas atraentes: girassol, mamona, mandioca, cana-de-açúcar e o gergelim preto. Devemos manter estas plantas na área. Elas são mais atrativas do que as culturas.

Controle:
Compactação do solo: consiste em provocar o desabamento das panelas e danificar as formigas e seu ninho, mantendo-as sempre ocupadas fazendo seu ninho.

Químicos caseiros: várias substâncias químicas caseiras ou de fácil obtenção perturbam um formigueiro, como o sal, cinza, vinagre, cal e calcário. O sal e o vinagre não podem ser usados em terra de plantio, mas sim em calçadas, muros, estradas, pois inibirá o crescimento das plantas.

Aumento da biodiversidade: ou seja, do conjunto de espécies animais e vegetais em uma área (flores, fruto, culturas intercaladas ou em faixas, reflorestamento, marimbondos, aranhas, formigas não cortadeiras, pássaros, tatus, tamanduás, angolistas). Uma situação onde o ambiente é variado, nenhuma espécie se torna praga pois uma controla a outra mantendo um nível de infestação baixos.

Manejo do solo: as formigas para se instalar preferem áreas limpas, sem vegetação rasteira, o que facilita a construção e aquecimento das panelas. Ou seja, o solo sem cobertura e pouca matéria orgânica é o ideal para elas. Devemos sempre trabalhar com um solo cheio de vida e rico em matéria orgânica. A resistência das plantas às pragas (inclusive a formigas), melhora com o manejo orgânico do solo, devido ao equilíbrio que permite existir entre os seres que habitam o solo, a presença de nutrientes variados. O sistema de plantio direto ou mesmo de cultivo mínimo, com cobertura de solo, estão comprovadamente, diminuindo a quantidade de formigueiros.

Consorciação de plantas: as culturas mais atacadas devem ser plantadas consorciadas com culturas repelentes ou que afastam as cortadeiras.
Planejamento do plantio: planejar a rotação de culturas, espécies mais resistentes ao ataque, plantar culturas em suas épocas recomendadas e na densidade certa, sempre incluindo espécies de adubação verde e respeitar a sucessão de gramíneas e leguminosas.


Métodos físicos de controle das colônias: ação direta sobre o formigueiro
•Fogo: controla bem formigueiros pequenos.
•Água quente: funciona para formigueiros pequenos.
•Água corrente: é muito usada para controlar formigueiros grandes.Há necessidade de fazer um canal desviando água para o formigueiro quando possuímos água corrente próxima ou usar uma mangueira, deixando entrar água até encharcar. O formigueiro morrerá afogado ou doente.
•Fumaça de escapamento (gás carbônico): dirigir o escapamento de motores a óleo para as bocas principais (olheiros de entrada), através de mangueiras por alguns minutos. Isto pode provocar morte por asfixia ou intoxicação. Deve-se procurar tapar os olheiros por onde começa a sair fumaça e parar de colocá-la quando ela retornar pelo buraco por onde a colocamos. A fumaça é tóxica ao homem.
•Caça à rainha: se consegue controle de 100% quando se mata formigueiros com 4 meses após a revoada.

Métodos químicos de controle das colônias: usar água com sal e vinagre, podem controlar formigueiros médios.As seguintes receitas são mais eficientes:
• Pegar 2 kg de cal virgem, desmanchar em 10 litros de água quente e aplicar diretamente sobre os olheiros principais das formigas.
• Misturar 500 g de Bórax (ácido bórico) a 500 g de açúcar, misturar bem e jogar sobre os carreiros e olheiros.

Formicida Natural
Ingredientes: 50 litros de água10 kg de esterco fresco1 kg de melado ou açúcar mascavo
Misturar bem todos os produtos, depois deixar fermentar durante uma semana. Coar com um pano e aplicar dentro do formigueiro na proporção 1:10, ou seja, 1 litro de produto para cada 10 litros de água, até inundar o formigueiro.

Plantas tóxicas: algumas plantas têm substâncias tóxicas para as formigas ou seu fungo:
• Mandioca brava: a água de mandioca e a raspa podem ser aplicados diretamente nos formigueiros, controlando-os em poucos dias.Tampar e socar as colônias após a aplicação.
• Gergelim preto: é muito procuradas pelas cortadeiras, principalmente suas sementes que as formigas carregam. Funciona porque é tóxico para o fungo, mas não de modo imediato, assim como a maioria dos controles alternativos. O mais usado é o gergelim preto que é plantado em moitas ao redor das áreas ou dentro de áreas atacadas ou que devem ser protegidas. Este método deve ser usado como complemento dos outros. Semeadura deve ser feita no verão.
• Angico: usar 1 kg de folhas e colocar de molho em 10 litros de água por 8 dias. Aplicar 1 litro desta solução para cada m² de área do formigueiro.
•Outras plantas: capim fedegoso, pessegueiro bravo, mamona, timbó, batata-doce, podem ser utilizadas com inseticida amassando-se as mesmas e fazendo um suco que, misturado à água é aplicado.