sexta-feira, 26 de setembro de 2025

Agenda do jardineiro - Primavera

 Agenda de Jardinagem para a Primavera





A primavera é a estação de transição entre o inverno e o verão, marcada pelo aumento gradual da temperatura, maior intensidade luminosa e regularidade das chuvas em diversas regiões do Brasil. Esses fatores estimulam o crescimento vegetativo, a floração e a frutificação de muitas espécies ornamentais, hortícolas e frutíferas. Assim, o jardineiro deve ajustar suas práticas de manejo para potencializar o desenvolvimento das plantas e prevenir pragas e doenças.

1. Planejamento e Preparo do Solo

  • Capina e limpeza: Remover ervas espontâneas que competem por nutrientes e água.

  • Aeração: Revolver levemente o solo para melhorar a oxigenação das raízes.

  • Correção: Realizar análise de solo e aplicar calcário se necessário, observando a saturação por bases.

  • Adubação orgânica: Incorporar composto, esterco curtido ou húmus de minhoca para aumentar a fertilidade e a atividade biológica.

2. Plantio e Transplante

  • Espécies anuais de primavera-verão: Girassol (Helianthus annuus), zínia (Zinnia elegans), cosmos (Cosmos bipinnatus).

  • Hortaliças de clima quente: Tomate, pimentão, abóbora, pepino, quiabo, milho verde.

  • Frutíferas tropicais: Maracujá, mamoeiro, bananeira e citros, que se beneficiam da estação para crescimento vigoroso.

  • Transplante de mudas: Realizar em dias nublados ou no fim da tarde, minimizando estresse hídrico.

3. Poda e Condução

  • Plantas ornamentais: Podar roseiras para estimular brotação e floração.

  • Arbustos e cercas vivas: Realizar podas de formação e contenção.

  • Frutíferas: Podas leves em goiabeiras e videiras, retirando ramos secos ou malformados.

4. Irrigação

  • Frequência: Aumentar gradualmente a irrigação, ajustando de acordo com as chuvas da estação.

  • Método: Preferir irrigação localizada (gotejamento) para reduzir perdas por evaporação.

  • Evitar encharcamento: Fundamental para espécies ornamentais em vasos e canteiros.

5. Adubação de Cobertura

  • Nutrientes essenciais: Aplicar NPK equilibrado (por exemplo, 10-10-10) ou fórmulas específicas para flores e frutíferas.

  • Matéria orgânica: Renovar cobertura morta (mulching) com palha, casca de pinus ou folhas secas para conservar umidade e reduzir ervas invasoras.

6. Controle Fitossanitário

  • Pragas comuns na primavera: Pulgões, cochonilhas, lagartas e ácaros.

  • Manejo integrado: Monitoramento constante, uso de armadilhas adesivas e pulverizações preventivas com biofertilizantes (ex.: extrato de nim, calda de fumo ou óleo de neem).

  • Doenças: Evitar excesso de irrigação para reduzir incidência de fungos como oídio e míldio.

7. Manutenção Geral

  • Grama: Aumentar a frequência de cortes e adubar com N rico em ureia ou esterco curtido.

  • Vasos e jardineiras: Trocar substrato envelhecido, verificar drenagem e replantar se necessário.

  • Estruturas de apoio: Revisar tutores, treliças e sistemas de irrigação.

A primavera é um período estratégico para intensificar os cuidados com o jardim. O manejo correto do solo, a escolha de espécies adaptadas à estação, o controle fitossanitário preventivo e a adubação equilibrada são fatores determinantes para garantir vigor, floração abundante e colheitas saudáveis.


                 Agenda de jardinagem para a primavera - Tabela Prática


📅 Mês🌱 Tarefas Principais🔎 Observações Importantes
Set- Preparo do solo (capina, revolvimento, adubação orgânica)
- Plantio de flores anuais (girassol, zínia, cosmos)
- Hortaliças de verão (tomate, pimentão, pepino, quiabo, milho)
- Plantio de frutíferas (citros, mamoeiro, maracujá)
- Podas em roseiras e videiras
- Adubação inicial em gramados
- Fazer análise de solo antes de adubar
- Realizar podas em dias secos
- Monitorar pulgões e cochonilhas
Out- Transplante de mudas de hortaliças e flores
- Adubação de cobertura (NPK ou esterco curtido)
- Irrigação mais frequente
- Fertilização para floração (rico em P e K)
- Podas leves em frutíferas (goiabeira, jabuticabeira)
- Instalar tutores em mudas
- Cobertura morta (mulching)
- Preferir transplantes em dias nublados
- Evitar excesso de N em plantas floríferas
- Intensificar monitoramento de fungos (oídio, míldio)
Nov- Plantio de hortaliças de ciclo rápido (alface, rúcula, rabanete, cebolinha)
- Continuidade no plantio de flores anuais
- Reforço da adubação potássica para frutificação (cinzas, farinha de ossos, NPK 4-14-8)
- Podas de condução em arbustos e cercas vivas
- Irrigação mais regular
- Controle de pragas (armadilhas adesivas, bioinseticidas)
- Adubação e corte de manutenção em gramados
- Evitar encharcamento, principalmente em vasos
- Manter inspeção semanal de pragas
- Adaptar frequência de irrigação às altas temperaturas


segunda-feira, 26 de abril de 2021

Defensivos Agrícolas

Também conhecidos por agrotóxicos são substâncias ou misturas naturais ou sintéticas utilizadas para combater o efeito prejudicial ao cultivo das plantas, causadas por animais (pragas), fungos, bactérias, vírus e outras plantas. Enquadram-se em várias categorias: formicidas combatem formigas, cupinicidas combatem cupins, fungicidas combatem fungos, herbicidas combatem as ervas invasoras, dentre vários outros, como raticidas, bactericidas, nematicidas, etc.

As conseqüências da utilização dos agrotóxicos podem ser extremamente prejudiciais ao meio ambiente e à saúde das pessoas, principalmente quando se utilizam os defensivos químicos sintéticos:

A matéria orgânica e os microrganismos do solo podem ser destruídos;

Os produtos vegetais podem ficar contaminados;

Os trabalhadores estão sujeitos a sofrer intoxicações graves, que podem levar até a morte;

Imunização progressiva aos agrotóxicos, por parte dos seres vivos que se pretende eliminar, o que acaba por exigir o emprego de drogas mais fortes e em maiores quantidades.

“Tratada com veneno, a primeira atitude da natureza é entrar em luta com ele e tentar aumentar a capacidade de resistência das formas vivas atacadas. Persistindo em seus métodos tóxicos, o químico terá de inventar venenos cada vez mais fortes para competir com a resistência que a natureza ergue contra ele.Desse modo, cria-se um círculo vicioso, pois entram em conflito pragas de constituição mais vigorosa e venenos de poder mais alto; e quem há de garantir que, nessa luta sem fim, o homem não se deixe envolver e venha a ser subjugado? (A vida secreta das plantas, P. Tompkins e Christopher Bird)”.




domingo, 23 de agosto de 2020

Corda de viola (Pavonia cancellata)


Planta trepadeira e rastejante conhecida como Corda de viola, Corriola e Campainha. 

Ocorre naturalmente em terrenos baldios urbanos e nos campos nativos ou de plantios agrícolas e pastagens.

Apresenta um ciclo de 100 - 120 dias, ocorrendo preferencialmente em solos semi-arenosos. 

Extremamente ornamental pode compor pergolados, caramanchões, colunas e muros dando um colorido de singular beleza.

O substrato ideal para seu cultivo é permeável com predominância de textura arenosa, mas deve ter boa fertilidade e prorosidade.

Deve ser cultivada em pleno sol ou no mínimo 6 horas de sol diárias.

A rega deve ser a cada 3 dias depois do pegamento.

Sua reprodução é feita por sementes e sua dispersão natural pelos ventos e chuvas.







 

quinta-feira, 13 de agosto de 2020

Jardim de Interiores - Fatores importantes a observar para iniciar a implantação de um jardim interno

 

1.       Aquisição das plantas – observe o aspecto da muda como a sua robustez, constituição, folhagens abundantes, evitando aquelas que apresentam pontos amarelados e marrons no verso das folhas e botões florais.

2.       Escolha do vaso – o vaso deve se adequar à planta em arejamento e umidade. Prefira os de cerâmica – que exigem um pouco mais de rega, devido a grande porosidade e, os de cimento e fibra de vidro. Para plantas que necessitam de muita umidade utilize os de coxim (fibra de coco).


Os vasos de madeira e metal se deterioram com o tempo e podem alterar as condições do solo.


3.       Luz – observe as fontes de luz do ambiente e regularmente vire os vasos para que todos os lados recebam luminosidade. Plantas de verde mais intenso suportam melhor as baixas luminosidades e as de folhagens coloridas necessitam de mais luz.

4.       Água – a necessidade de rega depende de vários fatores como as condições do ambiente: dia quente e local com ar condicionado exigem um pouco mais de água enquanto que a mesma planta em um banheiro teria sua rega diminuída. Outros fatores influenciam a rega das plantas de interior como água clorada (deve ficar em descanso por um dia para poder aplicar), água morna é absorvida mais rapidamente, inverno/outono são épocas de descanso e exigem menos água, horário ideal para as regas são o final de tarde e pela manhã. Observe esses sinais: na falta d’água as pontas das folhas murcham e escurecem; no excesso de água as folhas inferiores dobram-se e murcham.

5.       Temperatura – Em uma casa, cada cômodo tem uma temperatura diferente, por isso deve-se colocar as plantas em local cuja temperatura lhe seja adequada. Plantas gostam de locais arejados, mas não de correntes de ar e frio súbito. Para ventilar, abra uma janela afastada.

6.       Umidade – muitas plantas necessitam além da rega de uma boa umidade do ar como as avencas,pois mesmo com uma boa rega se o ambiente estiver seco as pontas das folhas queimam e enrolam. Para melhorar as condições de umidade do ar pode-se pulverizar água nas folhas, reunir vários vasos em um mesmo local e colocar o vaso em bandejas com água e pedregulhos.

7.       Adubação – deve ser feita a cada 3 meses de modo equilibrado não adubando demais nem de menos. Podem-se usar adubos químicos ou orgânicos em bastões, tabletes, granulados, pós, líquidos e outros. Tenha cuidado ao aplicar adubos foliares, pois uma dosagem acima da recomendada pode causar queimaduras ou até a morte da planta.Em adubação de cobertura, revolva a terra da superfície.


8. Replantio – é necessário quando a planta se torna grande demais para o vaso. Para fazer o replantio deve-se molhar bem o solo do vaso algumas horas antes, para manter o torrão coeso e desgrudar as pontas das raízes das paredes do vaso. Após isso, vire o vaso de cabeça pra baixo, segurando a planta, bata levemente nas bordas e vá virando e batendo até o torrão se desprender. O vaso novo deve ficar imerso em água por algumas horas antes do replantio.    

domingo, 12 de julho de 2020

Hibiscus spp.

Cultivada e disseminada em regiões de climas subtropical e tropical. É originária da África mas seu ciltivo se estende pela Ásia e América do Sul e Central. Pertence a família das Malvaceas e ocorrem mais de 300 espécies. Tem crescimento arbustivo mas pode chegar a 4 ou 5 metros de altura. Destaque para suas folhas de colorido luminoso que deu origem ao nome popular de "Graxa". O colorido de suas flores encanta pela exuberância e diversidade. Sua polinização é feita pelas abelhas (cerca de 73%) e também por joaninhas, besouros e beija-flor. É utilizada em jardins, parques e arborização urbana como cerca-viva, maciços e isoladas. É utilizada com eficiência na arborização de calçadas devido ao seu baixo porte que não interfere na rede elétrica. Prefere solos bem drenados e profundos. Necessita de poda de formação e condução. É suscetível ao ataque de pulgões e cochonilhas. Muito difundida em todo planeta em função de seu uso ornamental e medicinal. #botanic #manualdojardineiro #jardins #plantasdejardins #jardinagem #paisagismo #freshairforeveryone #nature #alexandredocerrado

quinta-feira, 25 de junho de 2020

Plantas vizinhas ou companheiras

         As plantas vizinhas ou companheiras são aquelas que interagem beneficamente ao serem plantadas na vizinhança uma da outra.  O efeito que causa a “boa vizinhança” por uma planta sobre outra é chamado de Alelopatia ou efeito alelopático.

         O efeito alelopático é causado direta ou indiretamente por espécies vegetais sobre outras ou sobre si,  para liberação no meio, de substâncias químicas que tem função de autodefesa, provocam inibição de germinação ou retardamento de desenvolvimento de outras plantas.

          Algumas ervas plantadas juntas, confundem os olfatos de insetos e outras pragas e com isso diminuem o ataque e as infestações. Algumas plantas eliminam ácidos pelo seu sistema radicular, os quais inibem a multiplicação de outras plantas consideradas ervas daninhas.



 Vejamos alguns arranjos de plantas que podem ser plantadas juntas (vizinhas):

1.Cravo-de-defunto: Planta-se dentro das culturas para controle dos nematóides, pode ser plantado em hortas e jardins;
2.Girassol: em função de suas flores muito atraentes, atrai insetos polinizadores que atuam como predadores de outros que se encontram no local;
3.Gerânio: O Gerânio plantado na horta afasta os insetos;
4.Hortelã: plantada nas bordaduras dos canteiros impede o ataque de formigas;
5.Alho:  pode ser plantado junto a beterraba, pepino e morangueiro;
6.Tomateiro: Malmequer, Menta, Manjericão;
7.Erva cidreira: pode ser plantada junto ao tomateiro, menta, aspargo.



quarta-feira, 26 de fevereiro de 2020

Técnicas de Jardinagem - Plantio


Plantio direto no jardim:
 Abrir covas de acordo com o sistema radicular da planta. Após a abertura da cova, jogue bastante água e note como é o sistema de drenagem do solo para planejar as futuras regas. Encha a cova com  o substrato indicado para cada planta com uma mistura de composto orgânico, fertilizante e terra. Acrescente a planta de forma que o topo da cova esteja no nível da superfície dela. Aperte a terra e regue bastante para firmar o solo em torno das raízes. Se necessário, acrescente um pouco mais de terra adubada ao redor das raízes. 
Plantio no vaso: 
Colocar uma camada de argila expandida ou pedriscos no fundo do vaso e depois preencher com o substrato indicado. Ao acrescentar o substrato nas laterais, coloque a muda observando se a superfície da planta está na mesma altura da boca do vaso. Acrescente mais terra e regue bastante. Se ela baixar, jogue mais terra até nivelá-la com o vaso. Mantenha uma proporção agradável entre o vaso e a planta. Vasos bojudos, de 50 x 50 cm, são bons para o desenvolvimento de plantas como a licuala. Vasos compridos e estreitos, de 1 x 0,40 m, ficam bem com plantas baixas e volumosas, como o pacová. Vasos esféricos e de boca estreita exigem plantas de tronco único e forma escultórica, como bambu-mossô. Os pequenos, de 40 x 40 cm, combinam com plantas menores, como antúrio e lírio-da-paz. Floreiras criam visuais lineares e delimitam espaços, funcionando como guarda-corpo. Opte por moreias e mini-ixoras nesses modelos. Já as bacias são utilizadas com plantas baixas, ervas, temperos e forrações. Para obter um solo bem drenado, misture duas partes de areia para uma parte de terra.