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quinta-feira, 13 de agosto de 2020

Jardim de Interiores - Fatores importantes a observar para iniciar a implantação de um jardim interno

 

1.       Aquisição das plantas – observe o aspecto da muda como a sua robustez, constituição, folhagens abundantes, evitando aquelas que apresentam pontos amarelados e marrons no verso das folhas e botões florais.

2.       Escolha do vaso – o vaso deve se adequar à planta em arejamento e umidade. Prefira os de cerâmica – que exigem um pouco mais de rega, devido a grande porosidade e, os de cimento e fibra de vidro. Para plantas que necessitam de muita umidade utilize os de coxim (fibra de coco).


Os vasos de madeira e metal se deterioram com o tempo e podem alterar as condições do solo.


3.       Luz – observe as fontes de luz do ambiente e regularmente vire os vasos para que todos os lados recebam luminosidade. Plantas de verde mais intenso suportam melhor as baixas luminosidades e as de folhagens coloridas necessitam de mais luz.

4.       Água – a necessidade de rega depende de vários fatores como as condições do ambiente: dia quente e local com ar condicionado exigem um pouco mais de água enquanto que a mesma planta em um banheiro teria sua rega diminuída. Outros fatores influenciam a rega das plantas de interior como água clorada (deve ficar em descanso por um dia para poder aplicar), água morna é absorvida mais rapidamente, inverno/outono são épocas de descanso e exigem menos água, horário ideal para as regas são o final de tarde e pela manhã. Observe esses sinais: na falta d’água as pontas das folhas murcham e escurecem; no excesso de água as folhas inferiores dobram-se e murcham.

5.       Temperatura – Em uma casa, cada cômodo tem uma temperatura diferente, por isso deve-se colocar as plantas em local cuja temperatura lhe seja adequada. Plantas gostam de locais arejados, mas não de correntes de ar e frio súbito. Para ventilar, abra uma janela afastada.

6.       Umidade – muitas plantas necessitam além da rega de uma boa umidade do ar como as avencas,pois mesmo com uma boa rega se o ambiente estiver seco as pontas das folhas queimam e enrolam. Para melhorar as condições de umidade do ar pode-se pulverizar água nas folhas, reunir vários vasos em um mesmo local e colocar o vaso em bandejas com água e pedregulhos.

7.       Adubação – deve ser feita a cada 3 meses de modo equilibrado não adubando demais nem de menos. Podem-se usar adubos químicos ou orgânicos em bastões, tabletes, granulados, pós, líquidos e outros. Tenha cuidado ao aplicar adubos foliares, pois uma dosagem acima da recomendada pode causar queimaduras ou até a morte da planta.Em adubação de cobertura, revolva a terra da superfície.


8. Replantio – é necessário quando a planta se torna grande demais para o vaso. Para fazer o replantio deve-se molhar bem o solo do vaso algumas horas antes, para manter o torrão coeso e desgrudar as pontas das raízes das paredes do vaso. Após isso, vire o vaso de cabeça pra baixo, segurando a planta, bata levemente nas bordas e vá virando e batendo até o torrão se desprender. O vaso novo deve ficar imerso em água por algumas horas antes do replantio.    

terça-feira, 28 de janeiro de 2020

Compostagem e Projeto de composteira


Compostagem
A compostagem é a forma de se produzir o melhor adubo orgânico para as plantas. Sua riqueza de nutrientes vai depender diretamente do material que entrará em processo de compostagem. Existem várias formas de se produzir um composto orgânico, a céu aberto ou em composteiras fechadas; com o uso de restos vegetais e animais, ou só de vegetais ou só de urinas e estercos, e vários outras, incluindo-se aí até a presença de adubos químicos para enriquecer o composto.
1. Matéria Orgânica
§  Vegetal – restos de folhas, caules, flores e frutos;
§  Animal – estercos e urinas.
*Quanto mais picado for o material, mais rápido acontecerá o processo de compostagem.

2. Elementos Necessários para Compostagem
§  Matéria Orgânica
§  Oxigênio
§  Temperatura
§  Umidade

A Composteira
Abaixo relacionamos o material necessário para a produção de uma composteira mista, construída em madeira  com base de alvenaria e ferramentas e equipamentos necessários para os trabalhos de
manejo e manutenção da composteira.

Material e Ferramentas
20 ripas de madeira 1,10m X 0,10m X 0,02m
04 caibros de madeira 1,5m cada
80 pregos
200 tijolinhos
05 tábuas 1,10m X 0,20m X 0,03m
15 kg de cimento
¼ de areia de construção
01 tonel de 200 l
1,5 tela plástica (malha de 5cm)
01 picador de resíduos orgânicos
01 forcado
01 pá
01 enxada
01 carrinho de mão
01 mangueira 50m
01 peneira de aço (malha de 1,5cm)
01 rastelo
01 vassoura de aço

 

A palhada do chão de lavouras permanentes e o esterco de animais que pastam nessas áreas são excelentes componentes para uma boa compostagem


Manejo da Composteira

 O manejo consiste na observação e cuidados com o processo de fermentação do composto. Periodicamente deve ser observados a umidade, temperatura e fazer reviramento do composto para que haja homogeneidade na fermentação. A composteira deve ser protegida da chuva e do sol.
O composto estará pronto, quando não estiver mais perdendo água e liberando o calor da fermentação (mede-se com uma barra de ferro enfiada por dez minutos no composto a liberação de calor).

segunda-feira, 27 de janeiro de 2020


Aplicação de Adubos

  Adubos                 Distribuição                        ______________________________________________________________
        Sólidos                                                                    A lanço
                                                                                                      Em profundidade
                                                                                                      Em cobertura
             
                                                                                          Localizada
                                                                                                        No sulco
                                                                                                        Em profundidade
                                                                                          No subsolo
                                                                                                        Em cova
                                                                                                        Em faixa
                                                                                                        Em furos

     Líquidos                                                                                      Direta no solo
                                                                                                         Na água de irrigação
                                                                                                         Na folha
                                                                                                         No tronco

     Gasosos                                                                                      Direta no solo
                                                                                                         Na água de irrigação



A adubação em excesso, carência ou forma incorreta de aplicação pode prejudicar o desenvolvimento das plantas, portanto é muito importante observar as dosagens recomendadas e o modo de aplicação adequado ao produto que for utilizado, que geralmente têm a indicação na bula dos produtos comerciais.

sexta-feira, 17 de janeiro de 2020

Compostagem


Compostagem

A compostagem é a forma de se produzir o melhor adubo orgânico para as plantas. Sua riqueza de nutrientes vai depender diretamente do material que entrará em processo de compostagem. Existem várias formas de se produzir um composto orgânico, a céu aberto ou em composteiras fechadas; com o uso de restos vegetais e animais, ou só de vegetais ou só de urinas e estercos, e vários outras, incluindo-se aí até a presença de adubos químicos para enriquecer o composto.

1. Matéria Orgânica
§  Vegetal – restos de folhas, caules, flores e frutos;
§  Animal – estercos e urinas.
*Quanto mais picado for o material, mais rápido acontecerá o processo de compostagem.

2. Elementos Necessários para Compostagem
§  Matéria Orgânica
§  Oxigênio
§  Temperatura
§  Umidade

A Composteira
Abaixo relacionamos o material necessário para a produção de uma composteira mista, construída em madeira  com base de alvenaria e ferramentas e equipamentos necessários para os trabalhos de
manejo e manutenção da composteira.

A.      Material e Ferramentas
20 ripas de madeira 1,10m X 0,10m X 0,02m
04 caibros de madeira 1,5m cada
80 pregos
200 tijolinhos
05 tábuas 1,10m X 0,20m X 0,03m
15 kg de cimento
¼ de areia de construção
01 tonel de 200 l
1,5 tela plástica (malha de 5cm)
01 picador de resíduos orgânicos
01 forcado
01 pá
01 enxada
01 carrinho de mão
01 mangueira 50m
01 peneira de aço (malha de 1,5cm)
01 rastelo
01 vassoura de aço

B.  Manejo
O manejo consiste na observação e cuidados com o processo de fermentação do composto. Periodicamente deve ser observados a umidade, temperatura e fazer reviramento do composto para que haja homogeneidade na fermentação. A composteira deve ser protegida da chuva e do sol.
O composto estará pronto, quando não estiver mais perdendo água e liberando o calor da fermentação (mede-se com uma barra de ferro enfiada por dez minutos no composto a liberação de calor).

Adubação orgânica




A adubação orgânica é feita através de um conjunto de observações e atividades, que vão desde o equilíbrio de frações do solo até o fornecimento de um número maior de macro e micronutrientes para as plantas.
A parte física pode ser beneficiada pela agregação e desagregação promovidas nos solos arenosos e argilosos pela porção húmus. As partes químicas e biológicas são extremamente ativadas pela incorporação de matéria orgânica.
§  Estercos – podem ser utilizados de bovinos, suínos e aves dentre outros. As dosagens variam conforme a origem do esterco (Bovinos de 10 a 20 litros/m²; aves de 5 a 6 litros/m²);
§  Composto Orgânico – utiliza-se de restos vegetais (restos de plantas: talos, cascas, folhas, bagaços, etc.; restos de cozinhas desengordurados: pó de café, chá, etc.) e animais (estercos, resíduos de frigoríficos: carnes e sangue, ossos moídos, casca de ovos); sua composição é muito variada o que o torna muito rico em macro e micronutrientes, é um adubo quase que completo.    1 m³ pode produzir até 700 kg de composto.

Adubos Orgânicos


Adubos Orgânicos

Adubo
Composição química
Torta de mamona 
4 a 6 % de N, 1,5 a 2 % de P2O5, 1 a 2% de K2O, 0,3 a 0,5 % de Ca, 0,50 % de Mg, 0,04 % de S, o,o1 % de B, 0,04 % de Mn, 0,05 % de Zn, 41 a 70 % de matéria orgânica
Farinha de Sangue 
8 a 14 % de N, 1,5 a 30 % de P2O5, 0,5 a 0,8 % de K2O
Esterco de Curral seco 
0,3 a 2,0 % de N, 0,17 a 0,5 % de P2O5, 0,1 % de K, 3 a 15 % de matéria orgânica
Farinha de Ossos
2 a 5 % de N, 22 a 30 % de P2O5
Esterco de Galinha 
 2% de N, 2 % de P2O5, 1%o de K2O
Composto Orgânico

1 a 2% de N, o,4 a 0,6 % de P, 0,3 a 0,7 % de K, 0,3 a 0,6% de Ca, 0,1 a 0,2 % de Mg, 0,5 a  0,8 % de S,  35 ppm de B, 200 ppm de Cu, 5400 ppm de Fe, 1200 ppm de Mn, 102 ppm de Zn


Adubos


Tabela de Adubos Químicos

Adubo
Composição química
Sulfato de amônio 
20 a 21 % de N, 0,5 % de Cl, 0,3 % de Cu, 0,1 % de Zn
Cloreto de Amônio 
26 % de N
Nitrato de Amônio 
33,5 % de N, 0,01 % de Zn
Nitrocálcio Concentrado 
27 % de N, 4 a 5 % de CaO, 2 a 3 % de MgO, 0,4 % de Cl
Salitre do Chile 
16 % de N, 0,01 % de B, 0,4 % de Cl, 0,07 % de Cu
Nitrato de Potássio 
14 % de N, 46 % de K2O, 0,10 % de B, 1,1 % de Cl
Uréia
 45 % de N
Superfosfato simples 
18 % de P2O5, 28 % de CaO, 8 % de S, 0,3 % de Cl, 0,01 % de Zn
Superfosfato Triplo 
44 % de P2O5, 20 % de CaO, 1 % de S, 0,01 % de B, 0,01 % de Cu, 0,01 % de Mn
Nitrofosfato
18 % de P2O5, 18 % de N, 12 % de CaO
Fosfato Bicálcico 
40 % de P2O5, 30 % de CaO
Cloreto de Potássio
50 % de K, 0,03 % de B, 47 % de Cl
Sulfato de Potássio 
42 % de K, 0,0002 % de B, 2,1 % de Cl, 0,01 % de Cu
Nitrato de Potássio 
8 a 11 % de K
Sulfato de Magnésio 
16 % de MgO, 13 a 14 % de S
Fosfato de Amônio e Magnésio 
24 % de MgO, 43 % de P2O5
Sulfato de Potássio e Magnésio 
18 % de MgO, 22 % de S, 22 % de K2O, 1,5 % de Cl
Ácido Sulfúrico 
31 % de S
Gesso
28 a 30 % de CaO, 15 a 16 % de S
Sulfato de Magnésio 
16 a 17 % de MgO, 12 a 13 % de S
Bórax
11% de B
Ácido Bórico
17% de B
Óxido Cúprico
75%de Cu
Óxido Ferroso
77% de Fe
Óxido Manganoso
63% de Mn
Óxido de Zinco 
60 a 78 % de Zn

Nutrição das plantas - Os micronutrientes


Os micronutrientes

Ferro (Fe)  - Tem funções na formação da clorofila e sua carência causa amarelecimento de folhas novas, aparecimento de áreas de tecidos mortos nas folhas e elevada produção de pigmentos amarelos e vermelhos.
Manganês (Mn)  - Suas funções estão de certa forma associadas às do ferro. Sua carência causa folhas novas amarelecidas, as nervuras permanecem verdes com tecidos mortos nas folhas. Seu excesso causa inibição da absorção de outros nutrientes e sinais de toxidade.

Cobre (Cu)  -  Elemento que interfere nos processos de química do solo beneficiando a absorção de nutrientes. Nos solos com “húmus” há deficiência deste elemento.

Zinco (Zn)  -  Participa do desenvolvimento da formação da clorofila na planta e favorece a produção de hormônios vegetais. Atua em associação com o cobre.
Boro (B)  - Microelemento importante para muitas plantas da horta, sua carência provoca podridão do colo na couve-flor e no repolho.
Molibdênio (Mo)  - Sua função está ligada ao processo de fixação do nitrogênio no solo, estimula o crescimento dos vegetais.
Cobalto (Co) - Sua carência causa baixo desenvolvimento vegetativo à planta.
Cloro (Cl)  - Micronutriente muito utilizado pelas plantas em grandes quantidades. Presente em formulações de adubos e água da chuva, por isso raramente as plantas sofrem carência de cloro.

A nutrição das plantas - Macronutrientes



A nutrição das plantas
O jardineiro deve conhecer quais os mais importantes nutrientes das plantas para poder planejar uma boa nutrição das plantas através das mais diversificadas formas de adubação. Apresentamos a seguir os principais nutrientes minerais das plantas com informações sobre seu fornecimento, carência e excesso.

§  Os principais nutrientes - Macronutrientes

Nitrogênio (N) – Um dos mais importantes nutrientes essenciais para a planta, excelente para o desenvolvimento foliar. Sua carência ocasiona plantas pouco desenvolvidas, folhas amareladas, redução do perfilhamento e dormência de gemas laterais. Não havendo carência as plantas se desenvolvem satisfatoriamente. O excesso de nitrogênio por sua vez, ocasiona acamamento, atraso na maturação, excessivo crescimento vegetativo, tecidos tenros e alta suscetibilidade a pragas e doenças.

Fósforo (P)  - Elemento essencial na nutrição das plantas, muito importante no desenvolvimento de flores e frutos. Sua carência faz com que a planta tenha pouca ramificação, dormência de gemas laterais, tecidos aquosos e pouco resistentes, folhas arroxeadas, tombamentos e raízes pouco desenvolvidas. O excesso de fósforo causa o aparecimento de muitos nós, duros e quebradiços, no caule e ramos.

Potássio (K)  - Nutriente essencial responsável pelo desenvolvimento do sistema radicular e pela resistência a pragas e doenças nas plantas. Sua carência causa mau desenvolvimento das raízes e alteração na coloração das folhas mais baixas. Seu excesso causa deficiência induzida de magnésio (Mg).
Cálcio (Ca)  - É um elemento de muita importância na nutrição das plantas, é encontrado na maioria dos tecidos celulares dos vegetais, sendo um dos componentes do protoplasma e das paredes celulares. Sua carência causa murchamento e morte das gemas terminais, gemas laterais dormentes e pequena frutificação ou produção de frutos anormais.
Magnésio (Mg)  - Elemento constituinte da clorofila, daí sua grande importância, pois sem a sua presença não se formará a clorofila.
Enxofre (S)  - Elemento de grande importância para o desenvolvimento de microrganismos úteis ao solo, tem participação na formação da clorofila - apesar de não fazer parte de sua constituição.

Adubação





Produção de biofertilizante. Comunidade da Madalena, Boa Nova, BA. 2019





Adubações
Fertilizantes ou adubos são todas as substâncias minerais ou orgânicas, naturais ou sintéticas, que forneçam um ou mais elementos que sejam nutrientes das plantas.
A adubação no jardim pode ser química, biológica ou integrando as duas. Importante observar as características físicas, químicas e biológicas do solo antes de se planejar a adubação, pois será essa observação que dará subsídios para a escolha do adubo. A análise do solo pode ser necessária quando o jardim possui áreas de grandes dimensões ou com características físicas diversas. As análises de solo podem ser do tipo física (Granulométrica: investiga o tamanho e a agregação das partículas e teor de matéria orgânica do solo) e química (Mineralógica: avalia quantidades e qualidades de minerais).
A análise de solo indica a presença e quantidade de minerais, teor de matéria orgânica e as condições (propriedades) físicas do solo.
Fertilizantes minerais são substâncias sólidas, fluídas ou gasosas contendo um ou mais elementos fertilizantes (N, P, K, Ca, Mg, S) sob forma inorgânica disponível mais rapidamente para as plantas.
A adubação química é feita baseada nas informações da análise e na necessidade de nutrientes das plantas.
A prática da adubação consiste em repor os nutrientes retirados do solo pelas plantas e pela chuva. Um jardim bem adubado cresce mais rápido e sem pragas. Isso vale para espécies cultivadas em jardins e também para aquelas plantadas em vasos, jardineiras ou canteiros internos. 
Os adubos são divididos em dois grupos: orgânicos e inorgânicos. Os orgânicos são aqueles provenientes de matéria vegetal ou animal, como o húmus de minhoca e a farinha de osso. Eles têm maior permanência no solo, embora sejam absorvidos mais lentamente. Já os inorgânicos, chamados de NPK, são obtidos a partir da extração mineral e contêm em suas fórmulas maior quantidade de nitrogênio (N), fósforo (P) e potássio (K). A concentração dos adubos inorgânicos é mais forte, por isso eles são absorvidos mais rapidamente.