quarta-feira, 1 de outubro de 2025

Montar vasos para Polinizadores

 

Como Fazer e Usar “Pollinator Pots” (Vasos para Polinizadores)



🌸 O que são Pollinator Pots?

“Pollinator pots” são vasos ou jardineiras preparados especialmente com plantas que atraem e sustentam polinizadores — como abelhas nativas, borboletas, beija-flores e até morcegos nectarívoros. Eles oferecem néctar, pólen e abrigo, contribuindo diretamente para a conservação da biodiversidade, mesmo em pequenos espaços como varandas, quintais e jardins urbanos.


🚀 Passo a Passo para Montar um Pollinator Pot



🪴 1. Escolha do Vaso

  • Pode ser de cerâmica, barro, cimento ou plástico reciclado.

  • Tamanho mínimo recomendado: 30 a 40 cm de diâmetro e profundidade de pelo menos 25 cm, para que as raízes tenham espaço.

  • Garanta furos no fundo para drenagem.

🌱 2. Preparação do Substrato

  • Mistura rica e bem drenada:

    • 40% terra vegetal

    • 30% composto orgânico (húmus ou composto caseiro)

    • 20% areia grossa ou perlita para drenagem

    • 10% pó de rocha, cinza ou biochar (opcional, para remineralização)

🌼 3. Escolha das Plantas 

  • Opte por plantas com floração contínua, preferencialmente nativas da sua região, que oferecem néctar e pólen.

  • Para abelhas:

    • Manjericão (Ocimum basilicum)

    • Alecrim (Salvia rosmarinus)

    • Alfazema (Lavandula dentata)

    • Malvavisco (Malvaviscus arboreus)

    • Capuchinha (Tropaeolum majus)



  • Para borboletas:

    • Verbena (Verbena rigida)

    • Lantana (Lantana camara) — atenção ao controle, é invasora em alguns biomas

    • Asclepias (Asclepias curassavica) — essencial para borboletas como a monarca

  • Para beija-flores:

    • Hibisco (Hibiscus rosa-sinensis)

    • Russélia (Russelia equisetiformis)

    • Sálvia-vermelha (Salvia splendens)



  • Plantas aromáticas e hortaliças também atraem: coentro, cebolinha, salsinha, hortelã.

🌿 4. Montagem do Vaso

  1. Coloque uma camada de pedras ou cacos no fundo para drenagem.

  2. Adicione o substrato preparado.

  3. Distribua as mudas conforme o porte (maiores no centro, menores nas bordas).

  4. Complete com cobertura morta (palha, folhas secas, serragem) para proteger o solo.


🐝 Cuidados e Manejo dos Pollinator Pots

  • Regas: Frequentes, mantendo o solo úmido, mas nunca encharcado.

  • Poda: Remova flores secas para estimular nova floração.

  • Adubação: A cada 30-45 dias, aplique adubo orgânico (chorume de compostagem, húmus, bokashi).

  • Evite: Agrotóxicos, inseticidas e defensivos químicos que prejudicam os polinizadores.


  Dicas Extras para Maximizar os Benefícios

  • Combine vários vasos, criando um mini jardim para polinizadores.

  • Inclua uma pequena fonte ou pratinho com água e pedrinhas, para que abelhas e borboletas possam beber.

  • Se possível, ofereça também locais de abrigo — como pequenos hotéis para abelhas solitárias (feitos com bambus, troncos perfurados ou blocos de barro).



Cuidados Essenciais para Prevenir o Mosquito da Dengue nos Jardins de Polinizadores (Pollinator Pots)

1. Evitar Acúmulo de Água Parada

  • Drenagem eficiente: Certifique-se de que os vasos, floreiras e potes tenham furos de drenagem adequados.

  • Use uma camada de drenagem (pedrisco, cacos de telha, argila expandida) no fundo dos vasos.

  • Não permita que pratinhos acumulem água. Se forem necessários, encha-os com areia grossa até a borda, que impede o desenvolvimento das larvas do mosquito.

2. Cuidado com Elementos Decorativos e Bebedouros para Polinizadores

  • Se instalar bebedouros para abelhas e borboletas, utilize materiais que permitam renovar a água diariamente.

  • Prefira sistemas com esponjas, pedrinhas ou gravetos, pois além de ajudar os polinizadores a pousar, esses elementos também impedem que o mosquito deposite ovos.

  • Evite pratos fundos, fontes ou recipientes que fiquem sem manutenção diária.

3. Escolha de Plantas

  • As plantas para polinizadores não oferecem risco direto, mas evite aquelas que naturalmente acumulam água em folhas ou estruturas, como:

    • Bromélias de tanque (que acumulam água no centro).

  • Dê preferência a plantas como:

    • Lavanda, alecrim, manjericão, sálvia, girassol, lantana, cosmos, zínias, cravinas, margaridas, verbena, entre outras que atraem polinizadores e não acumulam água.



4. Manutenção Frequente

  • Faça inspeções semanais para:

    • Remover folhas secas que possam formar depósitos.

    • Verificar e limpar ralos, calhas e frestas ao redor dos jardins.

  • Se usar compostagem, tampe bem os recipientes.

5. Uso de Armadilhas Biológicas

  • Instale armadilhas simples para o mosquito da dengue, como as desenvolvidas por instituições públicas (Ex.: armadilha do projeto UFRJ/Fiocruz), que ajudam a monitorar e reduzir a população de Aedes aegypti.

  • Fontes confiáveis de construção de armadilhas:

6. Educação e Conscientização

  • Inclua placas informativas nos jardins indicando os cuidados adotados.

  • Envolver a comunidade na manutenção é uma excelente prática de educação ambiental.


🏡 Esquema Seguro de Pollinator Pots

  • 🌼 Vaso com boa drenagem

  • 🌱 Areia no pratinho (se houver)

  • 🐝 Bebedouro com pedrinhas e água trocada diariamente

  • 🚫 Inspeção semanal por acúmulo de água



terça-feira, 30 de setembro de 2025

Cuidados com Pragas de Plantas de Jardim na Primavera

 




A primavera é marcada por temperaturas amenas, aumento da luminosidade e maior disponibilidade de água, criando condições ideais para o crescimento das plantas e também para a proliferação de pragas. Em jardins ornamentais, hortas domésticas e pomares urbanos, os pulgões, cochonilhas, mosca-branca, lagartas e ácaros são os principais insetos que se multiplicam rapidamente nesta estação.

O manejo agroecológico busca reduzir o uso de agrotóxicos sintéticos, privilegiando práticas de prevenção, diversificação e controle biológico, que mantêm o equilíbrio do agroecossistema e preservam inimigos naturais como joaninhas, crisopídeos, vespas parasitoides e fungos entomopatogênicos.


Principais Estratégias de Controle Agroecológico

  1. Prevenção e monitoramento

    • Vistorias semanais para identificar sintomas iniciais (manchas, folhas enroladas, presença de insetos).

    • Diversificação de espécies no jardim para reduzir a propagação de pragas.

    • Rotação e consórcio de hortaliças e flores repelentes (tagetes, manjericão, alecrim).

  2. Práticas culturais

    • Irrigação equilibrada para evitar excesso de umidade que favorece fungos.

    • Adubação orgânica equilibrada (evitar excesso de nitrogênio, que atrai pulgões e mosca-branca).

    • Retirada manual de folhas infestadas ou ramos comprometidos.

  3. Controle biológico e biopreparados

    • Uso de caldas naturais (ex.: calda de fumo, extrato de alho, calda bordalesa, sabão de potássio).

    • Aplicação de óleo de neem ou óleo mineral leve em pragas sugadoras.

    • Liberação de inimigos naturais em cultivos protegidos (joaninhas contra pulgões, Trichogramma contra lagartas).




📊 Tabela de Pragas, Sintomas e Controle Agroecológico

🐞 Praga🌱 Plantas Afetadas🔎 Sintomas Principais🌿 Manejo Agroecológico
Pulgões (Aphididae)Roseiras, hibiscos, hortaliças folhosasFolhas enroladas, brotos deformados, presença de melada
- Pulverizar solução de sabão de potássio
- Introduzir joaninhas (Coccinellidae)
- Plantar tagetes e manjericão como repelentes
Cochonilhas (Coccoidea)Citros, palmeiras, plantas ornamentaisPontos esbranquiçados/castanhos nos caules e folhas, seiva sugada
- Aplicar óleo de neem ou óleo mineral
- Escovação manual em ramos infestados
- Favorecer presença de crisopídeos
Mosca-branca (Bemisia tabaci)Hortaliças (tomate, couve), flores ornamentaisAmarelecimento das folhas, secreção de melada, fumagina
- Armadilhas adesivas amarelas
- Óleo de neem
- Plantio de crotalária e tagetes para atração de inimigos naturais
Lagartas (Lepidoptera)Hortaliças, frutíferas jovens, floresPerfurações em folhas, desfolha intensa
- Coleta manual em hortas pequenas
- Aplicar Bacillus thuringiensis (Bt)
- Manter diversidade de plantas atrativas a vespas parasitoides
Ácaros (Tetranychus spp.)Roseiras, morangueiros, ornamentaisPontuações amareladas, folhas secando, teias finas
- Pulverização com enxofre molhável
- Uso de extrato de alho ou calda de fumo
- Incentivo a ácaros predadores (Phytoseiulus persimilis)

  • Frequência de monitoramento: semanal em setembro/outubro; duas vezes por semana em novembro.

  • Rotação de biopreparados: alternar extratos vegetais (alho, nim, pimenta) com produtos biológicos (Bt, óleo mineral) para maior eficácia.

  • Integração com práticas culturais: adubação orgânica equilibrada, irrigação controlada e diversificação de espécies.

  • Segurança: usar luvas e máscaras ao manipular caldas e soluções; armazenar longe de crianças e animais.




📅 Manejo Agroecológico


🌱 Setembro – Despertar do Jardim

Monitoramento:

  • Vistoria semanal em roseiras, citros, hortaliças e ornamentais.

  • Atenção a pulgões e cochonilhas em brotações novas.

Ações agroecológicas:

  • Pulverizar óleo de neem (a cada 15 dias).

  • Aplicar sabão de potássio em folhas infestadas.

  • Plantio de tagetes e manjericão como repelentes.

  • Retirada manual de folhas atacadas.


🌸 Outubro – Crescimento Ativo

Monitoramento:

  • Vistoria semanal em hortaliças de verão (tomate, pimentão, couve).

  • Observar mosca-branca, ácaros e sinais de fumagina.

Ações agroecológicas:

  • Instalar armadilhas adesivas amarelas contra mosca-branca.

  • Pulverizar extrato de alho + pimenta (repelente).

  • Aplicar enxofre molhável contra ácaros.

  • Uso de Bacillus thuringiensis (Bt) contra lagartas.

  • Incentivar inimigos naturais (joaninhas, crisopídeos).


🌻 Novembro – Consolidação e Frutificação

Monitoramento:

  • Vistoria 2 vezes por semana (maior calor e umidade).

  • Atenção a lagartas e ácaros em ornamentais e hortaliças.

  • Observar frutíferas (maracujá, goiabeira, citros).

Ações agroecológicas:

  • Aplicar Bt em caso de lagartas.

  • Pulverizar calda de fumo ou extrato de nim em sugadores.

  • Aplicar óleo mineral leve em citros contra cochonilhas.

  • Plantar flores atrativas a inimigos naturais (crotalária, girassol).

  • Reduzir irrigação excessiva para prevenir fungos.


✅ Dicas Gerais

  • Realizar pulverizações no início da manhã ou final da tarde.

  • Alternar biopreparados para evitar resistência das pragas.

  • Priorizar prevenção: plantas bem nutridas resistem melhor.

  • Registrar observações em caderno ou planilha de campo.

sábado, 27 de setembro de 2025

Poda na Primavera - Orientações

 


🌱 Poda na Primavera

A poda é uma prática fundamental na jardinagem e fruticultura, realizada com objetivos distintos como formação, renovação, frutificação e controle fitossanitário. Na primavera, as condições de temperatura amena, fotoperíodo crescente e maior disponibilidade hídrica estimulam a brotação e o crescimento ativo das plantas, favorecendo a cicatrização dos cortes e a emissão de novos ramos.


🔎 Tipos de Poda

  1. Poda de Formação

    • Realizada em mudas jovens para definir a arquitetura da planta (ex.: copa, condução de trepadeiras, cercas vivas).

    • Muito importante em arbustos ornamentais e frutíferas recém-implantadas.

  2. Poda de Limpeza ou Sanitária

    • Remoção de ramos secos, doentes, malformados ou quebrados.

    • Deve ser feita de forma contínua, mas a primavera favorece a recuperação da planta.

  3. Poda de Floração

    • Aplicada em espécies ornamentais que florescem em ramos novos, como roseiras (Rosa spp.), hibiscos (Hibiscus rosa-sinensis) e buganvílias (Bougainvillea spp.).

    • O objetivo é estimular brotação vigorosa e aumento da floração.

  4. Poda de Frutificação

    • Usada em frutíferas de clima tropical e subtropical, como goiabeira (Psidium guajava), videira (Vitis vinifera), maracujazeiro (Passiflora edulis) e citros.

    • Estimula a emissão de ramos produtivos e a entrada em produção equilibrada.

  5. Poda de Condução ou Contenção

    • Indicada para controlar o porte de arbustos, cercas vivas e plantas trepadeiras.

    • Mantém a estética e melhora a ventilação, reduzindo o risco de pragas e doenças.


🌸 Plantas que Devem Ser Podadas na Primavera

  • Ornamentais:

    • Roseiras (estimular floração)

    • Hibiscos, buganvílias e lantanas

    • Cercas vivas (duranta, ligustro, murta)



  • Frutíferas:

    • Videira – poda verde (condução de brotações e desfolha leve)

    • Goiabeira – ramos malformados e excesso de brotações

    • Maracujazeiro – condução dos ramos principais nas espaldeiras



    • Citros – retirada de ramos ladrões e secos

  • Gramados e herbáceas:

    • Tosquia regular para adensamento e renovação do tapete verde


  Ferramentas Utilizadas na Poda

  • Tesoura de poda manual: Para ramos finos (até 2 cm de diâmetro).



  • Tesoura de poda tipo bypass: Ideal para cortes limpos em ramos verdes.

  • Tesoura de poda tipo anvil (bigorna): Recomendada para ramos secos ou lenhosos.

  • Serrote de poda: Para ramos médios e grossos (> 3 cm).

  • Tesoura de poda longa (cabo extensor): Para alcançar ramos altos sem escada.

  • Motosserra ou serra elétrica leve: Para galhos grossos em árvores de maior porte.

  • Luvas e óculos de proteção: Indispensáveis para segurança durante o manejo.

Cuidados técnicos:

  • As lâminas devem estar sempre afiadas e esterilizadas (com álcool 70% ou solução de hipoclorito a 1%) para evitar transmissão de patógenos.

  • Cortes devem ser feitos próximos a gemas ou bifurcações, evitando tocos longos que apodrecem.

  • Após cortes grossos, recomenda-se aplicação de pasta cicatrizante à base de cobre ou argila para prevenir infecções fúngicas.


✅ Considerações Técnicas

  • A poda na primavera deve ser moderada, evitando cortes drásticos que possam comprometer o crescimento vigoroso típico da estação.

  • Em espécies que florescem no inverno ou início da primavera (ex.: azaléia, camélia), a poda deve ser feita após a floração, e não antes.

  • O sucesso da poda está diretamente relacionado ao momento fenológico da planta e às condições climáticas locais.


sexta-feira, 26 de setembro de 2025

Agenda do jardineiro - Primavera

 Agenda de Jardinagem para a Primavera





A primavera é a estação de transição entre o inverno e o verão, marcada pelo aumento gradual da temperatura, maior intensidade luminosa e regularidade das chuvas em diversas regiões do Brasil. Esses fatores estimulam o crescimento vegetativo, a floração e a frutificação de muitas espécies ornamentais, hortícolas e frutíferas. Assim, o jardineiro deve ajustar suas práticas de manejo para potencializar o desenvolvimento das plantas e prevenir pragas e doenças.

1. Planejamento e Preparo do Solo

  • Capina e limpeza: Remover ervas espontâneas que competem por nutrientes e água.

  • Aeração: Revolver levemente o solo para melhorar a oxigenação das raízes.

  • Correção: Realizar análise de solo e aplicar calcário se necessário, observando a saturação por bases.

  • Adubação orgânica: Incorporar composto, esterco curtido ou húmus de minhoca para aumentar a fertilidade e a atividade biológica.

2. Plantio e Transplante

  • Espécies anuais de primavera-verão: Girassol (Helianthus annuus), zínia (Zinnia elegans), cosmos (Cosmos bipinnatus).

  • Hortaliças de clima quente: Tomate, pimentão, abóbora, pepino, quiabo, milho verde.

  • Frutíferas tropicais: Maracujá, mamoeiro, bananeira e citros, que se beneficiam da estação para crescimento vigoroso.

  • Transplante de mudas: Realizar em dias nublados ou no fim da tarde, minimizando estresse hídrico.

3. Poda e Condução

  • Plantas ornamentais: Podar roseiras para estimular brotação e floração.

  • Arbustos e cercas vivas: Realizar podas de formação e contenção.

  • Frutíferas: Podas leves em goiabeiras e videiras, retirando ramos secos ou malformados.

4. Irrigação

  • Frequência: Aumentar gradualmente a irrigação, ajustando de acordo com as chuvas da estação.

  • Método: Preferir irrigação localizada (gotejamento) para reduzir perdas por evaporação.

  • Evitar encharcamento: Fundamental para espécies ornamentais em vasos e canteiros.

5. Adubação de Cobertura

  • Nutrientes essenciais: Aplicar NPK equilibrado (por exemplo, 10-10-10) ou fórmulas específicas para flores e frutíferas.

  • Matéria orgânica: Renovar cobertura morta (mulching) com palha, casca de pinus ou folhas secas para conservar umidade e reduzir ervas invasoras.

6. Controle Fitossanitário

  • Pragas comuns na primavera: Pulgões, cochonilhas, lagartas e ácaros.

  • Manejo integrado: Monitoramento constante, uso de armadilhas adesivas e pulverizações preventivas com biofertilizantes (ex.: extrato de nim, calda de fumo ou óleo de neem).

  • Doenças: Evitar excesso de irrigação para reduzir incidência de fungos como oídio e míldio.

7. Manutenção Geral

  • Grama: Aumentar a frequência de cortes e adubar com N rico em ureia ou esterco curtido.

  • Vasos e jardineiras: Trocar substrato envelhecido, verificar drenagem e replantar se necessário.

  • Estruturas de apoio: Revisar tutores, treliças e sistemas de irrigação.

A primavera é um período estratégico para intensificar os cuidados com o jardim. O manejo correto do solo, a escolha de espécies adaptadas à estação, o controle fitossanitário preventivo e a adubação equilibrada são fatores determinantes para garantir vigor, floração abundante e colheitas saudáveis.


                 Agenda de jardinagem para a primavera - Tabela Prática


📅 Mês🌱 Tarefas Principais🔎 Observações Importantes
Set- Preparo do solo (capina, revolvimento, adubação orgânica)
- Plantio de flores anuais (girassol, zínia, cosmos)
- Hortaliças de verão (tomate, pimentão, pepino, quiabo, milho)
- Plantio de frutíferas (citros, mamoeiro, maracujá)
- Podas em roseiras e videiras
- Adubação inicial em gramados
- Fazer análise de solo antes de adubar
- Realizar podas em dias secos
- Monitorar pulgões e cochonilhas
Out- Transplante de mudas de hortaliças e flores
- Adubação de cobertura (NPK ou esterco curtido)
- Irrigação mais frequente
- Fertilização para floração (rico em P e K)
- Podas leves em frutíferas (goiabeira, jabuticabeira)
- Instalar tutores em mudas
- Cobertura morta (mulching)
- Preferir transplantes em dias nublados
- Evitar excesso de N em plantas floríferas
- Intensificar monitoramento de fungos (oídio, míldio)
Nov- Plantio de hortaliças de ciclo rápido (alface, rúcula, rabanete, cebolinha)
- Continuidade no plantio de flores anuais
- Reforço da adubação potássica para frutificação (cinzas, farinha de ossos, NPK 4-14-8)
- Podas de condução em arbustos e cercas vivas
- Irrigação mais regular
- Controle de pragas (armadilhas adesivas, bioinseticidas)
- Adubação e corte de manutenção em gramados
- Evitar encharcamento, principalmente em vasos
- Manter inspeção semanal de pragas
- Adaptar frequência de irrigação às altas temperaturas


segunda-feira, 26 de abril de 2021

Defensivos Agrícolas

Também conhecidos por agrotóxicos são substâncias ou misturas naturais ou sintéticas utilizadas para combater o efeito prejudicial ao cultivo das plantas, causadas por animais (pragas), fungos, bactérias, vírus e outras plantas. Enquadram-se em várias categorias: formicidas combatem formigas, cupinicidas combatem cupins, fungicidas combatem fungos, herbicidas combatem as ervas invasoras, dentre vários outros, como raticidas, bactericidas, nematicidas, etc.

As conseqüências da utilização dos agrotóxicos podem ser extremamente prejudiciais ao meio ambiente e à saúde das pessoas, principalmente quando se utilizam os defensivos químicos sintéticos:

A matéria orgânica e os microrganismos do solo podem ser destruídos;

Os produtos vegetais podem ficar contaminados;

Os trabalhadores estão sujeitos a sofrer intoxicações graves, que podem levar até a morte;

Imunização progressiva aos agrotóxicos, por parte dos seres vivos que se pretende eliminar, o que acaba por exigir o emprego de drogas mais fortes e em maiores quantidades.

“Tratada com veneno, a primeira atitude da natureza é entrar em luta com ele e tentar aumentar a capacidade de resistência das formas vivas atacadas. Persistindo em seus métodos tóxicos, o químico terá de inventar venenos cada vez mais fortes para competir com a resistência que a natureza ergue contra ele.Desse modo, cria-se um círculo vicioso, pois entram em conflito pragas de constituição mais vigorosa e venenos de poder mais alto; e quem há de garantir que, nessa luta sem fim, o homem não se deixe envolver e venha a ser subjugado? (A vida secreta das plantas, P. Tompkins e Christopher Bird)”.




domingo, 23 de agosto de 2020

Corda de viola (Pavonia cancellata)


Planta trepadeira e rastejante conhecida como Corda de viola, Corriola e Campainha. 

Ocorre naturalmente em terrenos baldios urbanos e nos campos nativos ou de plantios agrícolas e pastagens.

Apresenta um ciclo de 100 - 120 dias, ocorrendo preferencialmente em solos semi-arenosos. 

Extremamente ornamental pode compor pergolados, caramanchões, colunas e muros dando um colorido de singular beleza.

O substrato ideal para seu cultivo é permeável com predominância de textura arenosa, mas deve ter boa fertilidade e prorosidade.

Deve ser cultivada em pleno sol ou no mínimo 6 horas de sol diárias.

A rega deve ser a cada 3 dias depois do pegamento.

Sua reprodução é feita por sementes e sua dispersão natural pelos ventos e chuvas.







 

quinta-feira, 13 de agosto de 2020

Jardim de Interiores - Fatores importantes a observar para iniciar a implantação de um jardim interno

 

1.       Aquisição das plantas – observe o aspecto da muda como a sua robustez, constituição, folhagens abundantes, evitando aquelas que apresentam pontos amarelados e marrons no verso das folhas e botões florais.

2.       Escolha do vaso – o vaso deve se adequar à planta em arejamento e umidade. Prefira os de cerâmica – que exigem um pouco mais de rega, devido a grande porosidade e, os de cimento e fibra de vidro. Para plantas que necessitam de muita umidade utilize os de coxim (fibra de coco).


Os vasos de madeira e metal se deterioram com o tempo e podem alterar as condições do solo.


3.       Luz – observe as fontes de luz do ambiente e regularmente vire os vasos para que todos os lados recebam luminosidade. Plantas de verde mais intenso suportam melhor as baixas luminosidades e as de folhagens coloridas necessitam de mais luz.

4.       Água – a necessidade de rega depende de vários fatores como as condições do ambiente: dia quente e local com ar condicionado exigem um pouco mais de água enquanto que a mesma planta em um banheiro teria sua rega diminuída. Outros fatores influenciam a rega das plantas de interior como água clorada (deve ficar em descanso por um dia para poder aplicar), água morna é absorvida mais rapidamente, inverno/outono são épocas de descanso e exigem menos água, horário ideal para as regas são o final de tarde e pela manhã. Observe esses sinais: na falta d’água as pontas das folhas murcham e escurecem; no excesso de água as folhas inferiores dobram-se e murcham.

5.       Temperatura – Em uma casa, cada cômodo tem uma temperatura diferente, por isso deve-se colocar as plantas em local cuja temperatura lhe seja adequada. Plantas gostam de locais arejados, mas não de correntes de ar e frio súbito. Para ventilar, abra uma janela afastada.

6.       Umidade – muitas plantas necessitam além da rega de uma boa umidade do ar como as avencas,pois mesmo com uma boa rega se o ambiente estiver seco as pontas das folhas queimam e enrolam. Para melhorar as condições de umidade do ar pode-se pulverizar água nas folhas, reunir vários vasos em um mesmo local e colocar o vaso em bandejas com água e pedregulhos.

7.       Adubação – deve ser feita a cada 3 meses de modo equilibrado não adubando demais nem de menos. Podem-se usar adubos químicos ou orgânicos em bastões, tabletes, granulados, pós, líquidos e outros. Tenha cuidado ao aplicar adubos foliares, pois uma dosagem acima da recomendada pode causar queimaduras ou até a morte da planta.Em adubação de cobertura, revolva a terra da superfície.


8. Replantio – é necessário quando a planta se torna grande demais para o vaso. Para fazer o replantio deve-se molhar bem o solo do vaso algumas horas antes, para manter o torrão coeso e desgrudar as pontas das raízes das paredes do vaso. Após isso, vire o vaso de cabeça pra baixo, segurando a planta, bata levemente nas bordas e vá virando e batendo até o torrão se desprender. O vaso novo deve ficar imerso em água por algumas horas antes do replantio.