sexta-feira, 17 de janeiro de 2020

O Reino vegetal




Matança
“Cipó caboclo tá subindo na virola,            
Chegou a hora do pinheiro balançar,
Sentir o cheiro do mato, da imburana,
Descansar, morrer de sono na sombra da barriguda,
Que triste sina teve cedro nosso primo,
Desde menino que eu nem gosto de falar,
Depois de tanto sofrimento, seu destino,
Virou tamborete, mesa, cadeira, balcão de bar.
Quem por acaso, ouviu falar da sucupira,
Parece até mentira que o jacarandá,
Antes de virar poltrona, porta, armário,
Mora no dicionário: vida eterna, milenar.
Quem hoje é vivo, corre perigo!
E os inimigos do verde, da sombra
E o ar que se respira,
E a clorofila das matas virgens, destruídas?
É bom lembrar,
Que quando chegar a hora
E é certo que não demora,
Não chame Nossa Senhora,
Só quem pode nos salvar é
caviúna, cerejeira, baraúna,
Imbuia, pau d’arco, sorva, juazeiro e jatobá,
Gonçalo alves, paraíba, itaúba,
Louro, ipê, paracaúba, peroba, massaranduba,
Carvalho, mogno, canela, imbuzeiro,
Catuaba, janaúba, aroeira, araribá,
Pau ferro, angico, amargoso, gameleira,
Andiroba, copaíba, pau-brasil, jequitibá ..

Jatobá, músico brasileiro



PLANTAS UTILIZADAS EM PAISAGISMO

ÁRVORES

Nome Vulgar
N. Científico
Habitat
Tipologia
Fenologia
Altura
Observações

Amaparana

Tyrsodium spruceano
Mata pluvial
Pequena inflorescência amarelada.
Copa alongada
Floração out/jan
Frutificação fev/mar
10 a 22 m
Frutos atraem avifauna diversificada. Crescimento em 3 – 5 anos.

Amargoso

Aspidosperma spruceanum
Solo argiloso e profundo.
Inflorescência amarela.
Copa arredondada
Floração jul/set
Frutificação ago/set
5 a 20 m
Comhecida também como Peroba, Pitiá e quina da mata. Crescimento em 1,5 – 2 anos.
Paineira
Chorisia speciosa
Solos diversos
Copa densa, inflorescências róseas e abundantes
Floração abr/jun
Frutificação ago/set
15 a 30 m
Conhecida também como barriguda. Abundante em todo o território brasileiro.







Barriguda do pantanal
Chorisia pubiflora
Mata ciliar e várzeas inundáveis
Grandes flores róseas.
Copa rala e arredondada.
Floração mai/jun
Frutificaçào set/nov
15 a 25 m
As plumas que envolvem as sementes são um espetáculo à parte. Crescimento em 2- 3 anos.

Embaúba

Cecropia glaziovi
Solo argiloso, rico em matéria orgânica
Copa pequena, tronco ereto e cilíndrico
 Floração ago/dez
Frutificação nov/fev
8 a 16 m
Frutos comestíveis e muito apreciado por aves e outros animais. Cresce em  2/3 anos.

Ingá-mari

Cassia leiandra
Solo argiloso e várzeas inundáveis
Copa ampla e rala.
Inflorescência amarela muito vistosa.
Floração jul/out
Frutificação dez/fev
4 a 8 m
A polpa das vagens é comestível. Crescimento em   1,5 a 2 anos.

Faveira

Balizia pedicellaris
Mata pluvial, terrenos úmidos e férteis
Copa irregular e rala. Folhas compostas.
Floração dez/fev
Frutificação set/out
4 a 20 m
Árvore rústica de rápido crescimento. Flor amarela.
Jurema Branca
Mimosa artemisiana
Solos profundos

Copa ampla irregular e rala. Flores brancas.
Floração abr/mai
Frutificação ago/set
12 a 25 m
Inflorescência com cheiro de mel. Cresce em 5/6 anos.
Caroba -Brava
Dalbergia brasiliensis
Solo argiloso e úmido
Copa arredondada e tronco ereto.
Floração dez/jan
Frutificação abr/mai
4 a 16 m
Utilizada na arborização de ruas e avenidas. Flores amarelas. Cresce 2/3 anos.

Agenda do Jardineiro




Dias de jardineiro
De ciência e magia são feitos os dias de jardineiro. No universo do jardim, o jardineiro se relaciona com tudo: da construção à engenharia nas instalações elétricas e hidráulicas de obras, na pintura e restaurações de alvenarias e taboados, no desenho das formas geométricas e topográficas dos pisos e chãos, na administração e organização do trabalho e atividades.
 Do conhecimento adquirido pelo jardineiro é muito importante uma boa formação botânica em que conte o aprendizado da ecologia das plantas, sua individualidade, classificação científica, registros culturais e históricos de seu estudo.
O exercício da paciência como ferramenta de trabalho também é outro ingrediente vital para o jardineiro, aliando ainda a rigidez de procedimentos dos tratos culturais e a grande preocupação com a observação de detalhes e sinais.
No desenvolvimento das atividades práticas o jardineiro deve observar e planejar os melhores momentos para trabalhar – o trabalho pode se tornar mais agradável se for realizado nos períodos mais frescos do dia, à noite, por exemplo, se for disponível uma boa iluminação para se ter certeza das tarefas realizadas.


Técnicas de jardinagem - Conservação de jardins


Tratos Culturais
Na conservação do jardim diversas são as operações necessárias à manutenção do bom aspecto do conjunto e ao bom desenvolvimento das plantas:
§  Eliminação de ervas invasores – através das capinas para limpeza dos canteiros, extirpando as ervas daninhas que aparecem;
§  Tutoramento (estaqueamento) de plantas herbáceas e trepadeiras – para a mantença do porte elegante das plantas, mesmo das herbáceas, a colocação de estacas ou tutores é de toda conveniência. Nos jardins simétricos, principalmente, os tufos, alegretes, corbelhas e platibandas devem ser mantidos em suas formas geométricas por meio de estacas de bambú ou de outro material. As estacas e tutores devem ser dissimulados, de modo que as plantas apresentem a aparência mais natural possível ;
§  Divisão de touceiras de plantas muito aglomeradas – tem por objetivo melhorar as condições estéticas e de desenvolvimento vegetativo do jardim;
§  Controle de plantas bulbosas – promover a retirada do excesso de bulbos para manter os limites de canteiros e formações;
§  Varreção, catação e retirada  de folhas, flores murchas, galhos e ramos secos – prática responsável pela manutenção das qualidades ambientais necessárias ao bom desenvolvimento das plantas;
§  Semeadura de espécies anuais e bienais – é necessário se ter sementeiras para reposição dessas espécies, para não onerar em muito o custo de manutenção do jardim em seus aspectos estéticos;
§  Manutenção de vasos – é preciso manter os vasos sempre limpos, livres de ervas invasoras, do limo e outras sujeiras que muitas vezes servem de abrigos a insetos nocivos ao desenvolvimento das plantas;
§  Poda de cercas viva, gramados, árvores e arbustos – são operações que não devem deixar de serem realizadas, porquanto da sua realização oportuna depende o bom aspecto das plantas e do jardim;
§  Transplante (repicagem) de arbustos e árvores na época de solo quente e úmido – operação que tem por finalidade aumentar o vigor das plantas e melhorar suas condições de desenvolvimento;
§  Pulverizações preventivas e de controle de pragas e doenças – utilizar material e equipamentos específicos (ao utilizar produtos químicos, seguir sempre a recomendação da receita agronômica);
§  Regas – devem ser abundantes e feitas de preferência à tarde quando o sol começa a declinar no horizonte, tornando a ação de seus raios menos intensa. Pode ser feita por regadores, mangueiras ou aspersores, dependendo do tamanho do jardim;
§  Reposição de plantas dos canteiros e gramados – proceder da mesma forma que a da implantação do jardim (preparo de solo, plantio, etc.);
§  Adubação continuada e equilibrada – é recomendável se ater ao plano de adubação (observando-se as necessidades de cada vegetal existente no jardim), porquanto uma má adubação pode ser nociva às plantas em vez de benéfica.



Compostagem


Compostagem

A compostagem é a forma de se produzir o melhor adubo orgânico para as plantas. Sua riqueza de nutrientes vai depender diretamente do material que entrará em processo de compostagem. Existem várias formas de se produzir um composto orgânico, a céu aberto ou em composteiras fechadas; com o uso de restos vegetais e animais, ou só de vegetais ou só de urinas e estercos, e vários outras, incluindo-se aí até a presença de adubos químicos para enriquecer o composto.

1. Matéria Orgânica
§  Vegetal – restos de folhas, caules, flores e frutos;
§  Animal – estercos e urinas.
*Quanto mais picado for o material, mais rápido acontecerá o processo de compostagem.

2. Elementos Necessários para Compostagem
§  Matéria Orgânica
§  Oxigênio
§  Temperatura
§  Umidade

A Composteira
Abaixo relacionamos o material necessário para a produção de uma composteira mista, construída em madeira  com base de alvenaria e ferramentas e equipamentos necessários para os trabalhos de
manejo e manutenção da composteira.

A.      Material e Ferramentas
20 ripas de madeira 1,10m X 0,10m X 0,02m
04 caibros de madeira 1,5m cada
80 pregos
200 tijolinhos
05 tábuas 1,10m X 0,20m X 0,03m
15 kg de cimento
¼ de areia de construção
01 tonel de 200 l
1,5 tela plástica (malha de 5cm)
01 picador de resíduos orgânicos
01 forcado
01 pá
01 enxada
01 carrinho de mão
01 mangueira 50m
01 peneira de aço (malha de 1,5cm)
01 rastelo
01 vassoura de aço

B.  Manejo
O manejo consiste na observação e cuidados com o processo de fermentação do composto. Periodicamente deve ser observados a umidade, temperatura e fazer reviramento do composto para que haja homogeneidade na fermentação. A composteira deve ser protegida da chuva e do sol.
O composto estará pronto, quando não estiver mais perdendo água e liberando o calor da fermentação (mede-se com uma barra de ferro enfiada por dez minutos no composto a liberação de calor).

Adubação orgânica




A adubação orgânica é feita através de um conjunto de observações e atividades, que vão desde o equilíbrio de frações do solo até o fornecimento de um número maior de macro e micronutrientes para as plantas.
A parte física pode ser beneficiada pela agregação e desagregação promovidas nos solos arenosos e argilosos pela porção húmus. As partes químicas e biológicas são extremamente ativadas pela incorporação de matéria orgânica.
§  Estercos – podem ser utilizados de bovinos, suínos e aves dentre outros. As dosagens variam conforme a origem do esterco (Bovinos de 10 a 20 litros/m²; aves de 5 a 6 litros/m²);
§  Composto Orgânico – utiliza-se de restos vegetais (restos de plantas: talos, cascas, folhas, bagaços, etc.; restos de cozinhas desengordurados: pó de café, chá, etc.) e animais (estercos, resíduos de frigoríficos: carnes e sangue, ossos moídos, casca de ovos); sua composição é muito variada o que o torna muito rico em macro e micronutrientes, é um adubo quase que completo.    1 m³ pode produzir até 700 kg de composto.

Adubos Orgânicos


Adubos Orgânicos

Adubo
Composição química
Torta de mamona 
4 a 6 % de N, 1,5 a 2 % de P2O5, 1 a 2% de K2O, 0,3 a 0,5 % de Ca, 0,50 % de Mg, 0,04 % de S, o,o1 % de B, 0,04 % de Mn, 0,05 % de Zn, 41 a 70 % de matéria orgânica
Farinha de Sangue 
8 a 14 % de N, 1,5 a 30 % de P2O5, 0,5 a 0,8 % de K2O
Esterco de Curral seco 
0,3 a 2,0 % de N, 0,17 a 0,5 % de P2O5, 0,1 % de K, 3 a 15 % de matéria orgânica
Farinha de Ossos
2 a 5 % de N, 22 a 30 % de P2O5
Esterco de Galinha 
 2% de N, 2 % de P2O5, 1%o de K2O
Composto Orgânico

1 a 2% de N, o,4 a 0,6 % de P, 0,3 a 0,7 % de K, 0,3 a 0,6% de Ca, 0,1 a 0,2 % de Mg, 0,5 a  0,8 % de S,  35 ppm de B, 200 ppm de Cu, 5400 ppm de Fe, 1200 ppm de Mn, 102 ppm de Zn