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quinta-feira, 16 de outubro de 2025

A Raiz: Estrutura, Tipos e Funções

 



A raiz é o órgão da planta que normalmente cresce para baixo, dentro do solo. Ela é responsável por fixar a planta e absorver água e nutrientes essenciais para seu crescimento. É uma das partes mais importantes do vegetal, pois garante sua sustentação e sobrevivência.

O conhecimento do tipo de raiz da planta que está utilizando no ajardinamento é de suma importância para o jardineiro pois irá ditar sobre a preferência das plantas vizinhas e, sobretudo, o tipo de rega que será praticado.


Estrutura da Raiz

As raízes possuem várias partes, cada uma com funções específicas:

  1. Coifa (ou caliptra) – pequena capa na ponta da raiz que protege o tecido de crescimento contra o atrito com o solo.

  2. Zona de crescimento (ou meristemática) – região logo acima da coifa, onde as células se dividem rapidamente, fazendo a raiz crescer.

  3. Zona de alongamento – as células aumentam de tamanho, alongando a raiz.

  4. Zona de diferenciação (ou de absorção) – onde se formam os pelos absorventes, responsáveis por captar água e sais minerais.

  5. Cilindro central – região interna por onde a seiva bruta (água e nutrientes) é transportada para o caule.




🌾 Tipos de Raiz

As raízes podem ter diferentes formas e funções, dependendo da espécie e das condições do ambiente. Os principais tipos são:

  1. Pivotante (ou axial) – apresenta uma raiz principal mais desenvolvida, da qual partem raízes secundárias.
    🔹 Exemplo: feijão, cenoura, alface, ipê.

  2. Fasciculada (ou cabeleira) – formada por várias raízes finas, de tamanho semelhante, que se espalham pelo solo.
    🔹 Exemplo: milho, arroz, capim, cebola.

  3. Adventícia – nasce em outras partes da planta, como caules ou folhas, e não da raiz principal.
    🔹 Exemplo: samambaias, heras, milho (raízes de apoio).



🌍 Funções da Raiz

As raízes exercem várias funções vitais para as plantas:

  • Fixação: mantém a planta firme no solo.

  • Absorção: retira água e sais minerais do solo.

  • Condução: transporta a seiva bruta até o caule.

  • Armazenamento: em algumas espécies, acumula nutrientes e reservas (como amido).
    🔹 Exemplo: beterraba, mandioca, cenoura.

  • Apoio e sustentação: algumas raízes ajudam a sustentar plantas grandes, como as do mangue (raízes pneumatóforas) ou do milho (raízes escoras).

  • Respiração: em ambientes alagados, certas raízes adaptam-se para trocar gases com o ar, como nas plantas de manguezal.

                                    

🌿 Curiosidade

Nem todas as raízes crescem para baixo!
Algumas, como as das orquídeas epífitas, crescem expostas ao ar e absorvem umidade da atmosfera. Essas são chamadas de raízes aéreas.

sexta-feira, 17 de janeiro de 2020

Compostagem


Compostagem

A compostagem é a forma de se produzir o melhor adubo orgânico para as plantas. Sua riqueza de nutrientes vai depender diretamente do material que entrará em processo de compostagem. Existem várias formas de se produzir um composto orgânico, a céu aberto ou em composteiras fechadas; com o uso de restos vegetais e animais, ou só de vegetais ou só de urinas e estercos, e vários outras, incluindo-se aí até a presença de adubos químicos para enriquecer o composto.

1. Matéria Orgânica
§  Vegetal – restos de folhas, caules, flores e frutos;
§  Animal – estercos e urinas.
*Quanto mais picado for o material, mais rápido acontecerá o processo de compostagem.

2. Elementos Necessários para Compostagem
§  Matéria Orgânica
§  Oxigênio
§  Temperatura
§  Umidade

A Composteira
Abaixo relacionamos o material necessário para a produção de uma composteira mista, construída em madeira  com base de alvenaria e ferramentas e equipamentos necessários para os trabalhos de
manejo e manutenção da composteira.

A.      Material e Ferramentas
20 ripas de madeira 1,10m X 0,10m X 0,02m
04 caibros de madeira 1,5m cada
80 pregos
200 tijolinhos
05 tábuas 1,10m X 0,20m X 0,03m
15 kg de cimento
¼ de areia de construção
01 tonel de 200 l
1,5 tela plástica (malha de 5cm)
01 picador de resíduos orgânicos
01 forcado
01 pá
01 enxada
01 carrinho de mão
01 mangueira 50m
01 peneira de aço (malha de 1,5cm)
01 rastelo
01 vassoura de aço

B.  Manejo
O manejo consiste na observação e cuidados com o processo de fermentação do composto. Periodicamente deve ser observados a umidade, temperatura e fazer reviramento do composto para que haja homogeneidade na fermentação. A composteira deve ser protegida da chuva e do sol.
O composto estará pronto, quando não estiver mais perdendo água e liberando o calor da fermentação (mede-se com uma barra de ferro enfiada por dez minutos no composto a liberação de calor).

Adubação orgânica




A adubação orgânica é feita através de um conjunto de observações e atividades, que vão desde o equilíbrio de frações do solo até o fornecimento de um número maior de macro e micronutrientes para as plantas.
A parte física pode ser beneficiada pela agregação e desagregação promovidas nos solos arenosos e argilosos pela porção húmus. As partes químicas e biológicas são extremamente ativadas pela incorporação de matéria orgânica.
§  Estercos – podem ser utilizados de bovinos, suínos e aves dentre outros. As dosagens variam conforme a origem do esterco (Bovinos de 10 a 20 litros/m²; aves de 5 a 6 litros/m²);
§  Composto Orgânico – utiliza-se de restos vegetais (restos de plantas: talos, cascas, folhas, bagaços, etc.; restos de cozinhas desengordurados: pó de café, chá, etc.) e animais (estercos, resíduos de frigoríficos: carnes e sangue, ossos moídos, casca de ovos); sua composição é muito variada o que o torna muito rico em macro e micronutrientes, é um adubo quase que completo.    1 m³ pode produzir até 700 kg de composto.

Adubos Orgânicos


Adubos Orgânicos

Adubo
Composição química
Torta de mamona 
4 a 6 % de N, 1,5 a 2 % de P2O5, 1 a 2% de K2O, 0,3 a 0,5 % de Ca, 0,50 % de Mg, 0,04 % de S, o,o1 % de B, 0,04 % de Mn, 0,05 % de Zn, 41 a 70 % de matéria orgânica
Farinha de Sangue 
8 a 14 % de N, 1,5 a 30 % de P2O5, 0,5 a 0,8 % de K2O
Esterco de Curral seco 
0,3 a 2,0 % de N, 0,17 a 0,5 % de P2O5, 0,1 % de K, 3 a 15 % de matéria orgânica
Farinha de Ossos
2 a 5 % de N, 22 a 30 % de P2O5
Esterco de Galinha 
 2% de N, 2 % de P2O5, 1%o de K2O
Composto Orgânico

1 a 2% de N, o,4 a 0,6 % de P, 0,3 a 0,7 % de K, 0,3 a 0,6% de Ca, 0,1 a 0,2 % de Mg, 0,5 a  0,8 % de S,  35 ppm de B, 200 ppm de Cu, 5400 ppm de Fe, 1200 ppm de Mn, 102 ppm de Zn


Adubos


Tabela de Adubos Químicos

Adubo
Composição química
Sulfato de amônio 
20 a 21 % de N, 0,5 % de Cl, 0,3 % de Cu, 0,1 % de Zn
Cloreto de Amônio 
26 % de N
Nitrato de Amônio 
33,5 % de N, 0,01 % de Zn
Nitrocálcio Concentrado 
27 % de N, 4 a 5 % de CaO, 2 a 3 % de MgO, 0,4 % de Cl
Salitre do Chile 
16 % de N, 0,01 % de B, 0,4 % de Cl, 0,07 % de Cu
Nitrato de Potássio 
14 % de N, 46 % de K2O, 0,10 % de B, 1,1 % de Cl
Uréia
 45 % de N
Superfosfato simples 
18 % de P2O5, 28 % de CaO, 8 % de S, 0,3 % de Cl, 0,01 % de Zn
Superfosfato Triplo 
44 % de P2O5, 20 % de CaO, 1 % de S, 0,01 % de B, 0,01 % de Cu, 0,01 % de Mn
Nitrofosfato
18 % de P2O5, 18 % de N, 12 % de CaO
Fosfato Bicálcico 
40 % de P2O5, 30 % de CaO
Cloreto de Potássio
50 % de K, 0,03 % de B, 47 % de Cl
Sulfato de Potássio 
42 % de K, 0,0002 % de B, 2,1 % de Cl, 0,01 % de Cu
Nitrato de Potássio 
8 a 11 % de K
Sulfato de Magnésio 
16 % de MgO, 13 a 14 % de S
Fosfato de Amônio e Magnésio 
24 % de MgO, 43 % de P2O5
Sulfato de Potássio e Magnésio 
18 % de MgO, 22 % de S, 22 % de K2O, 1,5 % de Cl
Ácido Sulfúrico 
31 % de S
Gesso
28 a 30 % de CaO, 15 a 16 % de S
Sulfato de Magnésio 
16 a 17 % de MgO, 12 a 13 % de S
Bórax
11% de B
Ácido Bórico
17% de B
Óxido Cúprico
75%de Cu
Óxido Ferroso
77% de Fe
Óxido Manganoso
63% de Mn
Óxido de Zinco 
60 a 78 % de Zn

Nutrição das plantas - Os micronutrientes


Os micronutrientes

Ferro (Fe)  - Tem funções na formação da clorofila e sua carência causa amarelecimento de folhas novas, aparecimento de áreas de tecidos mortos nas folhas e elevada produção de pigmentos amarelos e vermelhos.
Manganês (Mn)  - Suas funções estão de certa forma associadas às do ferro. Sua carência causa folhas novas amarelecidas, as nervuras permanecem verdes com tecidos mortos nas folhas. Seu excesso causa inibição da absorção de outros nutrientes e sinais de toxidade.

Cobre (Cu)  -  Elemento que interfere nos processos de química do solo beneficiando a absorção de nutrientes. Nos solos com “húmus” há deficiência deste elemento.

Zinco (Zn)  -  Participa do desenvolvimento da formação da clorofila na planta e favorece a produção de hormônios vegetais. Atua em associação com o cobre.
Boro (B)  - Microelemento importante para muitas plantas da horta, sua carência provoca podridão do colo na couve-flor e no repolho.
Molibdênio (Mo)  - Sua função está ligada ao processo de fixação do nitrogênio no solo, estimula o crescimento dos vegetais.
Cobalto (Co) - Sua carência causa baixo desenvolvimento vegetativo à planta.
Cloro (Cl)  - Micronutriente muito utilizado pelas plantas em grandes quantidades. Presente em formulações de adubos e água da chuva, por isso raramente as plantas sofrem carência de cloro.

A nutrição das plantas - Macronutrientes



A nutrição das plantas
O jardineiro deve conhecer quais os mais importantes nutrientes das plantas para poder planejar uma boa nutrição das plantas através das mais diversificadas formas de adubação. Apresentamos a seguir os principais nutrientes minerais das plantas com informações sobre seu fornecimento, carência e excesso.

§  Os principais nutrientes - Macronutrientes

Nitrogênio (N) – Um dos mais importantes nutrientes essenciais para a planta, excelente para o desenvolvimento foliar. Sua carência ocasiona plantas pouco desenvolvidas, folhas amareladas, redução do perfilhamento e dormência de gemas laterais. Não havendo carência as plantas se desenvolvem satisfatoriamente. O excesso de nitrogênio por sua vez, ocasiona acamamento, atraso na maturação, excessivo crescimento vegetativo, tecidos tenros e alta suscetibilidade a pragas e doenças.

Fósforo (P)  - Elemento essencial na nutrição das plantas, muito importante no desenvolvimento de flores e frutos. Sua carência faz com que a planta tenha pouca ramificação, dormência de gemas laterais, tecidos aquosos e pouco resistentes, folhas arroxeadas, tombamentos e raízes pouco desenvolvidas. O excesso de fósforo causa o aparecimento de muitos nós, duros e quebradiços, no caule e ramos.

Potássio (K)  - Nutriente essencial responsável pelo desenvolvimento do sistema radicular e pela resistência a pragas e doenças nas plantas. Sua carência causa mau desenvolvimento das raízes e alteração na coloração das folhas mais baixas. Seu excesso causa deficiência induzida de magnésio (Mg).
Cálcio (Ca)  - É um elemento de muita importância na nutrição das plantas, é encontrado na maioria dos tecidos celulares dos vegetais, sendo um dos componentes do protoplasma e das paredes celulares. Sua carência causa murchamento e morte das gemas terminais, gemas laterais dormentes e pequena frutificação ou produção de frutos anormais.
Magnésio (Mg)  - Elemento constituinte da clorofila, daí sua grande importância, pois sem a sua presença não se formará a clorofila.
Enxofre (S)  - Elemento de grande importância para o desenvolvimento de microrganismos úteis ao solo, tem participação na formação da clorofila - apesar de não fazer parte de sua constituição.