sexta-feira, 17 de janeiro de 2020

Nutrição das plantas - Os micronutrientes


Os micronutrientes

Ferro (Fe)  - Tem funções na formação da clorofila e sua carência causa amarelecimento de folhas novas, aparecimento de áreas de tecidos mortos nas folhas e elevada produção de pigmentos amarelos e vermelhos.
Manganês (Mn)  - Suas funções estão de certa forma associadas às do ferro. Sua carência causa folhas novas amarelecidas, as nervuras permanecem verdes com tecidos mortos nas folhas. Seu excesso causa inibição da absorção de outros nutrientes e sinais de toxidade.

Cobre (Cu)  -  Elemento que interfere nos processos de química do solo beneficiando a absorção de nutrientes. Nos solos com “húmus” há deficiência deste elemento.

Zinco (Zn)  -  Participa do desenvolvimento da formação da clorofila na planta e favorece a produção de hormônios vegetais. Atua em associação com o cobre.
Boro (B)  - Microelemento importante para muitas plantas da horta, sua carência provoca podridão do colo na couve-flor e no repolho.
Molibdênio (Mo)  - Sua função está ligada ao processo de fixação do nitrogênio no solo, estimula o crescimento dos vegetais.
Cobalto (Co) - Sua carência causa baixo desenvolvimento vegetativo à planta.
Cloro (Cl)  - Micronutriente muito utilizado pelas plantas em grandes quantidades. Presente em formulações de adubos e água da chuva, por isso raramente as plantas sofrem carência de cloro.

A nutrição das plantas - Macronutrientes



A nutrição das plantas
O jardineiro deve conhecer quais os mais importantes nutrientes das plantas para poder planejar uma boa nutrição das plantas através das mais diversificadas formas de adubação. Apresentamos a seguir os principais nutrientes minerais das plantas com informações sobre seu fornecimento, carência e excesso.

§  Os principais nutrientes - Macronutrientes

Nitrogênio (N) – Um dos mais importantes nutrientes essenciais para a planta, excelente para o desenvolvimento foliar. Sua carência ocasiona plantas pouco desenvolvidas, folhas amareladas, redução do perfilhamento e dormência de gemas laterais. Não havendo carência as plantas se desenvolvem satisfatoriamente. O excesso de nitrogênio por sua vez, ocasiona acamamento, atraso na maturação, excessivo crescimento vegetativo, tecidos tenros e alta suscetibilidade a pragas e doenças.

Fósforo (P)  - Elemento essencial na nutrição das plantas, muito importante no desenvolvimento de flores e frutos. Sua carência faz com que a planta tenha pouca ramificação, dormência de gemas laterais, tecidos aquosos e pouco resistentes, folhas arroxeadas, tombamentos e raízes pouco desenvolvidas. O excesso de fósforo causa o aparecimento de muitos nós, duros e quebradiços, no caule e ramos.

Potássio (K)  - Nutriente essencial responsável pelo desenvolvimento do sistema radicular e pela resistência a pragas e doenças nas plantas. Sua carência causa mau desenvolvimento das raízes e alteração na coloração das folhas mais baixas. Seu excesso causa deficiência induzida de magnésio (Mg).
Cálcio (Ca)  - É um elemento de muita importância na nutrição das plantas, é encontrado na maioria dos tecidos celulares dos vegetais, sendo um dos componentes do protoplasma e das paredes celulares. Sua carência causa murchamento e morte das gemas terminais, gemas laterais dormentes e pequena frutificação ou produção de frutos anormais.
Magnésio (Mg)  - Elemento constituinte da clorofila, daí sua grande importância, pois sem a sua presença não se formará a clorofila.
Enxofre (S)  - Elemento de grande importância para o desenvolvimento de microrganismos úteis ao solo, tem participação na formação da clorofila - apesar de não fazer parte de sua constituição.

Adubação





Produção de biofertilizante. Comunidade da Madalena, Boa Nova, BA. 2019





Adubações
Fertilizantes ou adubos são todas as substâncias minerais ou orgânicas, naturais ou sintéticas, que forneçam um ou mais elementos que sejam nutrientes das plantas.
A adubação no jardim pode ser química, biológica ou integrando as duas. Importante observar as características físicas, químicas e biológicas do solo antes de se planejar a adubação, pois será essa observação que dará subsídios para a escolha do adubo. A análise do solo pode ser necessária quando o jardim possui áreas de grandes dimensões ou com características físicas diversas. As análises de solo podem ser do tipo física (Granulométrica: investiga o tamanho e a agregação das partículas e teor de matéria orgânica do solo) e química (Mineralógica: avalia quantidades e qualidades de minerais).
A análise de solo indica a presença e quantidade de minerais, teor de matéria orgânica e as condições (propriedades) físicas do solo.
Fertilizantes minerais são substâncias sólidas, fluídas ou gasosas contendo um ou mais elementos fertilizantes (N, P, K, Ca, Mg, S) sob forma inorgânica disponível mais rapidamente para as plantas.
A adubação química é feita baseada nas informações da análise e na necessidade de nutrientes das plantas.
A prática da adubação consiste em repor os nutrientes retirados do solo pelas plantas e pela chuva. Um jardim bem adubado cresce mais rápido e sem pragas. Isso vale para espécies cultivadas em jardins e também para aquelas plantadas em vasos, jardineiras ou canteiros internos. 
Os adubos são divididos em dois grupos: orgânicos e inorgânicos. Os orgânicos são aqueles provenientes de matéria vegetal ou animal, como o húmus de minhoca e a farinha de osso. Eles têm maior permanência no solo, embora sejam absorvidos mais lentamente. Já os inorgânicos, chamados de NPK, são obtidos a partir da extração mineral e contêm em suas fórmulas maior quantidade de nitrogênio (N), fósforo (P) e potássio (K). A concentração dos adubos inorgânicos é mais forte, por isso eles são absorvidos mais rapidamente.


O que você deve saber sobre podas



A poda é uma técnica muito utilizada na jardinagem, ela pode ter várias finalidades:

        §  Formação inicial das mudas transplantadas;
        §  Formação de arbustos;
        §  Eliminação de partes doentes, galhos secos, etc.;
        §  Aumento de floração;
        §  Aumento da densidade foliar;
       §  Condução da planta (diminuição, direção, rebaixamento ou levantamento de copa);
        §  Rejuvenescimento;
        §  Cerca viva;
        §  Aeração e luminosidade.



As ferramentas utilizadas na poda são a tesoura de poda, tesoura de tosa manual, serrote curvo, serrote comum, canivete curvo e podador de árvore; devem estar bem afiadas e limpas. Após a poda as ferramentas devem ser limpas e desinfectadas para evitar a transmissão de males com cortes de partes afetadas.


Para  iniciar uma poda primeiro se encontram as gemas ou olhos, que geralmente localizam-se lateralmente e no ápice dos ramos, elas devem ser deixadas, se quisermos que aquela parte da planta continue crescendo e eliminada na poda se desejar-mos o contrário.

A poda de floração deve ser drástica e feita durante o inverno, tosando-se os galhos quase rentes ao chão.

Deve-se optar pelo corte em diagonal, que é o indicado para a realização da poda, pois facilita a cicatrização, dificulta o acúmulo de água e por isso evita infecções.

A melhor época para a poda de espécies ornamentais é no inverno, pois é o momento em que grande parte das plantas encontra-se em dormência e portanto, a perda de seu material nutritivo é bem menor. Não devem ser podadas nessa época as plantas que se encontram em fase de floração, como também as plantas com flores, frutos, sementes ou brotos novos não devem ser podadas. 

As podas devem ser feitas de 3 em 3 meses, sendo que no inverno é realizada as podas mais rigorosas.


Para uma boa poda:

• Remova galhos quebrados ou doentes porque eles retiram a força da planta e ainda atrapalham o acesso de luz e ar no interior da copa. Ao cortá-los logo acima de uma gema (pequeno nó), um novo ramo irá nascer. Para eliminar o galho todo, corte rente ao caule ou ao ramo maior. Folhas secas e flores murchas também devem ser retiradas.

 • Algumas árvores costumam produzir um ramo que se diferencia dos demais por ser grande, vigoroso e com crescimento muito superior aos outros. Chamado de galho-ladrão, ele rouba a força dos outros ramos e atrapalha o desenvolvimento da planta. Corte-o sem dó até o tronco. Sua simples retirada já faz com que a planta floresça e frutifique mais. 

• Esterilize a tesoura de poda. Depois, use uma pasta bordalesa após o corte passando na ferramenta e na área do corte que ficou exposto. Pesquise e utilize cicatrizantes naturais, eles ajudam a evitar a entrada de pragas e doenças.

Técnicas de Jardinagem - Cercadura de canteiros


Canteiro natural cercado por bromélias

                           Cercaduras dos Canteiros

Para delimitação dos canteiros podem ser usadas diversas formas e materiais, que podem ser artificiais e naturais.

 As naturais constituem, também, elemento de decoração, ao passo que as artificiais visam somente a manutenção do desenho dos canteiros e do jardim.

As cercaduras são o complemento normal do canteiro e da aléia (ruas). São o próprio traçado do jardim. Nas cercaduras naturais ou vivas são empregadas plantas apropriadas, que podem ser anuais ou vivazes.

Entre nós as plantas mais empregadas para tal fim são: o buxo, o periquito e o manjericão. 


As artificiais devem ser discretas, empregando-se material de acordo com o que foi usado na pavimentação. Obtém-se discrição, principalmente evitando-se cercaduras muito altas e muito visíveis.

Nos terrenos muito inclinados admitem-se as cercaduras altas; mas aí elas fazem também o papel de muro de arrimo para a terra dos canteiros. 

Para a delimitação de canteiros podem ser usados diversos materiais: tijolos prensados e ornados de desenhos e recortes, tijolos comuns, cimento, pedra tosca, pedra aparelhada e ladrilhos.

Materiais Naturais Utilizados
  • Pedras: Seixos, pedras de granito, miracema ou ardósia podem ser usados para criar bordas rústicas e duráveis. Elas se integram bem ao ambiente natural do jardim.
  • Madeira: Tábuas, troncos ou lascas de madeira e até mesmo bambu podem ser reaproveitados para um visual mais campestre ou orgânico. É importante usar madeira tratada para resistir à umidade e evitar apodrecimento.
  • Plantas (Bordadura Viva): Certas plantas e arbustos de pequeno porte, como clorofito, podem servir para delinear os espaços, adicionando cor e textura.
  • Argila expandida/Brita: Usadas mais para a camada de drenagem no fundo, mas em alguns casos, podem ser utilizadas na superfície como cobertura para ajudar na delimitação visual, especialmente em jardineiras elevadas. 
Materiais Artificiais/Processados
  • Tijolos e Blocos de Concreto: São materiais versáteis que oferecem um visual mais estruturado e formal. Podem ser dispostos de diversas maneiras (vertical, inclinado, etc.) para criar diferentes efeitos.
  • Concreto (Moldado no Local): Permite criar bordas contínuas e personalizadas, com maior durabilidade e resistência.
  • Plástico: Existem limitadores de grama de plástico flexíveis e pré-fabricados, que são uma opção econômica e fácil de instalar, ideais para curvas e formas orgânicas.


  • Metal: Bordas de metal (como aço corten ou alumínio) oferecem um visual moderno e limpo, sendo discretas e muito duráveis.
  • Gabiões: Estruturas de malha metálica preenchidas com pedras, que criam um visual industrial e são muito eficazes para contenção de solo, especialmente em canteiros elevados. 
A escolha do material dependerá da estética desejada e da funcionalidade, seja apenas para separar visualmente as flores do caminho ou para conter o solo de forma eficaz. 

Projeto de Jardins - Plantas que irão ser cultivadas

                              

Plantas no Jardim

O jardineiro deve elaborar uma relação de plantas a serem utilizadas nos projetos de criação, reforma ou manutenção dos jardins. 

Não será preciso quantificar as mudas a serem plantadas, pois esta será uma das atividades da elaboração do projeto, mas é importante que se agrupem o maior número de informações para servir de apoio tanto aos trabalhos de manutenção quanto aos de criação de um jardim.

 A elaboração de um manual contendo informações técnicas sobre cada espécie que irá compor o jardim poderá ser de muita valia e deverá conter questões sobre a ecologia, preferências e tratos culturais de cada planta, tais como:


Nome vulgar:_____________________
Nome científico:___________________
Tipo de solo:______________________
Necessidade de luz:________________
Tempo médio de crescimento:________
Tipos de flores/folhas:_______________
Espaçamento entre as plantas:________
Épocas de poda:___________________
Épocas de adubação:_______________
Controle de pragas/doenças:__________
Cuidados Especiais:_________________




O jardineiro e o mercado de trabalho




Alunos do Curso Formação de Jardineiro do Projeto Oficina Boracéa, São Paulo,
2013

A jardinagem como atividade profissional vem sendo aperfeiçoada a cada dia.

Tanto os profissionais em atuação percebem a importância de uma educação profissional continuada, quanto os que querem atuar no segmento buscam as competências necessárias ao exercício da profissão de jardineiro.

Dentre as várias manifestações da jardinagem, como a floricultura, a produção de plantas ornamentais, arranjos florísticos e o paisagismo, entre outras, a manutenção de jardins ainda é o maior desafio, pois aí é que se confronta o sonho da paisagem construída com a manutenção das características desejadas para o jardim, ou seja, o que se propôs para o projeto de jardim apresenta as condições de sustentação das características ambientais e paisagísticas?

A beleza do jardim e a saúde das plantas é o que se busca em um jardim e essa é a missão do jardineiro, o que vai exigir um contínuo aperfeiçoamento profissional e uma busca constante de conhecimento.

O universo do trabalho de um jardineiro vai exigir uma educação continuada, pois a cada nova planta conhecida é preciso entender seus hábitos, sua ecologia (preferência de solo, luz e vizinhança,dentre outras informações) e visualizá-la no cenário (jardim, parque, praça, etc).